O Cachimbo de Magritte: Plataforma Pelo Património Cultural

23-12-2009
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Hoje, às 15 h, no Teatro São Luís, em Lisboa, as comissões portuguesas do ICOM e do ICOMOS, ongs ligadas à UNESCO, vão fazer uma declaração pública sobre a política de património dos últimos anos, juntamente com dezassete associações profissionais e cívicas do sector. A declaração, que pode ser lida aqui, é o primeiro passo para a criação da Plataforma Pelo Património Cultural e representa um verdadeiro grito de revolta dos profissionais e instituições - públicas e privadas - a trabalhar na área. É surpreendente, no mínimo, ver Luís Raposo, Director do Museu Nacional de Arqueologia, ou Simonetta Luz Afonso, Presidente do Instituto Camões até há bem pouco tempo, ou Raquel Henriques da Silva, a anterior Directora do Instituto Português dos Museus, a subscrever um texto que acusa o Ministério da Cultura de "resultados catastróficos", "perda de horizonte político estratégico e desqualificação operacional e técnica dos serviços do Estado", "risco de regressão irremediável", "destruição de bens patrimoniais e paralisia dos serviços", "desorçamentação galopante e insuficiência de quadros técnicos e de suporte", etc. Depois do violento artigo de Cláudio Torres, Raquel Henriques da Silva, Walter Rossa e José Aguiar, no Público de 23 de Abril, é a segunda vez em meio ano que associações e especialistas de defesa do património vêm contestar abertamente a política para o sector. Alguns dos protagonistas da revolta são responsáveis por museus nacionais. Por bem menos do que isto, Dalila Rodrigues foi demitida do Museu Nacional de Arte Antiga.Há algo de muito podre no reino da Ajuda.


Hoje, às 15 h, no Teatro São Luís, em Lisboa, as comissões portuguesas do ICOM e do ICOMOS, ongs ligadas à UNESCO, vão fazer uma declaração pública sobre a política de património dos últimos anos, juntamente com dezassete associações profissionais e cívicas do sector. A declaração, que pode ser lida aqui, é o primeiro passo para a criação da Plataforma Pelo Património Cultural e representa um verdadeiro grito de revolta dos profissionais e instituições - públicas e privadas - a trabalhar na área. É surpreendente, no mínimo, ver Luís Raposo, Director do Museu Nacional de Arqueologia, ou Simonetta Luz Afonso, Presidente do Instituto Camões até há bem pouco tempo, ou Raquel Henriques da Silva, a anterior Directora do Instituto Português dos Museus, a subscrever um texto que acusa o Ministério da Cultura de "resultados catastróficos", "perda de horizonte político estratégico e desqualificação operacional e técnica dos serviços do Estado", "risco de regressão irremediável", "destruição de bens patrimoniais e paralisia dos serviços", "desorçamentação galopante e insuficiência de quadros técnicos e de suporte", etc. Depois do violento artigo de Cláudio Torres, Raquel Henriques da Silva, Walter Rossa e José Aguiar, no Público de 23 de Abril, é a segunda vez em meio ano que associações e especialistas de defesa do património vêm contestar abertamente a política para o sector. Alguns dos protagonistas da revolta são responsáveis por museus nacionais. Por bem menos do que isto, Dalila Rodrigues foi demitida do Museu Nacional de Arte Antiga.Há algo de muito podre no reino da Ajuda.

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