Amanhã apenas vestirei camisa novalavarei a face com água correntee caminharei pelas ruas com um fruto em cada mãoSe Deus quiser terei um poema como última refeiçãoe uma pinga de vinho para o dizerDepois vou ensaiar muito a despedidafechar os olhosaté sentir uma leve cegueira iluminadaolhar-me por dentro e ver que já não há pecadosnão há pássaros a cismar ao meu ouvidoapenas uma impressão a garfo espetado na mesa
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Amanhã apenas vestirei camisa novalavarei a face com água correntee caminharei pelas ruas com um fruto em cada mãoSe Deus quiser terei um poema como última refeiçãoe uma pinga de vinho para o dizerDepois vou ensaiar muito a despedidafechar os olhosaté sentir uma leve cegueira iluminadaolhar-me por dentro e ver que já não há pecadosnão há pássaros a cismar ao meu ouvidoapenas uma impressão a garfo espetado na mesa