PS começa a clarificar calendário presidencial para apoiar Manuel Alegre e Sócrates tenta travar polémica

16-04-2010
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O calendário presidencial do PS começou a definir-se esta semana. E foi precipitado por declarações de dirigentes a favor e contra a candidatura do histórico Manuel Alegre, que já decidiu ser candidato a Belém, com ou sem o apoio dos socialistas. Mas acabaram por ser as declarações de Capoulas Santos, um dirigente próximo de Sócrates, que ajudaram a "desatar" o nó. Ao dizer que lhe custa que o PS tivesse o mesmo candidato que o Bloco de Esquerda, o eurodeputado defendeu que o candidato ideal do partido deveria disputar "espaço eleitoral" ao centro. No mesmo dia, o ex-comissário europeu António Vitorino dizia que a decisão do partido sobre apoio a Alegre "não deverá demorar", mesmo que fosse contra.

Ao que o PÚBLICO apurou, os contactos de apoiantes de Alegre com membros da direcção do PS intensificaram-se nos últimos dias. E foram no bom sentido. À Lusa, o ex-deputado e poeta fez uma declaração em que disse que o PS continua a ser a sua família política. Afirmações conciliadoras, num tom bem diferente das críticas ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), há duas semanas. E ao PÚBLICO, disse mesmo aguardar o apoio dos socialistas e da esquerda nas presidenciais de 2011.

As declarações de Capoulas Santos baralharam os dirigentes do PS que querem ver os socialistas ao lado do autor de A Praça da Canção. E terá sido na sequência das declarações do ex-director de campanha de Sócrates nas legislativas que começou a clarificar-se a posição do partido: apoiar Manuel Alegre depois de este formalizar a candidatura, no final de Abril ou na primeira semana de Maio, em reuniões de secretariado nacional e comissão política nacional. O PS desmentiu, em comunicado, que o partido tenha agendado qualquer reunião sobre o assunto. E ao fim do dia, José Sócrates tentou placar a polémica, dizendo que "ainda não é tempo" de o partido tomar uma decisão sobre as presidenciais.

E o dia tinha sido agitado com sinais evidentes de divisão dentro do PS. O mais cáustico foi José Lello, do secretariado nacional, que insistiu na sua oposição à escolha de Alegre. Admitindo que, "por decência", não participará na campanha de Alegre.

O calendário presidencial do PS começou a definir-se esta semana. E foi precipitado por declarações de dirigentes a favor e contra a candidatura do histórico Manuel Alegre, que já decidiu ser candidato a Belém, com ou sem o apoio dos socialistas. Mas acabaram por ser as declarações de Capoulas Santos, um dirigente próximo de Sócrates, que ajudaram a "desatar" o nó. Ao dizer que lhe custa que o PS tivesse o mesmo candidato que o Bloco de Esquerda, o eurodeputado defendeu que o candidato ideal do partido deveria disputar "espaço eleitoral" ao centro. No mesmo dia, o ex-comissário europeu António Vitorino dizia que a decisão do partido sobre apoio a Alegre "não deverá demorar", mesmo que fosse contra.

Ao que o PÚBLICO apurou, os contactos de apoiantes de Alegre com membros da direcção do PS intensificaram-se nos últimos dias. E foram no bom sentido. À Lusa, o ex-deputado e poeta fez uma declaração em que disse que o PS continua a ser a sua família política. Afirmações conciliadoras, num tom bem diferente das críticas ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), há duas semanas. E ao PÚBLICO, disse mesmo aguardar o apoio dos socialistas e da esquerda nas presidenciais de 2011.

As declarações de Capoulas Santos baralharam os dirigentes do PS que querem ver os socialistas ao lado do autor de A Praça da Canção. E terá sido na sequência das declarações do ex-director de campanha de Sócrates nas legislativas que começou a clarificar-se a posição do partido: apoiar Manuel Alegre depois de este formalizar a candidatura, no final de Abril ou na primeira semana de Maio, em reuniões de secretariado nacional e comissão política nacional. O PS desmentiu, em comunicado, que o partido tenha agendado qualquer reunião sobre o assunto. E ao fim do dia, José Sócrates tentou placar a polémica, dizendo que "ainda não é tempo" de o partido tomar uma decisão sobre as presidenciais.

E o dia tinha sido agitado com sinais evidentes de divisão dentro do PS. O mais cáustico foi José Lello, do secretariado nacional, que insistiu na sua oposição à escolha de Alegre. Admitindo que, "por decência", não participará na campanha de Alegre.

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