Cravo de Abril: A MULHER DE CÉSAR

21-05-2011
marcar artigo


Já aqui falei da ida de Jorge Coelho para CEO da Mota-Engil.Se hoje volto à questão é porque o Expresso, na sua última edição, avança com mais alguns dados sobre a matéria.Jorge Coelho, enquanto ministro das Obras Públicas, atribuíu mais de mil milhões de euros em concessões à Mota-Engil.Quando o então ministro Jorge Coelho despachou a favor da Mota-Engil, era secretário de Estado Luís Parreirão - que, mal deixou o cargo governamental, passou a ser um dos principais gestores da Mota-Engil.Aliás, a entrada de Jorge Coelho na Mota-Engil não é mais do que o cumprimento de uma tradição - já que entre os actuais administradores da Empresa está o também ex-ministro das Obras Públicas (PSD), Valente de Oliveira.E, para que a tradição seja completa, Valente de Oliveira está também ligado à atribuição de vultosas concessões à Empresa.O peso das encomendas do Estado corresponde a cerca de 60% da facturação da Mota-Engil.Por tudo isto, diz o Expresso, a Mota-Engil é conhecida no meio como «a construtora do regime».Segundo o Presidente da Mota-Engil, «Jorge Coelho é uma mais-valia para o grupo nesta nova fase de desenvolvimento, pois é um gestor determinado».Quem há aí que de tal duvide?Jorge Coelho explicou que «não sou rico, preciso de trabalhar» - e repudiou liminarmente a ideia de que a sua ida para a Mota-Engil estivesse ligada a qualquer favorecimento seu à empresa de que agora é CEO.O repúdio era desnecessário pela simples razão de que se tivesse havido qualquer favorecimento, Jorge Coelho não o iria confessar - isto digo eu...Em todo o caso, o ex-ministro das Obras Públicas conhece, certamente, a exigência de prova que os romanos faziam à mulher de César em matéria de honradez: mais do que sê-lo é preciso parecê-lo...


Já aqui falei da ida de Jorge Coelho para CEO da Mota-Engil.Se hoje volto à questão é porque o Expresso, na sua última edição, avança com mais alguns dados sobre a matéria.Jorge Coelho, enquanto ministro das Obras Públicas, atribuíu mais de mil milhões de euros em concessões à Mota-Engil.Quando o então ministro Jorge Coelho despachou a favor da Mota-Engil, era secretário de Estado Luís Parreirão - que, mal deixou o cargo governamental, passou a ser um dos principais gestores da Mota-Engil.Aliás, a entrada de Jorge Coelho na Mota-Engil não é mais do que o cumprimento de uma tradição - já que entre os actuais administradores da Empresa está o também ex-ministro das Obras Públicas (PSD), Valente de Oliveira.E, para que a tradição seja completa, Valente de Oliveira está também ligado à atribuição de vultosas concessões à Empresa.O peso das encomendas do Estado corresponde a cerca de 60% da facturação da Mota-Engil.Por tudo isto, diz o Expresso, a Mota-Engil é conhecida no meio como «a construtora do regime».Segundo o Presidente da Mota-Engil, «Jorge Coelho é uma mais-valia para o grupo nesta nova fase de desenvolvimento, pois é um gestor determinado».Quem há aí que de tal duvide?Jorge Coelho explicou que «não sou rico, preciso de trabalhar» - e repudiou liminarmente a ideia de que a sua ida para a Mota-Engil estivesse ligada a qualquer favorecimento seu à empresa de que agora é CEO.O repúdio era desnecessário pela simples razão de que se tivesse havido qualquer favorecimento, Jorge Coelho não o iria confessar - isto digo eu...Em todo o caso, o ex-ministro das Obras Públicas conhece, certamente, a exigência de prova que os romanos faziam à mulher de César em matéria de honradez: mais do que sê-lo é preciso parecê-lo...

marcar artigo