A CDU, no âmbito do processo de auscultação aos diversos sectores de actividade no sentido de preparar a mudança na política autárquica de Évora, encheu, no passado sábado, o salão nobre do Teatro Garcia de Resende, para discutir com agentes culturais locais e alguns convidados, a ideia de Évora como cidade de cultura.O cientista Galopim de Carvalho, o músico Pedro Jóia e o vereador da Câmara de Lisboa Ruben de Carvalho, foram as personalidades convidadas para reflectirem a cultura como elemento estratégico de desenvolvimento.Do debate vivo e interessado saíram algumas ideias chave que irão ser trabalhadas como contributos para construção do programa eleitoral a apresentar pela CDU ao eleitorado nas próximas eleições autárquicas, sendo de realçar a ideia do Prof. Galopim de Carvalho de acrescentar o património natural ao património classificado.Afirmou o orador: “aqui na cidade de Évora este património natural tem que ser acrescentado ao Património histórico, cultural e arquitectónico da cidade. E até nem custa que as entidades competentes consigam através da UNESCO que o conceito de Évora Património Mundial abarque também, não só o Centro Histórico mas este caso particular.”Nesta iniciativa a CDU assumiu como sua a proposta de Galopim de Carvalho de criação de um museu dedicado ao granito, o segundo do seu género em todo o mundo.Alguns dos oradores colocaram o acento tónico no actual estado da cidade, reforçando a ideia de abandono e desinteresse.Jesuína Pedreira, vereadora da CDU na Câmara de Évora, fez o levantamento do que tem sido, na sua opinião, a gestão desastrosa das questões culturais por este executivo camarário. Apontando a ausência de estratégia para a necessária aposta na cultura como factor de identidade e como alavanca de desenvolvimento do concelho.Também o Centro Histórico foi matéria de reflexão e preocupação por parte dos oradores, tendo merecido particular atenção a intervenção da Arquitecta Margarida Cancela de Abreu.Foi sublinhada com aplausos a frase por si proferida: “É muito grave o Salão Central estar parado, mas preocupa-me muito mais o célebre plano para o Centro Histórico, encomendado a uma entidade, sem concurso público. Rasgar ruas na Judiaria, abrir parques de estacionamento subterrâneo no centro histórico, tudo isso é de facto destruir património.”O Arqueólogo António Carlos Silva, abordando a história da ocupação deste espaço ao longo dos tempos afirmou também a necessidade repensar a cidade para poder inverter a actual situação de inexistência “uma estratégia de articulação no sentido de construir uma cidade de Évora e até se pode afirmar-se que, pelo contrário, se deitou lenha na fogueira em relação a esta questão. Há medidas que em vez de atarem a cidade ainda a desarticularam mais, medidas essas que têm a ver com questões de política pura e dura que passa por dar respostas aos compadrios, à especulação e aos apoios. Estas medidas estão a matar a cidade.”Eduardo Luciano, eleito na Assembleia Municipal, encerrou o debate com um apelo à participação, sublinhando a necessidade de iniciar um novo ciclo político que relance a imagem de Évora como cidade de cultura. Pegando nas palavras de Ruben de Carvalho que afirmou “para existir política cultural autárquica têm de existir três elementos essenciais: democracia, vontade e empenho”, concluiu que “não havendo política cultural autárquica, então podemos concluir que faltou democracia, empenho e vontade a quem deteve o poder nos últimos sete anos e meio.”(recebido por e-mail)
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A CDU, no âmbito do processo de auscultação aos diversos sectores de actividade no sentido de preparar a mudança na política autárquica de Évora, encheu, no passado sábado, o salão nobre do Teatro Garcia de Resende, para discutir com agentes culturais locais e alguns convidados, a ideia de Évora como cidade de cultura.O cientista Galopim de Carvalho, o músico Pedro Jóia e o vereador da Câmara de Lisboa Ruben de Carvalho, foram as personalidades convidadas para reflectirem a cultura como elemento estratégico de desenvolvimento.Do debate vivo e interessado saíram algumas ideias chave que irão ser trabalhadas como contributos para construção do programa eleitoral a apresentar pela CDU ao eleitorado nas próximas eleições autárquicas, sendo de realçar a ideia do Prof. Galopim de Carvalho de acrescentar o património natural ao património classificado.Afirmou o orador: “aqui na cidade de Évora este património natural tem que ser acrescentado ao Património histórico, cultural e arquitectónico da cidade. E até nem custa que as entidades competentes consigam através da UNESCO que o conceito de Évora Património Mundial abarque também, não só o Centro Histórico mas este caso particular.”Nesta iniciativa a CDU assumiu como sua a proposta de Galopim de Carvalho de criação de um museu dedicado ao granito, o segundo do seu género em todo o mundo.Alguns dos oradores colocaram o acento tónico no actual estado da cidade, reforçando a ideia de abandono e desinteresse.Jesuína Pedreira, vereadora da CDU na Câmara de Évora, fez o levantamento do que tem sido, na sua opinião, a gestão desastrosa das questões culturais por este executivo camarário. Apontando a ausência de estratégia para a necessária aposta na cultura como factor de identidade e como alavanca de desenvolvimento do concelho.Também o Centro Histórico foi matéria de reflexão e preocupação por parte dos oradores, tendo merecido particular atenção a intervenção da Arquitecta Margarida Cancela de Abreu.Foi sublinhada com aplausos a frase por si proferida: “É muito grave o Salão Central estar parado, mas preocupa-me muito mais o célebre plano para o Centro Histórico, encomendado a uma entidade, sem concurso público. Rasgar ruas na Judiaria, abrir parques de estacionamento subterrâneo no centro histórico, tudo isso é de facto destruir património.”O Arqueólogo António Carlos Silva, abordando a história da ocupação deste espaço ao longo dos tempos afirmou também a necessidade repensar a cidade para poder inverter a actual situação de inexistência “uma estratégia de articulação no sentido de construir uma cidade de Évora e até se pode afirmar-se que, pelo contrário, se deitou lenha na fogueira em relação a esta questão. Há medidas que em vez de atarem a cidade ainda a desarticularam mais, medidas essas que têm a ver com questões de política pura e dura que passa por dar respostas aos compadrios, à especulação e aos apoios. Estas medidas estão a matar a cidade.”Eduardo Luciano, eleito na Assembleia Municipal, encerrou o debate com um apelo à participação, sublinhando a necessidade de iniciar um novo ciclo político que relance a imagem de Évora como cidade de cultura. Pegando nas palavras de Ruben de Carvalho que afirmou “para existir política cultural autárquica têm de existir três elementos essenciais: democracia, vontade e empenho”, concluiu que “não havendo política cultural autárquica, então podemos concluir que faltou democracia, empenho e vontade a quem deteve o poder nos últimos sete anos e meio.”(recebido por e-mail)