O Comércio do Porto

21-06-2005
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Comissão denuncia a Metro por continuar trabalhos frente ao "S. João" Onde o asfalto devia ser repavimentado, por recomendação do Governo, a Metro continuava ontem a abrir buracos SERVIÇOS Imprimir esta página Contactar Anterior Voltar Seguinte Multimédia Imagens

Escavadoras removiam, ontem, terra no canal entre a entrada das Urgências e a principal, que os camiões levavam de seguida

Os trabalhadores da obra ainda não têm indicação para repavimentar a nascente da entrada principal do hospital

ANA ISABEL PEREIRA

A Metro do Porto continua com as escavações a nascente da entrada das Urgências do "S. João", na frente do hospital, quando a secretária de Estado dos Tranportes, Ana Paula Vitorino, já recomendou que a Linha Amarela termine a poente daquela entrada, onde ficará a estação do hospital. A comissão "ad hoc" para o enterramento da linha de metro junto ao "S. João" não entende porque é que o empreiteiro continua a a escavar um canal onde não haverá linha e denunciou a situação à SE dos Transportes, em comunicado enviado ontem de manhã.

No documento, aquela comissão chama a atenção para o facto das obras "continuarem em várias frentes, contrariando e desrespeitando as determinações" de Ana Paula Vitorino. A comissão informou a responsável que "as obras continuam na frente do Hospital, com as máquinas e escavadoras a removerem os terrenos, os camiões a receberem os aterros e na sua deslocação em marcha lenta a bloquearem o trânsito, dificultando o acesso às viaturas de emergência".

A meio da tarde de ontem, as escavadoras continuavam a remover terras no canal feito entre as Urgências e a porta principal do "S. João", conforme pode constatar o COMÉRCIO no local. A terra e os inertes eram, de seguida, tarnsportados nos camiões.

No espaço de 20 minutos, cinco camiões da obra passaram na Alameda Hernâni Monteiro, utilizando o corredor exclusivo criado para a circulação de veículos de emergência e particulares que se dirijam ao hospital. Para além dos camiões ainda circularem na alameda, nem todos os carros que passavam pelo controlo dos agentes da Divisão de Trânsito da PSP, à entrada da alameda, usavam a artéria para aceder ao "S. João". Segundo testemunhou o COMÉRCIO, muitos são os condutores que ainda circulam na Hernâni Monteiro em direcção à rua Dr. António Benardino de Almeida.

De acordo com José Amarante, as escavações começaram logo de manhã. "Quando cheguei ao hospital, entre as 8h00 e 8h30, estavam para lá camiões a sair com terra", relatou ao COMÉRCIO o director da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que se diz "surpreendido" com o facto.

No fim-de-semana, a comissão "ad hoc" já tinha alertado, em comunicado enviado ao governo Civil do Porto, para o facto da obra continuar nos troços da alameda que a SE recomendou que fossem repavimentados.

Recorde-se que, na sequência do despacho da tutela, o presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, Valentim Loureiro, disse que ia acatar o pedido do Governo. "Em vez de avançar até nascente do Hospital de S. João, a linha termina mais a poente", admitiu aos jornalistas. Sábado, já a comissão "ad hoc" havia denunciado a continuidade da obra, a Metro garantiu ao COMÉRCIO que os trabalhos estavam parados entre as Urgências e a Fua Roberto Frias.

Não há indicação na obra para repavimentar

As máquinas também operaram, ontem, entre a entrada principal do hospital e a trincheira das composições de metro, em construção na esquina da Alameda Hernâni Monteiro e a rua Roberto Frias. Mas, segundo apurou o COMÉRCIO junto dos trabalhadores da obra, o que parecia ser a preparação do terreno para a repavimentação era afinal uma pequena intervenção nos cabos de electricidade da EDP, que terão sido traçados apesar de o facto não ter provocado danos de maior.

O despacho de Ana Paula Vitorino, recorde-se, recomendava que se procedesse à "reposição do pavimento da via pública a nascente da entrada principal do Hospital". Na obra, os trabalhadores disseram ao COMÉRCIO que ainda não havia indicação para repavimentar.

Na trincheira a obra, que, no sabádo, a Metro esclareceu estar a decorrer "por razões de segurança" segue a bom ritmo. Ontem, escavadoras, de um lado e do outro da Rua Roberto Frias, continuavam a remover terras. A empresa alega que os acabamentos têm se ser feitos para que depois, sim, a trincheira possa ser tapada conforme pediu a SE, Ana Paula Vitorino.

No local, o engenheiro que dirige a empreitada, Miguel Mota Freitas, remeteu qualquer esclarecimento para a Metro do Porto. O COMÉRCIO tentou contactar a empresa mas não foi possível, até ao fecho desta edição, obter uma explicação para as obras continuarem apesar de indicação em contrário da tutela.

O nosso jornal tentou, igualmente, obter uma reacção de Ana Paula Vitorino ao comunicado da comissão "ad hoc" mas a SE esteve indisponível, por se encontrar em reuniões de trabalho.

Entretanto, o acesso e a circulação junto ao "S. João" são objecto de mais uma reunião, amanhã, no Governo Civil, que junta várias entidades envolvidas no processo.

