O município de Viana do Castelo será o primeiro no país a eliminar todos os pontos de atravessamento rodoviário da linha de caminho-de-ferro, graças ao plano de supressão de passagens no concelho assinado em 2005 entre a autarquia e a Rede Ferroviária Nacional (Refer).
O plano representa um investimento superior a 15 milhões de euros e deverá estar concluído até ao final do ano. Anteontem, na cerimónia que assinalou o Dia Internacional da Segurança nas Passagens de Nível, em Lisboa, este plano foi apontado como "um bom exemplo no país" de colaboração entre a Refer e uma autarquia. É que a supressão de passagens de nível, quando realizada em áreas urbanas, tende a ser uma obra complexa, pelas soluções de restabelecimento rodoviário que implica.
Além do encerramento de todas as 24 passagens de nível do concelho, a intervenção delineada pela Refer, em colaboração com a Câmara de Viana, inclui a construção de 14 passagens desniveladas e está praticamente concluída. Estão em fase adiantada os três últimos projectos. As novas passagens desniveladas de Além Rio e São Sebastião, ambas na freguesia da Areosa, estão quase prontas. Foram também já iniciados os trabalhos de construção do restabelecimento viário de Carreço. Foi uma intervenção articulada com a Estradas de Portugal, uma vez que o restabelecimento em causa, com ligação à Estrada Nacional n.º 13, implicará a construção de rotundas e a colocação de nova sinalização.
Recorde-se ainda que as passagens de nível da Seca/Darque, Mazarefes e Vila Fria, na margem esquerda do Lima, foram as primeiras a desaparecer. Em 1985, um acidente mortal levou a população de Darque a levantar a linha, em protesto, e a exigir a supressão das passagens de nível. Desde então, registaram-se acidentes deste género em seis das sete passagens de nível de Darque, que vitimaram uma dezena de pessoas. O último acidente grave ocorreu em Abril de 2005, com o comboio a levar à frente um carro em que seguia um casal com o filho, o único sobrevivente. Dois meses depois, foi apresentado o plano de supressão das passagens de nível.
Na Areosa, estão já a funcionar as passagens do Senhor do Socorro e Igreja e as passagens inferiores de Carreço e Cabriteira/Afife. A passagem superior de Vila de Punhe abriu em Janeiro, altura em que foi aprovado o segundo troço da ligação à passagem inferior de Alvarães. Será uma alternativa à EN305 e vai custar cerca de 700 mil euros.
O exemplo "bem sucedido" de Viana foi recentemente evocado pelo deputado socialista Jorge Fão, que, num requerimento apresentado ao Governo, perguntou se estava prevista uma intervenção semelhante em Caminha. Segundo Fão, no troço da Linha do Minho que atravessa Caminha, há cerca de vinte passagens de nível, com diferentes classificações e "graus de perigosidade".
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O município de Viana do Castelo será o primeiro no país a eliminar todos os pontos de atravessamento rodoviário da linha de caminho-de-ferro, graças ao plano de supressão de passagens no concelho assinado em 2005 entre a autarquia e a Rede Ferroviária Nacional (Refer).
O plano representa um investimento superior a 15 milhões de euros e deverá estar concluído até ao final do ano. Anteontem, na cerimónia que assinalou o Dia Internacional da Segurança nas Passagens de Nível, em Lisboa, este plano foi apontado como "um bom exemplo no país" de colaboração entre a Refer e uma autarquia. É que a supressão de passagens de nível, quando realizada em áreas urbanas, tende a ser uma obra complexa, pelas soluções de restabelecimento rodoviário que implica.
Além do encerramento de todas as 24 passagens de nível do concelho, a intervenção delineada pela Refer, em colaboração com a Câmara de Viana, inclui a construção de 14 passagens desniveladas e está praticamente concluída. Estão em fase adiantada os três últimos projectos. As novas passagens desniveladas de Além Rio e São Sebastião, ambas na freguesia da Areosa, estão quase prontas. Foram também já iniciados os trabalhos de construção do restabelecimento viário de Carreço. Foi uma intervenção articulada com a Estradas de Portugal, uma vez que o restabelecimento em causa, com ligação à Estrada Nacional n.º 13, implicará a construção de rotundas e a colocação de nova sinalização.
Recorde-se ainda que as passagens de nível da Seca/Darque, Mazarefes e Vila Fria, na margem esquerda do Lima, foram as primeiras a desaparecer. Em 1985, um acidente mortal levou a população de Darque a levantar a linha, em protesto, e a exigir a supressão das passagens de nível. Desde então, registaram-se acidentes deste género em seis das sete passagens de nível de Darque, que vitimaram uma dezena de pessoas. O último acidente grave ocorreu em Abril de 2005, com o comboio a levar à frente um carro em que seguia um casal com o filho, o único sobrevivente. Dois meses depois, foi apresentado o plano de supressão das passagens de nível.
Na Areosa, estão já a funcionar as passagens do Senhor do Socorro e Igreja e as passagens inferiores de Carreço e Cabriteira/Afife. A passagem superior de Vila de Punhe abriu em Janeiro, altura em que foi aprovado o segundo troço da ligação à passagem inferior de Alvarães. Será uma alternativa à EN305 e vai custar cerca de 700 mil euros.
O exemplo "bem sucedido" de Viana foi recentemente evocado pelo deputado socialista Jorge Fão, que, num requerimento apresentado ao Governo, perguntou se estava prevista uma intervenção semelhante em Caminha. Segundo Fão, no troço da Linha do Minho que atravessa Caminha, há cerca de vinte passagens de nível, com diferentes classificações e "graus de perigosidade".