Nem o turbo impediu Armindo Araújo de se sagrar bicampeão mundial de Produção

22-11-2010
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Português juntou-se à galeria dos pilotos que triunfaram por mais do que uma vez na categoria. O futuro? É uma questão de esperar para ver

Alain Oreille (1989 e 1990), Grégoire de Mévius (1991 e 1992), Gustavo Trelles (de 1996 a 1999) e agora Armindo Araújo (2009 e 2010). O português juntou-se ontem à restrita lista de pilotos que podem orgulhar-se de serem bicampeões mundiais de Ralis na categoria de Produção. Ontem, no País de Gales, confirmou a superioridade que tinha vindo a evidenciar ao longo da época e fechou a época com chave de ouro.

Foram três vitórias, dois segundos lugares e um terceiro (participou em seis das nove provas que compõem o calendário) que colocaram Araújo na rota da revalidação do título e que lhe permitiram destacar-se de Rui Madeira, o primeiro português a triunfar na categoria, em 1995, ao volante de um Mitsubishi Lancer Evo 2. Agora, novamente com o selo da Mitsubishi, as bandeiras japonesa e portuguesa voltam a cruzar-se no pódio.

"Estou muito satisfeito. É incrível o facto de ter ganho outra vez. Tem sido um ano muito bom para mim e, claro, é um sentimento incrível. Não foi uma prova nada fácil, foi complicado porque não sentia grande aderência e não me sentia muito confortável com as condições da estrada", desabafou o piloto de Santo Tirso, confessando que o único problema que enfrentou foi "no turbo" no final do primeiro dia.

A partir daí, a confiança foi aumentando, sobretudo quando Patrik Flodin, o mais directo rival no duelo pelo campeonato, danificou uma roda do seu Subaru Impreza, no segundo dia de competição. "Ele estava a impor um ritmo forte. Eu tinha de fazer a minha prova e concentrar-me no plano que tinha traçado", explicou o português, citado pelo site oficial do WRC. O sueco, de resto, terminou em quinto lugar no País de Gales, em P-WRC, e conseguiu sagrar-se vice-campeão mundial.

Cinco minutos antes Armindo Araújo tinha concluído o Rali da Grã-Bretanha na 18.ª posição da geral (o que correspondeu ao segundo lugar da classe de Produção, atrás do estónio Ott Tanak), prestação mais do que suficiente para se manter no trono da categoria, com um total de 126 pontos. Já em Cardiff, depois de ter levantado o troféu, o piloto oficial da Mitsubishi desde 2005 falou num "fim-de-semana perfeito" e numa "boa prenda para Portugal".

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As portas que se abriram

Agora, aos 33 anos e depois de ter somado títulos no nacional de Ralis-Promoção (2000), na Fórmula 3 (2002, 2003 e 2004) e no Nacional de Ralis (2003, 2004, 2005 e 2006), Armindo Araújo veria com bons olhos um novo salto na carreira, mas aponta como prioridade absoluta continuar na alta roda do automobilismo.

"O que mais quero é manter-me no Mundial de ralis. Isso é o mais importante. Se vai ser num carro do WRC, de S2000 ou de Produção, isso não sei. O mais importante é estarmos aqui", assinala. E diz "estarmos" porque parte do segredo do sucesso se deve ao navegador Miguel Ramalho, que o acompanha ininterruptamente desde 2001, ano em que conquistaram o Troféu Saxo Rallye.

De regresso ao futuro: "Do ponto de vista desportivo, há algumas portas que se abriram, mas terei de esperar para ver o que acontece e decidir em conjunto com os meus patrocinadores. Quero avaliar bem o que fazer a partir de agora".

Português juntou-se à galeria dos pilotos que triunfaram por mais do que uma vez na categoria. O futuro? É uma questão de esperar para ver

Alain Oreille (1989 e 1990), Grégoire de Mévius (1991 e 1992), Gustavo Trelles (de 1996 a 1999) e agora Armindo Araújo (2009 e 2010). O português juntou-se ontem à restrita lista de pilotos que podem orgulhar-se de serem bicampeões mundiais de Ralis na categoria de Produção. Ontem, no País de Gales, confirmou a superioridade que tinha vindo a evidenciar ao longo da época e fechou a época com chave de ouro.

Foram três vitórias, dois segundos lugares e um terceiro (participou em seis das nove provas que compõem o calendário) que colocaram Araújo na rota da revalidação do título e que lhe permitiram destacar-se de Rui Madeira, o primeiro português a triunfar na categoria, em 1995, ao volante de um Mitsubishi Lancer Evo 2. Agora, novamente com o selo da Mitsubishi, as bandeiras japonesa e portuguesa voltam a cruzar-se no pódio.

"Estou muito satisfeito. É incrível o facto de ter ganho outra vez. Tem sido um ano muito bom para mim e, claro, é um sentimento incrível. Não foi uma prova nada fácil, foi complicado porque não sentia grande aderência e não me sentia muito confortável com as condições da estrada", desabafou o piloto de Santo Tirso, confessando que o único problema que enfrentou foi "no turbo" no final do primeiro dia.

A partir daí, a confiança foi aumentando, sobretudo quando Patrik Flodin, o mais directo rival no duelo pelo campeonato, danificou uma roda do seu Subaru Impreza, no segundo dia de competição. "Ele estava a impor um ritmo forte. Eu tinha de fazer a minha prova e concentrar-me no plano que tinha traçado", explicou o português, citado pelo site oficial do WRC. O sueco, de resto, terminou em quinto lugar no País de Gales, em P-WRC, e conseguiu sagrar-se vice-campeão mundial.

Cinco minutos antes Armindo Araújo tinha concluído o Rali da Grã-Bretanha na 18.ª posição da geral (o que correspondeu ao segundo lugar da classe de Produção, atrás do estónio Ott Tanak), prestação mais do que suficiente para se manter no trono da categoria, com um total de 126 pontos. Já em Cardiff, depois de ter levantado o troféu, o piloto oficial da Mitsubishi desde 2005 falou num "fim-de-semana perfeito" e numa "boa prenda para Portugal".

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As portas que se abriram

Agora, aos 33 anos e depois de ter somado títulos no nacional de Ralis-Promoção (2000), na Fórmula 3 (2002, 2003 e 2004) e no Nacional de Ralis (2003, 2004, 2005 e 2006), Armindo Araújo veria com bons olhos um novo salto na carreira, mas aponta como prioridade absoluta continuar na alta roda do automobilismo.

"O que mais quero é manter-me no Mundial de ralis. Isso é o mais importante. Se vai ser num carro do WRC, de S2000 ou de Produção, isso não sei. O mais importante é estarmos aqui", assinala. E diz "estarmos" porque parte do segredo do sucesso se deve ao navegador Miguel Ramalho, que o acompanha ininterruptamente desde 2001, ano em que conquistaram o Troféu Saxo Rallye.

De regresso ao futuro: "Do ponto de vista desportivo, há algumas portas que se abriram, mas terei de esperar para ver o que acontece e decidir em conjunto com os meus patrocinadores. Quero avaliar bem o que fazer a partir de agora".

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