In Concreto: Treinos na Base das Lajes

25-05-2011
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foto do amigo João Toste A possibilidade de treinos dos últimos caças e armas dos Estados Unidos nas Lajes deixou de ser meros rumores, Sexta-Feira em Washington o assunto estará sobre a mesa e poderá dar novo folgo à utilização da Base das Lajes.Contudo, apesar de ser favorável é necessário uma postura forte na negociação, pois trata-se de uma problemática sensível para a vida dos terceirenses e dos açorianos. A realização de estudos sobre o impacto ambiental e económico devem ser uma prioridade, mas é importante não esquecer as potenciais limitações ao tráfego marítimo e a utilização civil das Lajes. O treino em si comporta restrições ao uso civil esse ponto promete ser sensível, dado que a Terceira já tem graves deficiências no que concerne aos transportes aéreos. Ainda sobre outras problemáticas, a inclusão do espaço aéreo do Corvo, como foi adiantada nos primeiros esboços de área de treino é uma perfeita loucura e irá contra tudo o que se tem debatido nos Açores acerca da sustentabilidade e da resolução dos problemas das ilhas mais pequenas.Têm que avaliar os custos que os terceirenses e em especial as populações próximas da base irão acarretar, o uso intensivo da placa e a poluição sonora contratasta com a imagem pacata da ilha que se tenta transmitir em termos turísticos.Já li algumas posições em meios de comunicação social continentais acerca desta possível utilização, não surpreende que a maioria das posições sejam contra, algumas bastante extremas. Ainda há quem não tenha percebido a importância da Base das Lajes para a economia regional e o trampolim que representa para Portugal respeitante à política externa. Na segunda metade do século XX as diversas posições militares de países estrangeiros, nas diferentes ilhas constituiu para Portugal uma oportunidade única de negociação acima do seu real peso no mundo. Muito da política externa do país passa pelos Açores, importa não esquecer isso!


foto do amigo João Toste A possibilidade de treinos dos últimos caças e armas dos Estados Unidos nas Lajes deixou de ser meros rumores, Sexta-Feira em Washington o assunto estará sobre a mesa e poderá dar novo folgo à utilização da Base das Lajes.Contudo, apesar de ser favorável é necessário uma postura forte na negociação, pois trata-se de uma problemática sensível para a vida dos terceirenses e dos açorianos. A realização de estudos sobre o impacto ambiental e económico devem ser uma prioridade, mas é importante não esquecer as potenciais limitações ao tráfego marítimo e a utilização civil das Lajes. O treino em si comporta restrições ao uso civil esse ponto promete ser sensível, dado que a Terceira já tem graves deficiências no que concerne aos transportes aéreos. Ainda sobre outras problemáticas, a inclusão do espaço aéreo do Corvo, como foi adiantada nos primeiros esboços de área de treino é uma perfeita loucura e irá contra tudo o que se tem debatido nos Açores acerca da sustentabilidade e da resolução dos problemas das ilhas mais pequenas.Têm que avaliar os custos que os terceirenses e em especial as populações próximas da base irão acarretar, o uso intensivo da placa e a poluição sonora contratasta com a imagem pacata da ilha que se tenta transmitir em termos turísticos.Já li algumas posições em meios de comunicação social continentais acerca desta possível utilização, não surpreende que a maioria das posições sejam contra, algumas bastante extremas. Ainda há quem não tenha percebido a importância da Base das Lajes para a economia regional e o trampolim que representa para Portugal respeitante à política externa. Na segunda metade do século XX as diversas posições militares de países estrangeiros, nas diferentes ilhas constituiu para Portugal uma oportunidade única de negociação acima do seu real peso no mundo. Muito da política externa do país passa pelos Açores, importa não esquecer isso!

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