O ano ainda mal começou e já há novas de monta na bloga, a saber: o Paulo Pinto Mascarenhas e o Henrique Raposo vão deixar o Atlântico. Desejo-lhes felicidades para o futuro. Na hora da provisória despedida, é justo lembrar aquilo que alguns de nós devemos ao Paulo. Antes de mais, a animação de vários blogues ao mesmo tempo plurais e de direita, uma mistura complicada que lhe valeu muitas dores de cabeça e nos valeu o Acidental, o 31 da Armada e o próprio Atlântico. Depois, as Noites à Direita, um espaço de debate que agitou as águas pacatas do pensamento liberal-conservador luso, e o Descubra as Diferenças, um programa semanal de rádio com Antonieta Lopes da Costa. Mas o maior feito do Paulo, quanto a mim, foi ter dirigido a saudosa revista Atlântico durante dois anos sem dinheiro, à custa de uma dedicação infatigável e da arte de juntar pessoas por um projecto. Um projecto de ideias e de combate político, é certo, mas que vivia sobretudo da sua amizade pessoal com cada um dos autores. Pela minha parte, estive metido em tudo isto como espectador ou como convidado. O que me deu mais gozo, de longe, foi ter escrito na revista alguns artigos que só ali podia ter escrito. Não havia, e continua a não haver, um forum semelhante em Portugal. Sinto falta da Atlântico, mesmo com os defeitos que tinha e os leitores que ia tendo. Obrigado, Paulo.
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O ano ainda mal começou e já há novas de monta na bloga, a saber: o Paulo Pinto Mascarenhas e o Henrique Raposo vão deixar o Atlântico. Desejo-lhes felicidades para o futuro. Na hora da provisória despedida, é justo lembrar aquilo que alguns de nós devemos ao Paulo. Antes de mais, a animação de vários blogues ao mesmo tempo plurais e de direita, uma mistura complicada que lhe valeu muitas dores de cabeça e nos valeu o Acidental, o 31 da Armada e o próprio Atlântico. Depois, as Noites à Direita, um espaço de debate que agitou as águas pacatas do pensamento liberal-conservador luso, e o Descubra as Diferenças, um programa semanal de rádio com Antonieta Lopes da Costa. Mas o maior feito do Paulo, quanto a mim, foi ter dirigido a saudosa revista Atlântico durante dois anos sem dinheiro, à custa de uma dedicação infatigável e da arte de juntar pessoas por um projecto. Um projecto de ideias e de combate político, é certo, mas que vivia sobretudo da sua amizade pessoal com cada um dos autores. Pela minha parte, estive metido em tudo isto como espectador ou como convidado. O que me deu mais gozo, de longe, foi ter escrito na revista alguns artigos que só ali podia ter escrito. Não havia, e continua a não haver, um forum semelhante em Portugal. Sinto falta da Atlântico, mesmo com os defeitos que tinha e os leitores que ia tendo. Obrigado, Paulo.