Eis o documento produzido na escola EB 2/3 de Tortosendo subscrito pelos professores. A este será anexado um igual, mas subscrito pelas escolas do pré-escolar e do 1º Ciclo que fazem parte do Agrupamento de Escolas do Tortosendo.Tomada de PosiçãoNós, professores dos diferentes Departamentos da Escola Básica de 2º e 3º Ciclos do Tortosendo, com os direitos que nos assistem, consagrados no Artigo 5, do Decreto-lei nº 15 / 2007, que passamos a citar:“a) O direito de emitir opiniões e recomendações sobre as orientações e o funcionamento do estabelecimento de ensino e do sistema educativo;b) O direito de participar na definição das orientações pedagógicas ao nível do estabelecimento de ensino ou das suas estruturas de coordenação.d) O direito a propor inovações e a participar em experiências pedagógicas, bem como nos respectivos processos de avaliação.”exprimimos o nosso descontentamento e total rejeição ao presente modelo de avaliação considerando que: I. A sua implementação tem desviado os professores das suas actividades pedagógicas. Todos nós nos encontramos, neste momento, mergulhados em burocracias relegando para segundo plano a qualidade do ensino que prestamos.É impossível haver qualidade e sucesso escolar quando os professores investem a maior parte do seu tempo na elaboração e preenchimento de um número exacerbado de documentos burocráticos que alimentam o actual Modelo de Avaliação.II. O horário de trabalho imposto pelo Ministério de Educação além de ultrapassar em muito as 35 horas obrigatórias, é ao mesmo tempo escasso para responder a todas as funções que nos são solicitadas pelo Ministério de Educação.Dez ou onze tempos de trabalho individual não são suficientes para: planificação de aulas, análise de estratégias adequadas, criação de recursos diversificados e inovadores, elaboração de recursos para os apoios educativos e para os alunos que necessitam de ensino individualizado, preparação de instrumentos de avaliação diagnostica, formativa e sumativa, correcção do produto destas avaliações, reflexão sobre as nossas práticas, participação nas múltiplas reuniões, dinamização das actividades extra-curriculares, intervenção na Comunidade, atendimento de alunos…III. Não temos condições dignas de trabalho dentro do nosso estabelecimento de ensino. Queremos e exigimos desenvolver o nosso horário completo na nossa escola e para tal necessitamos de: gabinetes para os vários grupos disciplinares devidamente equipados com computadores, impressora e restantes materiais de apoio inerentes à nossa função.Sem condições de trabalho na escola e continuando fora de horas a fazer em casa o que, por falta de condições não fazemos no nosso local de trabalho, o nosso horário ultrapassa em muito o possível, deixando-nos física e emocionalmente esgotados.IV. Este Modelo de Avaliação exigido pelo Ministério subverte tudo o que se relaciona com a melhoria do nosso Sistema Educativo. O regime de quotas imposto no Despacho nº 20131/2008 manipula resultados e conduz a injustiças, afastando cerca de 75% dos professores de atingirem o topo da carreira, independentemente dos seus conhecimentos e competências.Sem motivação não poderá haver nunca melhoria na qualidade do trabalho docente, num futuro muito próximo.V. O sucesso dos alunos e a diminuição do abandono escolar constituem dois dos principais objectivos deste sistema de avaliação e o Ministério impõe unicamente aos professores a sua resolução.Estas variáveis não dependem apenas da acção dos docentes. Estas variáveis têm muito a ver com factores sociais, económicos, culturais e familiares.Este Modelo de Avaliação está repleto de demasiadas limitações, arbitrariedades, incoerências e injustiças que deverão ser ultrapassadas e corrigidas.Os professores dos vários Departamentos desta escola solicitam ao Conselho Executivo, fundamentando as suas razões no que acima foi exposto, a suspensão de todos os trabalhos que têm que ver com esta avaliação.Reafirmamos que a nossa primeira responsabilidade é para com os nossos alunos e a nossa principal tarefa é ensinar.
