A Causa da Terra Não sei o que dizer, nem por onde começar perante um pais moribundo, conduzido por uma classe sem memória, alimentada por uma imcompreensivel vergonha e desprezo pela história desta nação.O que é que fizeram do meu país, dos valores e dos costumes herdados de uma história grande que já poucos sabem contar?Meu Portugal moribundo, amordaçaram-te, agora sim estás preso, decretaram a tua sentença, vendem-te todos os dias mais nos leilões da Europa..Aderiram a um plano suicida para a agricultura e não houve nimguem que ousasse abrir a boca, para dizer pura e simplesmente que o sol abençoado que aquece o nosso pais, não é para tornar rosadas as peles pálidas da Europa, que a nossa terra não é para ser coberta de betão com o fim de albergar esses mesmos senhores,que nos invadem todos os anos nas chamadas épocas altas, deixando-nos tão rápidamente quando vêm as primeiras chuvas, tornando o litoral português em cidades fantasmas, atolhadas de construções e esgotos que á vista de todos cospem para o nosso mar.A nossa terra é para semear, é para dar pão e trabalho ao nosso povo, tem de existir agricultura para garantir a nossa independência.Alguem tem que explicar á nossa juventude, ao nosso futuro, que trabalhar na terra não é uma tarefa menor, mas antes uma das formas mais dignas e compensadora de se viver.Alguém tem de dizer aos nossos artesãos que não envelheçam, que não morram, porque com eles levam uma parte de Portugal , de que jamais alguem voltará a ouvir falar .Há que fazer entender, que se pode viver em Portugal com orgulho e genialidade.Não precisamos das aculturações do resto da Europa, muito menos dos vicios e dos erros que as " sociedades evoluidas" trazem consigo.Há que parar para que a minha pátria volte a respirar, se erga de novo e recupere a sua dignidade.Há que defender o nosso pais, o país verdadeiro que existe para além de Lisboa e Porto.Saber defender sem complexos nem medo esse povo esquecido, para que não tenham de abandonar as suas terras, para que não tenham de ter os seus filhos no estrangeiro, para que nunca mais tenham que esquecer a sua lingua e a sua história, e não se tornem estranhos a tudo, até mesmo a eles próprios.Há que saber distinguir, deixarmo-nos de contentar com o menos mau, para que Portugal nunca mais corra perigo de sofrer da " Síndrome da memória curta", e deixar passar em branco e impunemente cenas tristes de desrespeito á bandeira, actitudes de desresponsabilização em relação ao abandono das ex-colónias em troca de discursos ôcos e vaidade pessoal, actitudes essas, tomadas por homens da politica que aspiram sempre a cargos fundamentais e que apesar de se afirmarem republicanos e democratas comportam-se perante a ideia de ter o poder de forma que faria as infidaveis dinastias imperiais chinesas parecerem modelos de virtudes na politica.Há que lembrar estes senhores, que se regem segundo a lei do oportunismo, que o povo português, apesar de ferido e despojado de tudo, ainda se orgulha de ter a sua memória intacta.Não podemos mais viver num país castrado, ainda incapaz de chorar os seus soldados, os que morreram em África, os que ficaram, e os que Mário Soares abandonou em Timor á mercê dos terroristas ou pelos portugueses massacrados pela UPA a 15 de Março de1961, quando anda hoje é possivel encontrar os cabecilhas e os assassinos de mulheres e crianças portuguesas inocentes, vivos e de saúde sem que nada se tenha alterado nas suas vidas e nos seus olhares vidrados, vergonhosamente impunes e sem sombra de arrependimento.Há que reconhecer os nossos herois, os mortos e os vivos, e tratá-los com a dignidade e o respeito que nos merecem.É por estas e muitas outras razões que morre o meu paìs , e é minha vontade lembrar todas elas.Faço-o pelo futuro, pelos meus filhos, certa que apesar dos esforços da nossa classe politica, mais de 800 anos de história, tanto sangue derramado a proteger o que é nosso, tanta dôr e tanta glória não se calam assim, só porque convém para manter uns tantos lobbies.NÃO! Portugal pode estar enfraquecido, mas enquanto houver um português que saiba amar a sua terra, como eu e tantos outros amam, Portugal jamais morrerá!Ana Rita Bivar
