NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI: José Ramos-Horta, Presidente da CPLP?

21-01-2011
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A VII Cimeira da CPLP cumpriu-se.Portugal parece, enfim, perceber o seu potencial geo-estratégico.O Brasil já o tinha percebido há muito, os outros países africanos também, cada vez mais. Há a excepção de um ou outro, ainda refém de alguns complexos coloniais. Nada que o tempo não cure de vez…A Presidência Portuguesa quis fazer, e muito bem, desta Cimeira a “Cimeira da Língua”. Daí a importância dada ao Acordo Ortográfico que, pela voz de Luís Amado, nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros (para quando o Ministro da Lusofonia?), pode mesmo entrar em vigor já em 2011. Ou seja, já daqui a três anos, como o MIL, (ir)realisticamente, defende na sua Petição…Também se deram alguns passos na facilitação de “vistos”. Ainda estamos bem longe do “passaporte lusófono”, mas o caminho faz-se caminhando…Para que a CPLP ganhasse outra projecção, a nível internacional, falta contudo, a meu ver, uma voz, um rosto. Alguém que, enquanto Presidente da CPLP, a pudesse representar nos grandes fóruns internacionais…A escolha não é óbvia, mas, ao ouvir hoje uma entrevista a José Ramos-Horta, actual Presidente de Timor, ocorreu-me a ideia de que ele seria uma boa escolha. Por várias razões:- é uma pessoa com prestígio internacional (foi, não o esqueçamos, Prémio Nobel da Paz);- é um diplomata, bem conhecido nos fóruns internacionais, nomeadamente na ONU;- não é nem português nem brasileiro (o que, para evitar suspeitas neo-imperialistas, é uma vantagem);- não é branco nem preto e as suas feições são simultaneamente ocidentais e orientais.Fica (mais um)a ideia…


A VII Cimeira da CPLP cumpriu-se.Portugal parece, enfim, perceber o seu potencial geo-estratégico.O Brasil já o tinha percebido há muito, os outros países africanos também, cada vez mais. Há a excepção de um ou outro, ainda refém de alguns complexos coloniais. Nada que o tempo não cure de vez…A Presidência Portuguesa quis fazer, e muito bem, desta Cimeira a “Cimeira da Língua”. Daí a importância dada ao Acordo Ortográfico que, pela voz de Luís Amado, nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros (para quando o Ministro da Lusofonia?), pode mesmo entrar em vigor já em 2011. Ou seja, já daqui a três anos, como o MIL, (ir)realisticamente, defende na sua Petição…Também se deram alguns passos na facilitação de “vistos”. Ainda estamos bem longe do “passaporte lusófono”, mas o caminho faz-se caminhando…Para que a CPLP ganhasse outra projecção, a nível internacional, falta contudo, a meu ver, uma voz, um rosto. Alguém que, enquanto Presidente da CPLP, a pudesse representar nos grandes fóruns internacionais…A escolha não é óbvia, mas, ao ouvir hoje uma entrevista a José Ramos-Horta, actual Presidente de Timor, ocorreu-me a ideia de que ele seria uma boa escolha. Por várias razões:- é uma pessoa com prestígio internacional (foi, não o esqueçamos, Prémio Nobel da Paz);- é um diplomata, bem conhecido nos fóruns internacionais, nomeadamente na ONU;- não é nem português nem brasileiro (o que, para evitar suspeitas neo-imperialistas, é uma vantagem);- não é branco nem preto e as suas feições são simultaneamente ocidentais e orientais.Fica (mais um)a ideia…

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