A respeito da ficção "socrática" da avaliação de desempenho dos professores [sublinhados meus]:'(...) Se tivermos paciência para passar os olhos pelos documentos que vão sendo elaborados nas Escolas, como guias da aferição da prestação dos docentes, constatamos, rapidamente, que os mesmos, estribados nas orientações emanadas pela tutela, se orientam por critérios eficientistas que buscam o sucesso a todo o custo (...) tornando os docentes reféns dos seus discentes.(...)Fazer das notas atribuídas um critério de avaliação torna-se, pois, chocante, (...) porque a tarefa que cada professor abraça se projecta na emergência de uma obrigação de meios (o docente deve envidar todos os esforços para ensinar, não podendo garantir o resultado que pretende, porque o mesmo está dependente de uma miríade de variáveis e do contributo directo e incontornável do discente).'Mafalda Miranda Barbosa, Nem tanto ao mar...
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A respeito da ficção "socrática" da avaliação de desempenho dos professores [sublinhados meus]:'(...) Se tivermos paciência para passar os olhos pelos documentos que vão sendo elaborados nas Escolas, como guias da aferição da prestação dos docentes, constatamos, rapidamente, que os mesmos, estribados nas orientações emanadas pela tutela, se orientam por critérios eficientistas que buscam o sucesso a todo o custo (...) tornando os docentes reféns dos seus discentes.(...)Fazer das notas atribuídas um critério de avaliação torna-se, pois, chocante, (...) porque a tarefa que cada professor abraça se projecta na emergência de uma obrigação de meios (o docente deve envidar todos os esforços para ensinar, não podendo garantir o resultado que pretende, porque o mesmo está dependente de uma miríade de variáveis e do contributo directo e incontornável do discente).'Mafalda Miranda Barbosa, Nem tanto ao mar...