Equívocos O actual presidente da república, o Sr. Jorge Sampaio tem feito, ao longo dos seus dois mandatos várias demonstrações daquilo que um Chefe de Estado não deve fazer. Pessoalmente estou convicto de que se Portugal fosse um Reino, o Rei ou Rainha... numa Monarquia moderna com regras de sucessão modernas claramente estabelecidas constitucionalmente há 50% de probabilidades do Chefe de Estado ser uma mulher simplesmente porque ou se nasce homem ou se nasce mulher e a Natureza não descrimina as mulheres pelas funções que estas possam a vir desempenhar no futuro. Qual é a probabilidade de uma mulher chegar a Chefe de Estado em república, o dito regime de igualdade? Quantas senhoras é que chegaram à presidência da república em Portugal, e em França, e nos EUA só para dar o exemplo? Só em «meia dúzia» de países é que o conseguiram! Mas como ia dizendo e findo este aparte, duvido muito que um Rei ou Rainha cometesse tantas e tão grandes gaffes. Mas a culpa não é do presidente. Pura e simplesmente nem este nem nenhum outro foi preparado para as funções que desempenha. Um presidente é sempre, digamos, um amador que chega ao cargo «às escuras» pois não existe em lado nenhum cursos de presidente. Pelo contrário o(a) Monarca é alguém que se encontra bem preparado para cumprir o seu dever e exercer tal cargo tão especial, particular e exigente. Este é pois um profissional, um perito. Não é à toa que muitas vezes o Rei de Espanha se refere à sua esposa, a Rainha Sofia como alguém que desempenha as suas funções com grande profissionalismo ou que esta é uma grande profissional.
Mas afinal que erros foram cometidos, pelo menos do meu humilde ponto de vista, que justifiquem esta intervenção? Vou passar a enuncia-los não só para que
as coisas se clarifiquem como também para que no futuro se tente não incorrer novamente nos mesmos erros e para que esta lista seja do conhecimento geral visto que a imprensa geralmente não enumera os erros do presidente ou não fosse a presidência da republica matéria tabu, para não se pôr a descoberto as suas fragilidades:
1. Condecorar a autoridade de Olivença sabendo-se que Portugal tem um diferendo territorial com Espanha acerca da soberania desta localidade;
2. Conceder indulto a um recluso que, pasme-se, tinha-se evadido do estabelecimento prisional;
3. Discursar em língua estrangeira (inglês) nas Nações Unidas quando outros Chefes de Estado optaram por o fazer na sua língua, como por exemplo o presidente do Brasil Lula da Silva;
4. Falar dos problemas e dos erros da Justiça em Portugal apenas porque e quando o caso Casa Pia estava na ribalta e havia figuras políticas e mediáticas envolvidas, no entanto manteve o silêncio quando o processo FP 25 prescreveu tendo como consequência a condenação e a prisão daqueles que colaboraram com a Justiça e a ilibação dos suspeitos de terrorismo;
5. Partir para a Grécia, na companhia da família, para assistir à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos quando o país ardia e havia populações inteiras que se debatiam com o flagelo do fogo, sem se dar ao trabalho de estar no terreno mesmo por pouco tempo que fosse para dar apoio moral a todos quanto estiveram envolvidos na catástrofe;
6. Autorizar a permanência do estandarte presidencial, o símbolo do Chefe de Estado e que assinala a sua presença em determinado lugar, no local onde os jogadores de futebol se preparavam para o campeonato europeu. Já agora porque não deixar tal símbolo no local onde se treinam atletas de outras modalidades, a bem da igualdade, como os atletas Olímpicos, Paralimpicos bem como os atletas de Hóquei em patins, modalidade em que Portugal é uma superpotência? Assim como assim já se vê de tudo...
