O Banheirense

20-05-2009
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Estou espantado com as críticas do Bloco de Esquerda à Greve Geral de dia 30 de Maio. Considero que este partido ao criticar a luta dos trabalhadores neste dia e desta forma, coloca uma tónica de ataque ao PCP no centro das suas preocupações quando o que deveria fazer era se colocar no lado dos trabalhadores. Declarações como as de António Chora, da Autoeuropa de Palmela e eleito na Assembleia Municipal da Moita, nas quais refere que "houve um erro de avaliação profundo por parte da CGTP ou de quem a levou à greve", referindo-se ao "comité central" [do PCP] que "usa a greve como arma de arremesso", não fazem sentido e demonstram claramente do lado em que o bloco se colocou nesta luta. Outros responsáveis políticos do Bloco de Esquerda fizeram declarações ainda mais mirabolantes:Miguel Portas afirmou que, para o BE, a greve foi política e enfraqueceu a CGTP perante o Governo. "Esta greve foi pouco geral porque o Comité Central do partido a que tive o orgulho de pertencer durante duas décadas [PCP], ouve cada vez menos. Só escuta o que lhe convém, o que encaixe nas decisões que já tomou". Como se as greves não fossem políticas.Francisco Louçã, no encerramento da V Convenção considerou que a direcção do partido foi contra a oportunidade e os objectivos desta greve geral. Numa altura em que o Bloco considera que o desemprego é um grave problema e que o ataque aos serviços públicos é o mais forte de sempre não vejo qual o sentido de oportunidade deste partido.Inacreditável, mas penso que é esclarecedor. O Bloco tal como a UGT e o governo desvalorizam as lutas dos trabalhadores.Etiquetas: Ainda a Greve Geral

Estou espantado com as críticas do Bloco de Esquerda à Greve Geral de dia 30 de Maio. Considero que este partido ao criticar a luta dos trabalhadores neste dia e desta forma, coloca uma tónica de ataque ao PCP no centro das suas preocupações quando o que deveria fazer era se colocar no lado dos trabalhadores. Declarações como as de António Chora, da Autoeuropa de Palmela e eleito na Assembleia Municipal da Moita, nas quais refere que "houve um erro de avaliação profundo por parte da CGTP ou de quem a levou à greve", referindo-se ao "comité central" [do PCP] que "usa a greve como arma de arremesso", não fazem sentido e demonstram claramente do lado em que o bloco se colocou nesta luta. Outros responsáveis políticos do Bloco de Esquerda fizeram declarações ainda mais mirabolantes:Miguel Portas afirmou que, para o BE, a greve foi política e enfraqueceu a CGTP perante o Governo. "Esta greve foi pouco geral porque o Comité Central do partido a que tive o orgulho de pertencer durante duas décadas [PCP], ouve cada vez menos. Só escuta o que lhe convém, o que encaixe nas decisões que já tomou". Como se as greves não fossem políticas.Francisco Louçã, no encerramento da V Convenção considerou que a direcção do partido foi contra a oportunidade e os objectivos desta greve geral. Numa altura em que o Bloco considera que o desemprego é um grave problema e que o ataque aos serviços públicos é o mais forte de sempre não vejo qual o sentido de oportunidade deste partido.Inacreditável, mas penso que é esclarecedor. O Bloco tal como a UGT e o governo desvalorizam as lutas dos trabalhadores.Etiquetas: Ainda a Greve Geral

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