Blocrisia
Fez-me pensar a posição pública do Bloco de Esquerda em relação aos recentes acontecimentos em Timor Lorosae.
Foi um semi espectáculo. Semi porque quem apareceu foi Luís Fazenda e não Francisco Louçã, o que demonstra logo a carga secundária que quiseram dar às suas vergonhosas posições. Como se houvesse um pirata e o seu papagaio.
Acharam que Xanana Gusmão ao exigir a demissão de Mari Alkatiri não estava a cumprir as suas obrigações como líder de um estado de direito democrático. Hipocritamente, tal como o fazem na política interna, esqueceram nos seus argumentos que o país estava em plena guerra civil e exigiam sem se rir que o Presidente mantivesse a postura estadista.
Perante a situação verificada, Xanana teria três hipóteses: 1ª) a militar, fomentando e aumentando a escalada de violência; 2ª) cair na armadilha, demitindo o parlamento e permitindo que Alkatiri dramatizasse e colhesse novo fôlego eleitoral, ganhando legitimidade por via do voto emocional; 3ª) a política, forçando o então primeiro-ministro a demitir-se, dramatizando para si (presidente) os factos o que chamaria a atenção e apoio da comunidade internacional e no caso que se verificou, de ser o próprio líder da Fretilin a demitir-se, a aceitação implícita das culpas.
Ontem soube-se que o Estado Timorense pretende investigar as responsabilidades de cada implicado na Guerra Civil desencadeada.
Até aceito que o Bloco se cale perante o facto do advogado de Alkatiri ser um homem de "causas": foi defensor dos skinheads que assassinaram o cabo-verdiano Alcino Monteiro, de Vale e Azevedo e é o de Carlos Silvino. José António Barreiros está para as causas erradas como José Sá Fernandes está para as certas...
Mas estranho que os arautos defensores do combate aos privilégios não se insurjam contra o facto do ex. primeiro-ministro não levantar a sua imunidade parlamentar para poder responder na justiça. Eles que tanto contestam esse regime jurídico que, estou de acordo, é próprio de países de terceiro mundo.
Categorias
Entidades
Blocrisia
Fez-me pensar a posição pública do Bloco de Esquerda em relação aos recentes acontecimentos em Timor Lorosae.
Foi um semi espectáculo. Semi porque quem apareceu foi Luís Fazenda e não Francisco Louçã, o que demonstra logo a carga secundária que quiseram dar às suas vergonhosas posições. Como se houvesse um pirata e o seu papagaio.
Acharam que Xanana Gusmão ao exigir a demissão de Mari Alkatiri não estava a cumprir as suas obrigações como líder de um estado de direito democrático. Hipocritamente, tal como o fazem na política interna, esqueceram nos seus argumentos que o país estava em plena guerra civil e exigiam sem se rir que o Presidente mantivesse a postura estadista.
Perante a situação verificada, Xanana teria três hipóteses: 1ª) a militar, fomentando e aumentando a escalada de violência; 2ª) cair na armadilha, demitindo o parlamento e permitindo que Alkatiri dramatizasse e colhesse novo fôlego eleitoral, ganhando legitimidade por via do voto emocional; 3ª) a política, forçando o então primeiro-ministro a demitir-se, dramatizando para si (presidente) os factos o que chamaria a atenção e apoio da comunidade internacional e no caso que se verificou, de ser o próprio líder da Fretilin a demitir-se, a aceitação implícita das culpas.
Ontem soube-se que o Estado Timorense pretende investigar as responsabilidades de cada implicado na Guerra Civil desencadeada.
Até aceito que o Bloco se cale perante o facto do advogado de Alkatiri ser um homem de "causas": foi defensor dos skinheads que assassinaram o cabo-verdiano Alcino Monteiro, de Vale e Azevedo e é o de Carlos Silvino. José António Barreiros está para as causas erradas como José Sá Fernandes está para as certas...
Mas estranho que os arautos defensores do combate aos privilégios não se insurjam contra o facto do ex. primeiro-ministro não levantar a sua imunidade parlamentar para poder responder na justiça. Eles que tanto contestam esse regime jurídico que, estou de acordo, é próprio de países de terceiro mundo.