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O Comércio do Porto é um produto da Editorial Prensa Ibérica.

Fica expressamente proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos oferecidos através deste meio, salvo autorização expressa de O Comércio do Porto

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Escavadoras removiam, ontem, terra no canal entre a entrada das Urgências e a principal, que os camiões levavam de seguida

Os trabalhadores da obra ainda não têm indicação para repavimentar a nascente da entrada principal do hospital

ANA ISABEL PEREIRA

A Metro do Porto continua com as escavações a nascente da entrada das Urgências do "S. João", na frente do hospital, quando a secretária de Estado dos Tranportes, Ana Paula Vitorino, já recomendou que a Linha Amarela termine a poente daquela entrada, onde ficará a estação do hospital. A comissão "ad hoc" para o enterramento da linha de metro junto ao "S. João" não entende porque é que o empreiteiro continua a a escavar um canal onde não haverá linha e denunciou a situação à SE dos Transportes, em comunicado enviado ontem de manhã.

No documento, aquela comissão chama a atenção para o facto das obras "continuarem em várias frentes, contrariando e desrespeitando as determinações" de Ana Paula Vitorino. A comissão informou a responsável que "as obras continuam na frente do Hospital, com as máquinas e escavadoras a removerem os terrenos, os camiões a receberem os aterros e na sua deslocação em marcha lenta a bloquearem o trânsito, dificultando o acesso às viaturas de emergência".

A meio da tarde de ontem, as escavadoras continuavam a remover terras no canal feito entre as Urgências e a porta principal do "S. João", conforme pode constatar o COMÉRCIO no local. A terra e os inertes eram, de seguida, tarnsportados nos camiões.

No espaço de 20 minutos, cinco camiões da obra passaram na Alameda Hernâni Monteiro, utilizando o corredor exclusivo criado para a circulação de veículos de emergência e particulares que se dirijam ao hospital. Para além dos camiões ainda circularem na alameda, nem todos os carros que passavam pelo controlo dos agentes da Divisão de Trânsito da PSP, à entrada da alameda, usavam a artéria para aceder ao "S. João". Segundo testemunhou o COMÉRCIO, muitos são os condutores que ainda circulam na Hernâni Monteiro em direcção à rua Dr. António Benardino de Almeida.

De acordo com José Amarante, as escavações começaram logo de manhã. "Quando cheguei ao hospital, entre as 8h00 e 8h30, estavam para lá camiões a sair com terra", relatou ao COMÉRCIO o director da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que se diz "surpreendido" com o facto.

No fim-de-semana, a comissão "ad hoc" já tinha alertado, em comunicado enviado ao governo Civil do Porto, para o facto da obra continuar nos troços da alameda que a SE recomendou que fossem repavimentados.

Recorde-se que, na sequência do despacho da tutela, o presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, Valentim Loureiro, disse que ia acatar o pedido do Governo. "Em vez de avançar até nascente do Hospital de S. João, a linha termina mais a poente", admitiu aos jornalistas. Sábado, já a comissão "ad hoc" havia denunciado a continuidade da obra, a Metro garantiu ao COMÉRCIO que os trabalhos estavam parados entre as Urgências e a Fua Roberto Frias.

Não há indicação na obra para repavimentar

As máquinas também operaram, ontem, entre a entrada principal do hospital e a trincheira das composições de metro, em construção na esquina da Alameda Hernâni Monteiro e a rua Roberto Frias. Mas, segundo apurou o COMÉRCIO junto dos trabalhadores da obra, o que parecia ser a preparação do terreno para a repavimentação era afinal uma pequena intervenção nos cabos de electricidade da EDP, que terão sido traçados apesar de o facto não ter provocado danos de maior.

O despacho de Ana Paula Vitorino, recorde-se, recomendava que se procedesse à "reposição do pavimento da via pública a nascente da entrada principal do Hospital". Na obra, os trabalhadores disseram ao COMÉRCIO que ainda não havia indicação para repavimentar.

Na trincheira a obra, que, no sabádo, a Metro esclareceu estar a decorrer "por razões de segurança" segue a bom ritmo. Ontem, escavadoras, de um lado e do outro da Rua Roberto Frias, continuavam a remover terras. A empresa alega que os acabamentos têm se ser feitos para que depois, sim, a trincheira possa ser tapada conforme pediu a SE, Ana Paula Vitorino.

No local, o engenheiro que dirige a empreitada, Miguel Mota Freitas, remeteu qualquer esclarecimento para a Metro do Porto. O COMÉRCIO tentou contactar a empresa mas não foi possível, até ao fecho desta edição, obter uma explicação para as obras continuarem apesar de indicação em contrário da tutela.

O nosso jornal tentou, igualmente, obter uma reacção de Ana Paula Vitorino ao comunicado da comissão "ad hoc" mas a SE esteve indisponível, por se encontrar em reuniões de trabalho.

Entretanto, o acesso e a circulação junto ao "S. João" são objecto de mais uma reunião, amanhã, no Governo Civil, que junta várias entidades envolvidas no processo.

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