7. Condecorar os jogadores da Selecção Nacional de futebol mesmo sem que estes
tenham ganho nada na Selecção enquanto seniores e em particular sem que estes
tenham ganho o Euro 2004, independentemente do facto de terem no entanto deixado
uma boa imagem e de terem competido com muita dignidade, limitando-se a ficar em
segundo lugar com um adversário, que com todo o respeito, tinham obrigação de
ganhar e num desporto em que ser segundo é ser o primeiro dos últimos e posteriormente não condecorar nem os atletas Olímpicos (onde os segundos e
terceiros lugares contam) que tiveram prestações fantásticas nomeadamente em modalidades em que nunca um português ganhou ou sonhou vir a ganhar, nem os atletas Paralímpicos que têm sempre prestações fabulosas;
8. Aquando da formação do novo Governo devido à demissão de Durão Barroso, arrastar por tempo indeterminado a sua decisão sobre se devia convocar novas eleições ou nomear um novo Governo tornando-se deste modo um factor de instabilidade e de falta de sensatez, quando deveria ter sido o inverso. Para o ridículo ser completo, assistiu-se a uma romaria de personalidades a Belém, quanto a mim desnecessária. Este acontecimento deixou bem visíveis as fragilidades de um presidente da república;
9. Comentar a política e os assuntos internos e, mais incrível ainda, criticar o Governo no estrangeiro;
10. Afirmar categoricamente que irá participar activamente no suposto referendo, que espero que venha a acontecer, sobre a Constituição Europeia fazendo inclusive campanha pelo «Sim» - mesmo que fosse pelo «Não» ao Euro indo não só totalmente contra os princípios de equidistância, neutralidade e imparcialidade que um Chefe de Estado no sistema politico português deve ter, ou pelo menos deveria ter, como irá entrar em contradição consigo próprio pois o Sr. Sampaio afirmou numa entrevista à SIC que, e passo a citar, «o presidente da república deve estar acima das disputas e ser equidistante de todos os partidos políticos». Bem, como uma campanha eleitoral, mesmo que seja para um referendo, é por definição uma disputa e como o senhor presidente faz questão de se envolver; logo este deixa de estar acima de disputas. Por outro lado, como os vários partidos políticos, com e sem assento parlamentar, irão estar com toda a certeza nos dois lados opostos e como o senhor presidente vai tomar partido por um dos lados lá se vai a equidistância. Para tornar o assunto ainda mais surrealista, o senhor presidente da república portuguesa tornou pública esta tomada de posição, mais uma vez, no estrangeiro. Será que a algum membro de alguma Família Real europeia ou, em particular, a algum Soberano(a) lhe passou semelhante coisa pela cabeça?
11. Por inabilidade e/ou falta de bom senso comprou uma «guerra» com a população de Canas de Senhorim e depois escuda-se cobardemente atràs de comunicados lacónicos e prepotentes da presidência enquanto que pessoalmente actua arrogantemente como se nada tivesse acontecido! Havia necessidade?
Anónimo PS. Desafio à Democracia é o facto de existir uma república, que foi imposta a Portugal, por terroristas sem que tivesse sido dada até hoje oportunidade ao povo português para se pronunciar sobre o assunto.
Desafio à Democracia é o facto de Portugal ser um dos poucos se não mesmo o único país onde os portugueses ainda não se pronunciaram sobre uma única questão europeia e vamos lá a ver se o Referendo sobre a Constituição Europeia vai mesmo para a frente. A sensação que dá (basta ver a clareza da pergunta proposta) é que o poder político não quer definitivamente dar a voz ao povo português, sobre esta matéria, usando como pretexto a abstenção, não vá este pregar alguma partida! Haverá actualmente em algum país da U.E. uma classe política que considere o povo tão ignorante e medíocre e a sua opinião tão desprezível e inútil como a classe política portuguesa?
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Equívocos O actual presidente da república, o Sr. Jorge Sampaio tem feito, ao longo dos seus dois mandatos várias demonstrações daquilo que um Chefe de Estado não deve fazer. Pessoalmente estou convicto de que se Portugal fosse um Reino, o Rei ou Rainha... numa Monarquia moderna com regras de sucessão modernas claramente estabelecidas constitucionalmente há 50% de probabilidades do Chefe de Estado ser uma mulher simplesmente porque ou se nasce homem ou se nasce mulher e a Natureza não descrimina as mulheres pelas funções que estas possam a vir desempenhar no futuro. Qual é a probabilidade de uma mulher chegar a Chefe de Estado em república, o dito regime de igualdade? Quantas senhoras é que chegaram à presidência da república em Portugal, e em França, e nos EUA só para dar o exemplo? Só em «meia dúzia» de países é que o conseguiram! Mas como ia dizendo e findo este aparte, duvido muito que um Rei ou Rainha cometesse tantas e tão grandes gaffes. Mas a culpa não é do presidente. Pura e simplesmente nem este nem nenhum outro foi preparado para as funções que desempenha. Um presidente é sempre, digamos, um amador que chega ao cargo «às escuras» pois não existe em lado nenhum cursos de presidente. Pelo contrário o(a) Monarca é alguém que se encontra bem preparado para cumprir o seu dever e exercer tal cargo tão especial, particular e exigente. Este é pois um profissional, um perito. Não é à toa que muitas vezes o Rei de Espanha se refere à sua esposa, a Rainha Sofia como alguém que desempenha as suas funções com grande profissionalismo ou que esta é uma grande profissional.
