Apresentação do dispositivo do distrito de Leiria Foi apresentado em Leiria o Dispositivo Distrital de Vigilância e Combate aos Incêndios Florestais em 2006, no ano seguinte a um Verão particularmente difícil, com elevados prejuizos, onde foi preciso activar o Plano Distrital de Emergência.Pretende-se a detecção atempada dos incêndios florestais, o envio imediato de meios de ataque de modo a dominar os incêndios em espaços florestais no seu início, limitando a extensão das áreas ardidas e reduzindo o número de reacendimentos.O Governador Civil de Leiria, José Miguel Medeiros, afirmou, na cerimónia de apresentação do Plano Operacional Distrital "a grande prioridade, no âmbito das competências na área da protecção civil, é o problema dos incêndios florestais", reconhecendo que "2005 foi um ano especialmente difícil, tendo em conta um número anormalmente elevado de incêndios florestais e de área ardida no distrito de Leiria".José Miguel Medeiros anunciou que o Governo Civil de Leiria irá atribuir equipamentos de protecção individual aos corpos de bombeiros do distrito, de modo a garantir melhores condições de segurança aos bombeiros no combate aos incêndios.O Governo Civil irá realizar, nos meses de Maio e Junho, acções de formação e sensibilização para as escolas, com a distribuição de filmes e panfletos alusivos à temática dos incêndios florestais, com actividades exteriores de simulacro de incêndios e exercícios diversos, bem como a apresentação de viaturas de vigilância, primeira intervenção e combate aos incêndios.O Comandante Operacional Distrital, José Manuel Moura, apontou que "64% do total da área do nosso distrito está inventariada como florestal", revelando que como meio tecnológico, "contamos a partir do corrente ano com o sistema de videovigilância, cobrindo integralmente todo o sul do distrito, permitindo uma vigilância de pormenor para esta região bem como um acompanhamento das operações em tempo real".Na fase considerada mais problemática, entre Julho e Setembro, estarão disponíveis no distrito 310 bombeiros e 66 viaturas terrestres, dois helicópteros e um avião anfíbio do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, para além de sapadores florestais, elementos da GNR e do Instituto de Conservação da Natureza.Para efeitos de reforço da prevenção, em pontos estratégicos do distrito serão montadas quinze torres de vigia.Também o dispositivo terrestre, comparativamente com o ano passado, é bem maior, com uma quase duplicação entre meados de Maio e finais de Junho, durante a "Fase Bravo", e entre Julho e Setembro, na "Fase Charlie", é aumentado em um terço.O conceito de operação visa a intervenção imediata em incêndios florestais declarados, com meios aéreos, equipas helitransportadas e equipas terrestres, de forma a dominá-los na sua fase nascente, potenciando o binómio detecção e envio inicial de meios, garantindo permanentemente a recuperação da capacidade de ataque inicial do dispositivo, especialmente dos meios aéreos.Procura-se antecipar as acções de combate, nos períodos de maior risco meteorológico, com a organização de patrulhamentos por equipas/brigadas de sapadores florestais e brigadas móveis de vigilância, assim como pré-posicionar e patrulhar com equipas de combate a incêndios dos bombeiros em zonas mais susceptíveis, à ordem do Comando Distrital de Operações de Socorro, em articulação com as Comissões Municipais de Defesa da Floresta contra Incêndios e a GNR.Está definido o envio de forma automática de um helicóptero de ataque inicial e respectiva equipa helitransportada dos bombeiros ou do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GNR) da GNR ou de um aerotanque, quando o tempo de chegada deste ao incêndio se situar até quinze minutos de voo ou 30 quilómetros da sua base.
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Apresentação do dispositivo do distrito de Leiria Foi apresentado em Leiria o Dispositivo Distrital de Vigilância e Combate aos Incêndios Florestais em 2006, no ano seguinte a um Verão particularmente difícil, com elevados prejuizos, onde foi preciso activar o Plano Distrital de Emergência.Pretende-se a detecção atempada dos incêndios florestais, o envio imediato de meios de ataque de modo a dominar os incêndios em espaços florestais no seu início, limitando a extensão das áreas ardidas e reduzindo o número de reacendimentos.O Governador Civil de Leiria, José Miguel Medeiros, afirmou, na cerimónia de apresentação do Plano Operacional Distrital "a grande prioridade, no âmbito das competências na área da protecção civil, é o problema dos incêndios florestais", reconhecendo que "2005 foi um ano especialmente difícil, tendo em conta um número anormalmente elevado de incêndios florestais e de área ardida no distrito de Leiria".José Miguel Medeiros anunciou que o Governo Civil de Leiria irá atribuir equipamentos de protecção individual aos corpos de bombeiros do distrito, de modo a garantir melhores condições de segurança aos bombeiros no combate aos incêndios.O Governo Civil irá realizar, nos meses de Maio e Junho, acções de formação e sensibilização para as escolas, com a distribuição de filmes e panfletos alusivos à temática dos incêndios florestais, com actividades exteriores de simulacro de incêndios e exercícios diversos, bem como a apresentação de viaturas de vigilância, primeira intervenção e combate aos incêndios.O Comandante Operacional Distrital, José Manuel Moura, apontou que "64% do total da área do nosso distrito está inventariada como florestal", revelando que como meio tecnológico, "contamos a partir do corrente ano com o sistema de videovigilância, cobrindo integralmente todo o sul do distrito, permitindo uma vigilância de pormenor para esta região bem como um acompanhamento das operações em tempo real".Na fase considerada mais problemática, entre Julho e Setembro, estarão disponíveis no distrito 310 bombeiros e 66 viaturas terrestres, dois helicópteros e um avião anfíbio do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, para além de sapadores florestais, elementos da GNR e do Instituto de Conservação da Natureza.Para efeitos de reforço da prevenção, em pontos estratégicos do distrito serão montadas quinze torres de vigia.Também o dispositivo terrestre, comparativamente com o ano passado, é bem maior, com uma quase duplicação entre meados de Maio e finais de Junho, durante a "Fase Bravo", e entre Julho e Setembro, na "Fase Charlie", é aumentado em um terço.O conceito de operação visa a intervenção imediata em incêndios florestais declarados, com meios aéreos, equipas helitransportadas e equipas terrestres, de forma a dominá-los na sua fase nascente, potenciando o binómio detecção e envio inicial de meios, garantindo permanentemente a recuperação da capacidade de ataque inicial do dispositivo, especialmente dos meios aéreos.Procura-se antecipar as acções de combate, nos períodos de maior risco meteorológico, com a organização de patrulhamentos por equipas/brigadas de sapadores florestais e brigadas móveis de vigilância, assim como pré-posicionar e patrulhar com equipas de combate a incêndios dos bombeiros em zonas mais susceptíveis, à ordem do Comando Distrital de Operações de Socorro, em articulação com as Comissões Municipais de Defesa da Floresta contra Incêndios e a GNR.Está definido o envio de forma automática de um helicóptero de ataque inicial e respectiva equipa helitransportada dos bombeiros ou do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GNR) da GNR ou de um aerotanque, quando o tempo de chegada deste ao incêndio se situar até quinze minutos de voo ou 30 quilómetros da sua base.