Portugal ruma a África nem tão mal como se diz, nem tão bem como se quer

14-06-2010
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A selecção portuguesa viaja hoje à tarde para a África do Sul. No dia da partida, a desconfiança em torno da equipa ainda é muita, mesmo sem grande razão de ser

Será por causa do empate a zero com Cabo Verde; será por Pepe ainda não estar a cem por cento; será porque Cristiano Ronaldo não marca um golo pela selecção há mais de um ano; será por causa do grupo onde a selecção calhou ser apelidado "de morte"? Seja por causa disto tudo ou de qualquer outra coisa, Portugal ruma hoje à África do Sul para participar no seu quinto Mundial de futebol deixando em casa um misto de desconfiança nas qualidades da sua equipa e uma ponta de esperança na capacidade de vê-la chegar à final.

O desequilíbrio quanto às previsões sobre aquilo de que será capaz a selecção de Carlos Queiroz no Mundial resulta de uma qualificação só conseguida "a ferros", apesar da selecção ocupar o terceiro lugar do ranking da FIFA e contar entre os seus jogadores de alguns dos melhores e mais caros futebolistas do mundo.

Para já, é indesmentível que, por enquanto, a esta selecção não empolga os portugueses como as anteriores (principalmente as de Scolari). Nada de bandeiras nas janelas, nada de euforias à chegada dos jogadores ao estágio, nada de centenas de pessoas nas ruas só à espera que o autocarro com os craques passasse. Sobraram umas enchentes nos treinos abertos ao público na Covilhã e, mesmo assim, com direito a vaias.

Os particulares antes do Mundial não ajudaram a entusiasmar. Mas a verdade é que a equipa de Queiroz soma duas vitórias (China e Camarões) e um empate (Cabo Verde) nos três jogos de preparação efectuados, nada de muito diferente do que sucedeu nas duas anteriores fases de preparação para grandes competições internacionais (quatro vitórias e um empate antes do Mundial 2006 e duas derrotas e uma vitória antes do Europeu 2008).

As dúvidas em torno da utilização de Pepe, jogador fundamental no esquema que Queiroz gostava de ver a selecção usar, são, de facto, uma nuvem que paira sobre a selecção. Até porque custa a perceber como se aposta tanto num jogador que não faz um jogo desde o ano passado e logo para uma competição em que (precisamente por ser curta) a condição física assume máxima importância.

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O divórcio de Cristiano Ronaldo com as balizas adversárias enquanto tem a camisola das quinas vestida também não ajuda. O jogador mais caro do mundo demora a fazer a diferença, o que não é tranquilizador a poucos dias do início de uma prova em que fazer a diferença... faz toda a diferença.

E depois há aquele grupo onde ninguém queria estar mas onde Portugal foi parar. Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte. O mesmo é dizer: uma das melhores selecções do mundo, aquela que é apontada como a melhor selecção africana do momento e a selecção daquele país que a última vez que esteve num Mundial só não humilhou Portugal porque havia Eusébio. E agora já não há.

Resta lembrar que à frente da selecção está um seleccionador que já foi campeão mundial (ainda que de juniores). E a última vez que Portugal teve aos comandos um campeão do mundo esteve a um passo da final.

A selecção portuguesa viaja hoje à tarde para a África do Sul. No dia da partida, a desconfiança em torno da equipa ainda é muita, mesmo sem grande razão de ser

Será por causa do empate a zero com Cabo Verde; será por Pepe ainda não estar a cem por cento; será porque Cristiano Ronaldo não marca um golo pela selecção há mais de um ano; será por causa do grupo onde a selecção calhou ser apelidado "de morte"? Seja por causa disto tudo ou de qualquer outra coisa, Portugal ruma hoje à África do Sul para participar no seu quinto Mundial de futebol deixando em casa um misto de desconfiança nas qualidades da sua equipa e uma ponta de esperança na capacidade de vê-la chegar à final.

O desequilíbrio quanto às previsões sobre aquilo de que será capaz a selecção de Carlos Queiroz no Mundial resulta de uma qualificação só conseguida "a ferros", apesar da selecção ocupar o terceiro lugar do ranking da FIFA e contar entre os seus jogadores de alguns dos melhores e mais caros futebolistas do mundo.

Para já, é indesmentível que, por enquanto, a esta selecção não empolga os portugueses como as anteriores (principalmente as de Scolari). Nada de bandeiras nas janelas, nada de euforias à chegada dos jogadores ao estágio, nada de centenas de pessoas nas ruas só à espera que o autocarro com os craques passasse. Sobraram umas enchentes nos treinos abertos ao público na Covilhã e, mesmo assim, com direito a vaias.

Os particulares antes do Mundial não ajudaram a entusiasmar. Mas a verdade é que a equipa de Queiroz soma duas vitórias (China e Camarões) e um empate (Cabo Verde) nos três jogos de preparação efectuados, nada de muito diferente do que sucedeu nas duas anteriores fases de preparação para grandes competições internacionais (quatro vitórias e um empate antes do Mundial 2006 e duas derrotas e uma vitória antes do Europeu 2008).

As dúvidas em torno da utilização de Pepe, jogador fundamental no esquema que Queiroz gostava de ver a selecção usar, são, de facto, uma nuvem que paira sobre a selecção. Até porque custa a perceber como se aposta tanto num jogador que não faz um jogo desde o ano passado e logo para uma competição em que (precisamente por ser curta) a condição física assume máxima importância.

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E depois há aquele grupo onde ninguém queria estar mas onde Portugal foi parar. Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte. O mesmo é dizer: uma das melhores selecções do mundo, aquela que é apontada como a melhor selecção africana do momento e a selecção daquele país que a última vez que esteve num Mundial só não humilhou Portugal porque havia Eusébio. E agora já não há.

Resta lembrar que à frente da selecção está um seleccionador que já foi campeão mundial (ainda que de juniores). E a última vez que Portugal teve aos comandos um campeão do mundo esteve a um passo da final.

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