A Teia da Aranha

18-02-2006
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A deputada Ana Drago, do Bloco de Esquerda , diz que a fé é do foro íntimo de cada um.

O foro íntimo de cada um não é uma coisa escondida. Principalmente quando se aplica a todas as religiões do planeta. Vejamos.

Por que razão os católicos apostólico-romanos se juntam, anualmente, aos milhares, em Lourdes, Fátima ou no Vaticano? Por que razão as outras faixas de cristãos fazem assembleias com milhares de crentes em todo o mundo? Por que razão os hindús se reunem todos os anos, aos milhões, para se banharem e purificarem nas águas fétidas do rio Ganges? Por que razão os muçulmanos se reunem, aos milhões, em Meca, para gritarem junto da Caaba o seu destino?

Cara deputada Ana Drago , pode comparar a cruz a um chouriço com qualidade certificada, ou sem ela; pode invectivar tudo e todos, e querer que a Lei da Liberdade religiosa seja cumprida, pois está no seu lídimo direito.

Mas não diga, nunca, que a fé é do foro íntimo de cada um. A fé, em matéria de religião é a coisa mais pública do planeta, desde o princípio do princípio.

Religião, de religione, e do verbo religare, quer dizer, em princípio, unir, tendo tido,depois, uma evolução semântica.

da construção do poema

a sombra presa às pernas é o único

amigo que o acompanha na cativa

penumbra da cidade adormecida

e só a palavra acesa se acomete

ao fogo reacendido no caminho.

não vale a pena ter um roble rubro

de cuja duração a chama é

a principal obreira feita cinza

no tempo fulvo da fuligem vinda

nas estações medidas pelas árvores.

por isso é que das folhas se constrói

o tronco do poema aceso em cada

semente de uma flor aberta ao pólen

e da palavra viva que lhe dá

o fruto vivo no sabor da língua.

josé félix

A deputada Ana Drago, do Bloco de Esquerda , diz que a fé é do foro íntimo de cada um.

O foro íntimo de cada um não é uma coisa escondida. Principalmente quando se aplica a todas as religiões do planeta. Vejamos.

Por que razão os católicos apostólico-romanos se juntam, anualmente, aos milhares, em Lourdes, Fátima ou no Vaticano? Por que razão as outras faixas de cristãos fazem assembleias com milhares de crentes em todo o mundo? Por que razão os hindús se reunem todos os anos, aos milhões, para se banharem e purificarem nas águas fétidas do rio Ganges? Por que razão os muçulmanos se reunem, aos milhões, em Meca, para gritarem junto da Caaba o seu destino?

Cara deputada Ana Drago , pode comparar a cruz a um chouriço com qualidade certificada, ou sem ela; pode invectivar tudo e todos, e querer que a Lei da Liberdade religiosa seja cumprida, pois está no seu lídimo direito.

Mas não diga, nunca, que a fé é do foro íntimo de cada um. A fé, em matéria de religião é a coisa mais pública do planeta, desde o princípio do princípio.

Religião, de religione, e do verbo religare, quer dizer, em princípio, unir, tendo tido,depois, uma evolução semântica.

da construção do poema

a sombra presa às pernas é o único

amigo que o acompanha na cativa

penumbra da cidade adormecida

e só a palavra acesa se acomete

ao fogo reacendido no caminho.

não vale a pena ter um roble rubro

de cuja duração a chama é

a principal obreira feita cinza

no tempo fulvo da fuligem vinda

nas estações medidas pelas árvores.

por isso é que das folhas se constrói

o tronco do poema aceso em cada

semente de uma flor aberta ao pólen

e da palavra viva que lhe dá

o fruto vivo no sabor da língua.

josé félix

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