Mas afinal que erros foram cometidos, pelo menos do meu humilde ponto de vista, que justifiquem esta intervenção? Vou passar a enuncia-los não só para que
as coisas se clarifiquem como também para que no futuro se tente não incorrer novamente nos mesmos erros e para que esta lista seja do conhecimento geral visto que a imprensa geralmente não enumera os erros do presidente ou não fosse a presidência da republica matéria tabu, para não se pôr a descoberto as suas fragilidades:
1. Condecorar a autoridade de Olivença sabendo-se que Portugal tem um diferendo territorial com Espanha acerca da soberania desta localidade;
2. Conceder indulto a um recluso que, pasme-se, tinha-se evadido do estabelecimento prisional;
3. Discursar em língua estrangeira (inglês) nas Nações Unidas quando outros Chefes de Estado optaram por o fazer na sua língua, como por exemplo o presidente do Brasil Lula da Silva;
4. Falar dos problemas e dos erros da Justiça em Portugal apenas porque e quando o caso Casa Pia estava na ribalta e havia figuras políticas e mediáticas envolvidas, no entanto manteve o silêncio quando o processo FP 25 prescreveu tendo como consequência a condenação e a prisão daqueles que colaboraram com a Justiça e a ilibação dos suspeitos de terrorismo;
5. Partir para a Grécia, na companhia da família, para assistir à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos quando o país ardia e havia populações inteiras que se debatiam com o flagelo do fogo, sem se dar ao trabalho de estar no terreno mesmo por pouco tempo que fosse para dar apoio moral a todos quanto estiveram envolvidos na catástrofe;
6. Autorizar a permanência do estandarte presidencial, o símbolo do Chefe de Estado e que assinala a sua presença em determinado lugar, no local onde os jogadores de futebol se preparavam para o campeonato europeu. Já agora porque não deixar tal símbolo no local onde se treinam atletas de outras modalidades, a bem da igualdade, como os atletas Olímpicos, Paralimpicos bem como os atletas de Hóquei em patins, modalidade em que Portugal é uma superpotência? Assim como assim já se vê de tudo...
7. Condecorar os jogadores da Selecção Nacional de futebol mesmo sem que estes
tenham ganho nada na Selecção enquanto seniores e em particular sem que estes
tenham ganho o Euro 2004, independentemente do facto de terem no entanto deixado
uma boa imagem e de terem competido com muita dignidade, limitando-se a ficar em
segundo lugar com um adversário, que com todo o respeito, tinham obrigação de
ganhar e num desporto em que ser segundo é ser o primeiro dos últimos e posteriormente não condecorar nem os atletas Olímpicos (onde os segundos e
terceiros lugares contam) que tiveram prestações fantásticas nomeadamente em modalidades em que nunca um português ganhou ou sonhou vir a ganhar, nem os atletas Paralímpicos que têm sempre prestações fabulosas;
8. Aquando da formação do novo Governo devido à demissão de Durão Barroso, arrastar por tempo indeterminado a sua decisão sobre se devia convocar novas eleições ou nomear um novo Governo tornando-se deste modo um factor de instabilidade e de falta de sensatez, quando deveria ter sido o inverso. Para o ridículo ser completo, assistiu-se a uma romaria de personalidades a Belém, quanto a mim desnecessária. Este acontecimento deixou bem visíveis as fragilidades de um presidente da república;
9. Comentar a política e os assuntos internos e, mais incrível ainda, criticar o Governo no estrangeiro;
10. Afirmar categoricamente que irá participar activamente no suposto referendo, que espero que venha a acontecer, sobre a Constituição Europeia fazendo inclusive campanha pelo «Sim» - mesmo que fosse pelo «Não» ao Euro indo não só totalmente contra os princípios de equidistância, neutralidade e imparcialidade que um Chefe de Estado no sistema politico português deve ter, ou pelo menos deveria ter, como irá entrar em contradição consigo próprio pois o Sr. Sampaio afirmou numa entrevista à SIC que, e passo a citar, «o presidente da república deve estar acima das disputas e ser equidistante de todos os partidos políticos». Bem, como uma campanha eleitoral, mesmo que seja para um referendo, é por definição uma disputa e como o senhor presidente faz questão de se envolver; logo este deixa de estar acima de disputas. Por outro lado, como os vários partidos políticos, com e sem assento parlamentar, irão estar com toda a certeza nos dois lados opostos e como o senhor presidente vai tomar partido por um dos lados lá se vai a equidistância. Para tornar o assunto ainda mais surrealista, o senhor presidente da república portuguesa tornou pública esta tomada de posição, mais uma vez, no estrangeiro. Será que a algum membro de alguma Família Real europeia ou, em particular, a algum Soberano(a) lhe passou semelhante coisa pela cabeça?
11. Por inabilidade e/ou falta de bom senso comprou uma «guerra» com a população de Canas de Senhorim e depois escuda-se cobardemente atràs de comunicados lacónicos e prepotentes da presidência enquanto que pessoalmente actua arrogantemente como se nada tivesse acontecido! Havia necessidade?
Anónimo PS. Desafio à Democracia é o facto de existir uma república, que foi imposta a Portugal, por terroristas sem que tivesse sido dada até hoje oportunidade ao povo português para se pronunciar sobre o assunto.
Desafio à Democracia é o facto de Portugal ser um dos poucos se não mesmo o único país onde os portugueses ainda não se pronunciaram sobre uma única questão europeia e vamos lá a ver se o Referendo sobre a Constituição Europeia vai mesmo para a frente. A sensação que dá (basta ver a clareza da pergunta proposta) é que o poder político não quer definitivamente dar a voz ao povo português, sobre esta matéria, usando como pretexto a abstenção, não vá este pregar alguma partida! Haverá actualmente em algum país da U.E. uma classe política que considere o povo tão ignorante e medíocre e a sua opinião tão desprezível e inútil como a classe política portuguesa?