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28-05-2010
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PECados do PSD!Por: Acácio Pinto*O PSD tem vindo a dar uma imagem de si próprio, nos últimos tempos, que em nada dignifica a vida política e a democracia.Pode dizer-se que se trata de uma nuvem passageira de um período transitório. O facto é que se atentarmos no que se tem passado nos últimos cinco anos, não restam dúvidas de que o PSD tem sido um foco de constante agitação interna, de uma permanente indefinição estratégica e em que os ataques pessoais e a maledicência interna e externa têm superado os interesses nacionais.Senão vejamos. Em cinco anos vão ter cinco líderes. Rasgaram os acordos sobre a Justiça e Poder Local. Propuseram que se rasgassem contratos com empresas. Disseram que a Democracia deveria ser interrompida durante seis meses. Aprovaram a lei da rolha no último congresso. Criticaram as autoridades judiciárias. Afirmaram que havia pressão do Governo sobre a Comunicação Social, quando a única pressão que veio à tona foi a do Ministro Morais Sarmento do PSD contra três directores de Jornais. Estão sempre disponíveis, nem que seja por interpostos partidos, para viabilizarem ataques ao carácter do Primeiro-Ministro sem qualquer facto que o sustente. Juntam-se à extrema-esquerda para viabilizar aumento das despesas e redução das receitas do Estado e depois dizem que a dívida externa é elevada. Concordam com o crime de publicação de escutas em segredo de justiça. E até já propuseram a privatização da CGD, da Segurança Social…Enfim, um inusitado número de propostas contra tudo e a favor de tudo, dependendo, o seu posicionamento, não do interesse nacional, mas das propostas do Governo e do PS.Que estranho conceito de Democracia e de responsabilidade política, este, do PSD.E, como se já não bastasse tudo isto, acontece agora que ninguém sabia o que fazer quando estava em causa e em jogo a viabilização do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) que Portugal tem que apresentar em Bruxelas. Cada candidato tinha a sua posição. Era gastronomia política à la carte. Cada um achava uma coisa diferente.Nem eram sim, nem eram não, nem sequer eram nim.Continuam, afinal, a ser tudo e o seu oposto.Convém, porém dizer que sobre o PEC, Durão Barroso bem como muitos outros responsáveis de instâncias europeias e internacionais, já tinham dito que era um documento credível e que deveria merecer o apoio.Mas será que o PEC não vai exigir responsabilidade e esforço aos portugueses? Claro que vai exigir. E vai sobretudo exigir um maior esforço àqueles que mais podem e que mais recebem, por exemplo, com a criação de um novo escalão de tributação de 45% em seio de IRS.Igualmente se prevê um retardamento do investimento de algumas obras públicas para que os seus impactos não tenham efeito directo no período de execução do PEC.Ou seja, o que o Governo e o PS querem é, sem descurar a coesão e solidariedade social, prosseguir uma linha de rigor e de justiça para, até 2013, podermos ter novamente um défice inferior aos 3%.O que se espera, doravante, e agora que o PSD decidiu abster-se e assim viabilizar o PEC, é uma atitude consequente com a responsabilidade que esse voto exige.*Acácio PintoDeputado do PS


PECados do PSD!Por: Acácio Pinto*O PSD tem vindo a dar uma imagem de si próprio, nos últimos tempos, que em nada dignifica a vida política e a democracia.Pode dizer-se que se trata de uma nuvem passageira de um período transitório. O facto é que se atentarmos no que se tem passado nos últimos cinco anos, não restam dúvidas de que o PSD tem sido um foco de constante agitação interna, de uma permanente indefinição estratégica e em que os ataques pessoais e a maledicência interna e externa têm superado os interesses nacionais.Senão vejamos. Em cinco anos vão ter cinco líderes. Rasgaram os acordos sobre a Justiça e Poder Local. Propuseram que se rasgassem contratos com empresas. Disseram que a Democracia deveria ser interrompida durante seis meses. Aprovaram a lei da rolha no último congresso. Criticaram as autoridades judiciárias. Afirmaram que havia pressão do Governo sobre a Comunicação Social, quando a única pressão que veio à tona foi a do Ministro Morais Sarmento do PSD contra três directores de Jornais. Estão sempre disponíveis, nem que seja por interpostos partidos, para viabilizarem ataques ao carácter do Primeiro-Ministro sem qualquer facto que o sustente. Juntam-se à extrema-esquerda para viabilizar aumento das despesas e redução das receitas do Estado e depois dizem que a dívida externa é elevada. Concordam com o crime de publicação de escutas em segredo de justiça. E até já propuseram a privatização da CGD, da Segurança Social…Enfim, um inusitado número de propostas contra tudo e a favor de tudo, dependendo, o seu posicionamento, não do interesse nacional, mas das propostas do Governo e do PS.Que estranho conceito de Democracia e de responsabilidade política, este, do PSD.E, como se já não bastasse tudo isto, acontece agora que ninguém sabia o que fazer quando estava em causa e em jogo a viabilização do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) que Portugal tem que apresentar em Bruxelas. Cada candidato tinha a sua posição. Era gastronomia política à la carte. Cada um achava uma coisa diferente.Nem eram sim, nem eram não, nem sequer eram nim.Continuam, afinal, a ser tudo e o seu oposto.Convém, porém dizer que sobre o PEC, Durão Barroso bem como muitos outros responsáveis de instâncias europeias e internacionais, já tinham dito que era um documento credível e que deveria merecer o apoio.Mas será que o PEC não vai exigir responsabilidade e esforço aos portugueses? Claro que vai exigir. E vai sobretudo exigir um maior esforço àqueles que mais podem e que mais recebem, por exemplo, com a criação de um novo escalão de tributação de 45% em seio de IRS.Igualmente se prevê um retardamento do investimento de algumas obras públicas para que os seus impactos não tenham efeito directo no período de execução do PEC.Ou seja, o que o Governo e o PS querem é, sem descurar a coesão e solidariedade social, prosseguir uma linha de rigor e de justiça para, até 2013, podermos ter novamente um défice inferior aos 3%.O que se espera, doravante, e agora que o PSD decidiu abster-se e assim viabilizar o PEC, é uma atitude consequente com a responsabilidade que esse voto exige.*Acácio PintoDeputado do PS

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