Surgiu na sexta-feira passada uma notícia no Sol que referia que Paulo Rangel teria despedido consultores de imagem na sequência dos debates televisivos. Achei estranha a notícia, até porque tinha informações que Paulo Rangel não tinha profissionais destes a colaborar na sua campanha. A sua campanha, que não foi preparada com anos de distância, está a ser realizada por colaboradores próximos e muitos voluntários. Há poucos minutos tive a confirmação que essa notícia é falsa, num post publicado no blogue da candidatura de Paulo Rangel. Eu, que estudei o fenómeno nos Estados Unidos, compreendo bem a necessidade da comunicação em contexto eleitoral. E sou um entusiasta da comunicação na política. Os candidatos precisam de saber comunicar com os eleitores, até para conseguirem transmitir a sua mensagem. Mas também sei que existe demasiado ‘plástico’ em muitos candidatos, e não que chega utilizar boas técnicas de comunicação, se o candidato não for autêntico. Os profissionais podem ajudar a compor a imagem, a estudar a melhor forma de transmitir a mensagem e a lidar com a sempre aguerrida imprensa. Mas há um aspecto importante a realçar: a comunicação ajuda a ganhar eleições, mas por si não constituí motivo de vitória. Em primeiro lugar está o candidato, as ideias e a convicção política. Um candidato português fraco podia ter os melhores consultores de comunicação política americanos a trabalhar com ele, como o Joe Trippi ou David Plouffe, que se não fosse mesmo bom poderia perfeitamente ser derrotado. Por isso, considero que este debate, sempre importante na Academia e nos sectores profissionais, torna-se relativamente irrelevante em contexto eleitoral. O que transforma um candidato num vencedor não são as agências ou os profissionais que trabalham com ele, mas sim a consistência da sua candidatura e do seu projecto político.
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Surgiu na sexta-feira passada uma notícia no Sol que referia que Paulo Rangel teria despedido consultores de imagem na sequência dos debates televisivos. Achei estranha a notícia, até porque tinha informações que Paulo Rangel não tinha profissionais destes a colaborar na sua campanha. A sua campanha, que não foi preparada com anos de distância, está a ser realizada por colaboradores próximos e muitos voluntários. Há poucos minutos tive a confirmação que essa notícia é falsa, num post publicado no blogue da candidatura de Paulo Rangel. Eu, que estudei o fenómeno nos Estados Unidos, compreendo bem a necessidade da comunicação em contexto eleitoral. E sou um entusiasta da comunicação na política. Os candidatos precisam de saber comunicar com os eleitores, até para conseguirem transmitir a sua mensagem. Mas também sei que existe demasiado ‘plástico’ em muitos candidatos, e não que chega utilizar boas técnicas de comunicação, se o candidato não for autêntico. Os profissionais podem ajudar a compor a imagem, a estudar a melhor forma de transmitir a mensagem e a lidar com a sempre aguerrida imprensa. Mas há um aspecto importante a realçar: a comunicação ajuda a ganhar eleições, mas por si não constituí motivo de vitória. Em primeiro lugar está o candidato, as ideias e a convicção política. Um candidato português fraco podia ter os melhores consultores de comunicação política americanos a trabalhar com ele, como o Joe Trippi ou David Plouffe, que se não fosse mesmo bom poderia perfeitamente ser derrotado. Por isso, considero que este debate, sempre importante na Academia e nos sectores profissionais, torna-se relativamente irrelevante em contexto eleitoral. O que transforma um candidato num vencedor não são as agências ou os profissionais que trabalham com ele, mas sim a consistência da sua candidatura e do seu projecto político.