Tokachi, Japão, 24 Out (Lusa) - O piloto português Armindo Araújo (Mitsubishi Lancer) disputa, entre sexta-feira e domingo, o rali do Japão, com o objectivo de se relançar no campeonato do Mundo de Produção (P-WRC), que ainda tem marcadas mais duas provas até ao final da temporada.
Depois da desistência na Grécia, em Junho, naquela que foi a sua terceira prova da temporada, Araújo procura voltar a rodar entre os primeiros do Grupo N, objectivo que traçou para a sua estreia no P-WRC e que tem conseguido, embora os resultados não tenham acompanhado as suas prestações devido a problemas mecânicos, que o impediram de somar mais pontos no campeonato.
Neste momento, e quando estão disputadas cinco das oito provas do campeonato (embora só seis sejam contabilizadas no final), Araújo ocupa o 12º posto da tabela, com oito pontos - fruto de um quarto lugar na Suécia, em Fevereiro, e de um sexto na Nova Zelândia, em Setembro -, menos sete que o segundo classificado, o britânico Mark Higgins (Mitsubishi Lancer), que está a 24 do líder, o japonês Toshi Arai (Subaru Impreza), que tem 39 pontos em cinco provas disputadas.
Mas a classificação no Mundial de Produção não deixa Araújo desmoralizado e o ainda tetracampeão português de ralis está apostado em mostrar que, no seu ano de estreia na competição, pode rodar ao nível dos melhores.
"Os objectivos continuam os mesmos do início da época: resultados, notoriedade portuguesa e notoriedade no círculo do P-WRC. Penso sinceramente que este último já foi alcançado e vamos lutar para concretizar os outros dois", afirmou o piloto luso.
Araújo sabe o que tem de fazer para que isso aconteça, mas mostra-se prudente, pois tem consciência, por experiência própria, que qualquer erro pode comprometer as suas aspirações.
"Queremos sempre andar nos três primeiros lugares, apesar de termos consciência que são provas muito longas e de elevado ritmo, onde é necessário atacar sempre, mas sem nunca cometer exageros. Estamos conscientes que qualquer erro pode comprometer a prova", sublinhou o piloto da Mitsubishi.
Armindo Araújo está confiante num bom resultado no Japão e vai procurar intrometer-se nos primeiros lugares, embora saiba das dificuldades que vai encontrar no traçado do rali nipónico, que se disputa na região de Tokachi, na ilha de Hokkaido, zona instável em termos meteorológicos, onde a chuva costuma surgir com abundância e na qual é a primeira vez que corre.
"O rali do Japão é basicamente dividido em dois tipos de piso. Há zonas muito sinuosas e lentas, onde o terreno cava rapidamente e facilmente se anda nos trilhos. São troços muito diferentes de tudo o que já disputei até hoje e não tenho qualquer tipo de referências. Sei que existem também zonas rápidas, onde o ritmo é bastante elevado, mas ainda não as conhecemos. De qualquer forma, estou muito motivado, queremos mostrar que somos mesmo capazes de andar nos primeiros lugares e batermo-nos com os pilotos de topo do PWRC", garantiu Araújo.
O rali do Japão, que é também a 14ª das 16 provas do Campeonato do Mundo de ralis (WRC) e na qual o líder, o finlandês Marcus Gronholm (Ford Focus), defende uma vantagem de quatro pontos sobre o seu mais directo perseguidor, o francês campeão do Mundo Sébastien Loeb (Citroen C4), arranca sexta-feira, com a primeira etapa.
A tirada inagural será composta por 10 provas especiais de classificação, que contabilizam 106,18 quilómetros contra o relógio, num total de 465,40.
No sábado, disputam-se os 10 troços cronometrados da segunda etapa, que tem um total de 469,78 quilómetros, 146,68 dos quais cronometrados, enquanto no domingo disputam-se os últimos sete troços, nos quais os pilotos serão contabilizados em 97,33 quilómetros, de um total de 290,42.
Este será o primeiro dos três ralis que Araújo vai ainda disputar no P-WRC. Os outros são o rali da Irlanda, entre 26 e 28 de Outubro, e o da Grã-Bretanha, de 20 de Novembro a 02 de Dezembro, este último a coincidir com a última prova do WRC.
MHC.