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Eis o documento produzido na escola EB 2/3 de Tortosendo subscrito pelos professores. A este será anexado um igual, mas subscrito pelas escolas do pré-escolar e do 1º Ciclo que fazem parte do Agrupamento de Escolas do Tortosendo.Tomada de PosiçãoNós, professores dos diferentes Departamentos da Escola Básica de 2º e 3º Ciclos do Tortosendo, com os direitos que nos assistem, consagrados no Artigo 5, do Decreto-lei nº 15 / 2007, que passamos a citar:“a) O direito de emitir opiniões e recomendações sobre as orientações e o funcionamento do estabelecimento de ensino e do sistema educativo;b) O direito de participar na definição das orientações pedagógicas ao nível do estabelecimento de ensino ou das suas estruturas de coordenação.d) O direito a propor inovações e a participar em experiências pedagógicas, bem como nos respectivos processos de avaliação.”exprimimos o nosso descontentamento e total rejeição ao presente modelo de avaliação considerando que: I. A sua implementação tem desviado os professores das suas actividades pedagógicas. Todos nós nos encontramos, neste momento, mergulhados em burocracias relegando para segundo plano a qualidade do ensino que prestamos.É impossível haver qualidade e sucesso escolar quando os professores investem a maior parte do seu tempo na elaboração e preenchimento de um número exacerbado de documentos burocráticos que alimentam o actual Modelo de Avaliação.II. O horário de trabalho imposto pelo Ministério de Educação além de ultrapassar em muito as 35 horas obrigatórias, é ao mesmo tempo escasso para responder a todas as funções que nos são solicitadas pelo Ministério de Educação.Dez ou onze tempos de trabalho individual não são suficientes para: planificação de aulas, análise de estratégias adequadas, criação de recursos diversificados e inovadores, elaboração de recursos para os apoios educativos e para os alunos que necessitam de ensino individualizado, preparação de instrumentos de avaliação diagnostica, formativa e sumativa, correcção do produto destas avaliações, reflexão sobre as nossas práticas, participação nas múltiplas reuniões, dinamização das actividades extra-curriculares, intervenção na Comunidade, atendimento de alunos…III. Não temos condições dignas de trabalho dentro do nosso estabelecimento de ensino. Queremos e exigimos desenvolver o nosso horário completo na nossa escola e para tal necessitamos de: gabinetes para os vários grupos disciplinares devidamente equipados com computadores, impressora e restantes materiais de apoio inerentes à nossa função.Sem condições de trabalho na escola e continuando fora de horas a fazer em casa o que, por falta de condições não fazemos no nosso local de trabalho, o nosso horário ultrapassa em muito o possível, deixando-nos física e emocionalmente esgotados.IV. Este Modelo de Avaliação exigido pelo Ministério subverte tudo o que se relaciona com a melhoria do nosso Sistema Educativo. O regime de quotas imposto no Despacho nº 20131/2008 manipula resultados e conduz a injustiças, afastando cerca de 75% dos professores de atingirem o topo da carreira, independentemente dos seus conhecimentos e competências.Sem motivação não poderá haver nunca melhoria na qualidade do trabalho docente, num futuro muito próximo.V. O sucesso dos alunos e a diminuição do abandono escolar constituem dois dos principais objectivos deste sistema de avaliação e o Ministério impõe unicamente aos professores a sua resolução.Estas variáveis não dependem apenas da acção dos docentes. Estas variáveis têm muito a ver com factores sociais, económicos, culturais e familiares.Este Modelo de Avaliação está repleto de demasiadas limitações, arbitrariedades, incoerências e injustiças que deverão ser ultrapassadas e corrigidas.Os professores dos vários Departamentos desta escola solicitam ao Conselho Executivo, fundamentando as suas razões no que acima foi exposto, a suspensão de todos os trabalhos que têm que ver com esta avaliação.Reafirmamos que a nossa primeira responsabilidade é para com os nossos alunos e a nossa principal tarefa é ensinar.