XimPi: Irão: Reeleito, Ahmadinejad acusa imprensa internacional de complô

27-06-2009
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. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, endossou neste domingo (14) o resultado das eleições que reconduziram o atual presidente Mahmoud Ahmadinejad ao cargo, praticamente enterrando qualquer esperança do candidato derrotado Mir Hossein Moussavi, que mais cedo havia pedido a anulação do pleito. Ao mesmo tempo, as autoridades iranianas criticam imprensa internacional por fomentarem protestos no país ao alimentar denúncias sobre fraude no processo eleitoral. . Em conferência de imprensa neste domingo (14), o presidente reeleito do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou a imprensa internacional de lançar uma ''guerra psicológica'' contra o Irã. Segundo ele, a imprensa internacional reflete uma imagem negativa e equivocada do Irã e se intromete nos assuntos internos do país. . ''As eleições iranianas criaram uma guerra psicológica na imprensa (internacional), que não aprendeu as lições do passado'', disse Ahmadinejad, reeleito com 64% dos votos nas eleições presidenciais de sexta-feira passada. . ''Mas o povo iraniano demonstrou que está mais unido que antes e mais comprometido com o Imame e os princípios da revolução'', afirmou Ahmadinejad, em uma declaração anterior à entrevista coletiva concedida neste domingo. . O presidente iraniano assegurou que isto não é nenhuma novidade. É uma estratégia da imprensa que se repete desde o triunfo da Revolução Islâmica, em 1979, que tirou o último Xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlevi, do poder. . ''A imprensa fez o mesmo (nas eleições passadas) e durante 30 anos. Não querem uma democracia que não esteja ligada a seus interesses'', disse. . ''Eles dizem que tudo está ruim (no país), porque não era o que eles esperavam. São eles que estão mal. Os 40 milhões de pessoas que votaram são contra essa intromissão internacional'', acrescentou o presidente iraniano. . Ahmadinejad acusou a mídia estrangeira de transmitir uma imagem negativa do Irã, cheia de erros, e que depois é passada para seus Governos, que também criam uma idéia errada sobre o país. . ''Estão errados e fazem relatórios equivocados que são entregues a seus Governos, o que gera mais erros. Essa visão tem que ser mudada. Os erros do passado não podem se repetir, já que 40 milhões de pessoas votaram e apóiam o Governo'', afirmou. . A imprensa internacional deu destaque para as denúncias de fraude apresentadas pela oposição reformista depois das eleições. . A suposta fraude foi denunciada oficialmente pelo candidato derrotado, o reformista Mir Hussein Mousavi, através de uma carta ao Conselho dos Guardiães - divulgada em seu site, que logo depois foi censurado. . Segundo as autoridades iranianas, a manipulação midiática sobre o processo eleitoral obrigou que se tomassem medidas para controlar o fluxo de informações que parte de fontes ocidentais, enquanto manifestantes contrários ao governo realizaram protestos pelo segundo dia neste domingo. . Máquina de propaganda sionista . Para o palestino radicado no Brasil, Mahmud Hassam, ''a despeito do que temos recebido de notícias das fontes ocidentais interessadas no enfraquecimento da posição iraniana, frente a 'guerra fria'' que está em pleno curso, precisamos ter cuidado com o ''bombardeio' de informações que interessa à frente judeu-sionista formada por Israel, EUA e UE sobre supostas 'fraudes' na reeleição de Mahmud Ahmadnejad''. . Em carta divulgada na internet, Hassam avalia que ''nossa mídia está comprometida com os planos sionistas, uma vez que obtêm como fonte internacional, através de contratos, a BBC, EFE, Reuters, UPI, France Express e GLOBO International. As informações são distorcidas, os protestos contra o resultado são inexpressivos e mercenários''. . Milhares participam de comício . Rechaçando os protestos dos opositores, dezenas de milhares de pessoas participaram neste domingo, em Teerã, de um comício para comemorar a reeleição de Ahmadinejad.A multidão se concentrou ao longo da rua Vali Asr, uma das áreas mais centrais da cidade. . Em seu discurso, Ahmadinejad negou acusações de irregularidades na votação e disse que o povo escolheu livremente seu candidato.''Algumas pessoas querem democracia apenas para seu próprio bem'', disse ele, referindo-se a seus opositores dentro de fora do Irã. . ''Eles querem eleições, liberdade, mas apenas os reconhecem se o resultado lhes favorece'', disse. . O líder iraniano disse que o povo do Irã está unido, mas reconheceu que com a ida de 40 milhões de eleitores às urnas, é natural que alguns estejam decepcionados. . O assessor da presidência do Brasil pra Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse neste domingo que o resultado do pleito no Irã foi um ''sintoma de democracia''. ''Houve uma reação na sociedade muito grande. A eleição mesma foi um sintoma já de vida democrática no país, debates, manifestações de rua, isso é ótimo. Isso é bom'', afirmou. ''Eu acho que o fundamental é isso, foi uma eleição na qual houve uma participação muito grande da sociedade. Veja bem, mais de 70% votaram, o que não era uma tradição'', disse Garcia, que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma viagem a Genebra, na Suíça. . Da redação,com agências.in Vermelho - 15 DE JUNHO DE 2009 - 02h24..


. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, endossou neste domingo (14) o resultado das eleições que reconduziram o atual presidente Mahmoud Ahmadinejad ao cargo, praticamente enterrando qualquer esperança do candidato derrotado Mir Hossein Moussavi, que mais cedo havia pedido a anulação do pleito. Ao mesmo tempo, as autoridades iranianas criticam imprensa internacional por fomentarem protestos no país ao alimentar denúncias sobre fraude no processo eleitoral. . Em conferência de imprensa neste domingo (14), o presidente reeleito do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou a imprensa internacional de lançar uma ''guerra psicológica'' contra o Irã. Segundo ele, a imprensa internacional reflete uma imagem negativa e equivocada do Irã e se intromete nos assuntos internos do país. . ''As eleições iranianas criaram uma guerra psicológica na imprensa (internacional), que não aprendeu as lições do passado'', disse Ahmadinejad, reeleito com 64% dos votos nas eleições presidenciais de sexta-feira passada. . ''Mas o povo iraniano demonstrou que está mais unido que antes e mais comprometido com o Imame e os princípios da revolução'', afirmou Ahmadinejad, em uma declaração anterior à entrevista coletiva concedida neste domingo. . O presidente iraniano assegurou que isto não é nenhuma novidade. É uma estratégia da imprensa que se repete desde o triunfo da Revolução Islâmica, em 1979, que tirou o último Xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlevi, do poder. . ''A imprensa fez o mesmo (nas eleições passadas) e durante 30 anos. Não querem uma democracia que não esteja ligada a seus interesses'', disse. . ''Eles dizem que tudo está ruim (no país), porque não era o que eles esperavam. São eles que estão mal. Os 40 milhões de pessoas que votaram são contra essa intromissão internacional'', acrescentou o presidente iraniano. . Ahmadinejad acusou a mídia estrangeira de transmitir uma imagem negativa do Irã, cheia de erros, e que depois é passada para seus Governos, que também criam uma idéia errada sobre o país. . ''Estão errados e fazem relatórios equivocados que são entregues a seus Governos, o que gera mais erros. Essa visão tem que ser mudada. Os erros do passado não podem se repetir, já que 40 milhões de pessoas votaram e apóiam o Governo'', afirmou. . A imprensa internacional deu destaque para as denúncias de fraude apresentadas pela oposição reformista depois das eleições. . A suposta fraude foi denunciada oficialmente pelo candidato derrotado, o reformista Mir Hussein Mousavi, através de uma carta ao Conselho dos Guardiães - divulgada em seu site, que logo depois foi censurado. . Segundo as autoridades iranianas, a manipulação midiática sobre o processo eleitoral obrigou que se tomassem medidas para controlar o fluxo de informações que parte de fontes ocidentais, enquanto manifestantes contrários ao governo realizaram protestos pelo segundo dia neste domingo. . Máquina de propaganda sionista . Para o palestino radicado no Brasil, Mahmud Hassam, ''a despeito do que temos recebido de notícias das fontes ocidentais interessadas no enfraquecimento da posição iraniana, frente a 'guerra fria'' que está em pleno curso, precisamos ter cuidado com o ''bombardeio' de informações que interessa à frente judeu-sionista formada por Israel, EUA e UE sobre supostas 'fraudes' na reeleição de Mahmud Ahmadnejad''. . Em carta divulgada na internet, Hassam avalia que ''nossa mídia está comprometida com os planos sionistas, uma vez que obtêm como fonte internacional, através de contratos, a BBC, EFE, Reuters, UPI, France Express e GLOBO International. As informações são distorcidas, os protestos contra o resultado são inexpressivos e mercenários''. . Milhares participam de comício . Rechaçando os protestos dos opositores, dezenas de milhares de pessoas participaram neste domingo, em Teerã, de um comício para comemorar a reeleição de Ahmadinejad.A multidão se concentrou ao longo da rua Vali Asr, uma das áreas mais centrais da cidade. . Em seu discurso, Ahmadinejad negou acusações de irregularidades na votação e disse que o povo escolheu livremente seu candidato.''Algumas pessoas querem democracia apenas para seu próprio bem'', disse ele, referindo-se a seus opositores dentro de fora do Irã. . ''Eles querem eleições, liberdade, mas apenas os reconhecem se o resultado lhes favorece'', disse. . O líder iraniano disse que o povo do Irã está unido, mas reconheceu que com a ida de 40 milhões de eleitores às urnas, é natural que alguns estejam decepcionados. . O assessor da presidência do Brasil pra Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse neste domingo que o resultado do pleito no Irã foi um ''sintoma de democracia''. ''Houve uma reação na sociedade muito grande. A eleição mesma foi um sintoma já de vida democrática no país, debates, manifestações de rua, isso é ótimo. Isso é bom'', afirmou. ''Eu acho que o fundamental é isso, foi uma eleição na qual houve uma participação muito grande da sociedade. Veja bem, mais de 70% votaram, o que não era uma tradição'', disse Garcia, que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma viagem a Genebra, na Suíça. . Da redação,com agências.in Vermelho - 15 DE JUNHO DE 2009 - 02h24..

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