Lusa/fim
Tokachi, Japão, 24 Out (Lusa) - O piloto português Armindo Araújo (Mitsubishi Lancer) disputa, entre sexta-feira e domingo, o rali do Japão, com o objectivo de se relançar no campeonato do Mundo de Produção (P-WRC), que ainda tem marcadas mais duas provas até ao final da temporada.
Depois da desistência na Grécia, em Junho, naquela que foi a sua terceira prova da temporada, Araújo procura voltar a rodar entre os primeiros do Grupo N, objectivo que traçou para a sua estreia no P-WRC e que tem conseguido, embora os resultados não tenham acompanhado as suas prestações devido a problemas mecânicos, que o impediram de somar mais pontos no campeonato.
Neste momento, e quando estão disputadas cinco das oito provas do campeonato (embora só seis sejam contabilizadas no final), Araújo ocupa o 12º posto da tabela, com oito pontos - fruto de um quarto lugar na Suécia, em Fevereiro, e de um sexto na Nova Zelândia, em Setembro -, menos sete que o segundo classificado, o britânico Mark Higgins (Mitsubishi Lancer), que está a 24 do líder, o japonês Toshi Arai (Subaru Impreza), que tem 39 pontos em cinco provas disputadas.
Mas a classificação no Mundial de Produção não deixa Araújo desmoralizado e o ainda tetracampeão português de ralis está apostado em mostrar que, no seu ano de estreia na competição, pode rodar ao nível dos melhores.
"Os objectivos continuam os mesmos do início da época: resultados, notoriedade portuguesa e notoriedade no círculo do P-WRC. Penso sinceramente que este último já foi alcançado e vamos lutar para concretizar os outros dois", afirmou o piloto luso.
Araújo sabe o que tem de fazer para que isso aconteça, mas mostra-se prudente, pois tem consciência, por experiência própria, que qualquer erro pode comprometer as suas aspirações.
"Queremos sempre andar nos três primeiros lugares, apesar de termos consciência que são provas muito longas e de elevado ritmo, onde é necessário atacar sempre, mas sem nunca cometer exageros. Estamos conscientes que qualquer erro pode comprometer a prova", sublinhou o piloto da Mitsubishi.
Armindo Araújo está confiante num bom resultado no Japão e vai procurar intrometer-se nos primeiros lugares, embora saiba das dificuldades que vai encontrar no traçado do rali nipónico, que se disputa na região de Tokachi, na ilha de Hokkaido, zona instável em termos meteorológicos, onde a chuva costuma surgir com abundância e na qual é a primeira vez que corre.
"O rali do Japão é basicamente dividido em dois tipos de piso. Há zonas muito sinuosas e lentas, onde o terreno cava rapidamente e facilmente se anda nos trilhos. São troços muito diferentes de tudo o que já disputei até hoje e não tenho qualquer tipo de referências. Sei que existem também zonas rápidas, onde o ritmo é bastante elevado, mas ainda não as conhecemos. De qualquer forma, estou muito motivado, queremos mostrar que somos mesmo capazes de andar nos primeiros lugares e batermo-nos com os pilotos de topo do PWRC", garantiu Araújo.
O rali do Japão, que é também a 14ª das 16 provas do Campeonato do Mundo de ralis (WRC) e na qual o líder, o finlandês Marcus Gronholm (Ford Focus), defende uma vantagem de quatro pontos sobre o seu mais directo perseguidor, o francês campeão do Mundo Sébastien Loeb (Citroen C4), arranca sexta-feira, com a primeira etapa.
A tirada inagural será composta por 10 provas especiais de classificação, que contabilizam 106,18 quilómetros contra o relógio, num total de 465,40.
No sábado, disputam-se os 10 troços cronometrados da segunda etapa, que tem um total de 469,78 quilómetros, 146,68 dos quais cronometrados, enquanto no domingo disputam-se os últimos sete troços, nos quais os pilotos serão contabilizados em 97,33 quilómetros, de um total de 290,42.
Este será o primeiro dos três ralis que Araújo vai ainda disputar no P-WRC. Os outros são o rali da Irlanda, entre 26 e 28 de Outubro, e o da Grã-Bretanha, de 20 de Novembro a 02 de Dezembro, este último a coincidir com a última prova do WRC.
MHC.
Lusa/fim