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A Causa da Terra Não sei o que dizer, nem por onde começar perante um pais moribundo, conduzido por uma classe sem memória, alimentada por uma imcompreensivel vergonha e desprezo pela história desta nação.O que é que fizeram do meu país, dos valores e dos costumes herdados de uma história grande que já poucos sabem contar?Meu Portugal moribundo, amordaçaram-te, agora sim estás preso, decretaram a tua sentença, vendem-te todos os dias mais nos leilões da Europa..Aderiram a um plano suicida para a agricultura e não houve nimguem que ousasse abrir a boca, para dizer pura e simplesmente que o sol abençoado que aquece o nosso pais, não é para tornar rosadas as peles pálidas da Europa, que a nossa terra não é para ser coberta de betão com o fim de albergar esses mesmos senhores,que nos invadem todos os anos nas chamadas épocas altas, deixando-nos tão rápidamente quando vêm as primeiras chuvas, tornando o litoral português em cidades fantasmas, atolhadas de construções e esgotos que á vista de todos cospem para o nosso mar.A nossa terra é para semear, é para dar pão e trabalho ao nosso povo, tem de existir agricultura para garantir a nossa independência.Alguem tem que explicar á nossa juventude, ao nosso futuro, que trabalhar na terra não é uma tarefa menor, mas antes uma das formas mais dignas e compensadora de se viver.Alguém tem de dizer aos nossos artesãos que não envelheçam, que não morram, porque com eles levam uma parte de Portugal , de que jamais alguem voltará a ouvir falar .Há que fazer entender, que se pode viver em Portugal com orgulho e genialidade.Não precisamos das aculturações do resto da Europa, muito menos dos vicios e dos erros que as " sociedades evoluidas" trazem consigo.Há que parar para que a minha pátria volte a respirar, se erga de novo e recupere a sua dignidade.Há que defender o nosso pais, o país verdadeiro que existe para além de Lisboa e Porto.Saber defender sem complexos nem medo esse povo esquecido, para que não tenham de abandonar as suas terras, para que não tenham de ter os seus filhos no estrangeiro, para que nunca mais tenham que esquecer a sua lingua e a sua história, e não se tornem estranhos a tudo, até mesmo a eles próprios.Há que saber distinguir, deixarmo-nos de contentar com o menos mau, para que Portugal nunca mais corra perigo de sofrer da " Síndrome da memória curta", e deixar passar em branco e impunemente cenas tristes de desrespeito á bandeira, actitudes de desresponsabilização em relação ao abandono das ex-colónias em troca de discursos ôcos e vaidade pessoal, actitudes essas, tomadas por homens da politica que aspiram sempre a cargos fundamentais e que apesar de se afirmarem republicanos e democratas comportam-se perante a ideia de ter o poder de forma que faria as infidaveis dinastias imperiais chinesas parecerem modelos de virtudes na politica.Há que lembrar estes senhores, que se regem segundo a lei do oportunismo, que o povo português, apesar de ferido e despojado de tudo, ainda se orgulha de ter a sua memória intacta.Não podemos mais viver num país castrado, ainda incapaz de chorar os seus soldados, os que morreram em África, os que ficaram, e os que Mário Soares abandonou em Timor á mercê dos terroristas ou pelos portugueses massacrados pela UPA a 15 de Março de1961, quando anda hoje é possivel encontrar os cabecilhas e os assassinos de mulheres e crianças portuguesas inocentes, vivos e de saúde sem que nada se tenha alterado nas suas vidas e nos seus olhares vidrados, vergonhosamente impunes e sem sombra de arrependimento.Há que reconhecer os nossos herois, os mortos e os vivos, e tratá-los com a dignidade e o respeito que nos merecem.É por estas e muitas outras razões que morre o meu paìs , e é minha vontade lembrar todas elas.Faço-o pelo futuro, pelos meus filhos, certa que apesar dos esforços da nossa classe politica, mais de 800 anos de história, tanto sangue derramado a proteger o que é nosso, tanta dôr e tanta glória não se calam assim, só porque convém para manter uns tantos lobbies.NÃO! Portugal pode estar enfraquecido, mas enquanto houver um português que saiba amar a sua terra, como eu e tantos outros amam, Portugal jamais morrerá!Ana Rita Bivar