Cravo de Abril: A ESCOLHA DE MARCELO

29-05-2010
marcar artigo


Marcelo Rebelo de Sousa, nas suas «escolhas» escolheu o slogan da «mudança» adoptado pelo PS para as legislativas de 2009.Tão bom é o slogan que Marcelo acha que foi pena o PSD não se ter antecipado, agarrando a ideia da «mudança»... mas, paciência, atrasou-se e agora adeus «mudança» laranja...O raciocínio de Marcelo é um exemplo perfeito de como funciona a lógica politiqueira dominante, segundo a qual as palavras não contam pelo seu verdadeiro significado mas sim por um significado instrumentalista que lhes é imposto - e que acaba por vingar à custa da sua exaustiva e intensiva repetição, designadamente através de comentadores como Marcelo.A palavra «mudança», atirada como promessa eleitoral (seja pelo PS, seja pelo PSD) é uma mentira, uma fraude, uma flagrante manifestação do conto do vigário.Na verdade, nenhum desses partidos quer «mudança» nenhuma, bem pelo contrário.Recorde-se que PS e PSD são os protagonistas essenciais da velha e inalterável política de direita que há 32 anos têm vindo a praticar em síncrona alternância - política que ambos querem continuar após as eleições de 2009.No que respeita aos 4 deputados do PS (entre eles Manuel Alegre) que votaram contra o Código do Trabalho, Marcelo considera que «dá jeito ao PS ter alguém que se demarque à esquerda».Claro que dá jeito ao PS: ó se dá!Todos nos lembramos de como esta «demarcação à esquerda» (que, no caso do deputado Alegre já conta com 32 anos...) tem dado jeito ao PS...Todavia é bom não esquecer que, dando jeito ao PS, dá um jeitão à política de direita.Essa política em relação à qual nem o PS nem o PSD querem ouvir falar de mudança...Essa política que Marcelo, enquanto comentador independente, vem defender todas as semanas na televisão dita pública - e que é a sua escolha primeira e fundamental.


Marcelo Rebelo de Sousa, nas suas «escolhas» escolheu o slogan da «mudança» adoptado pelo PS para as legislativas de 2009.Tão bom é o slogan que Marcelo acha que foi pena o PSD não se ter antecipado, agarrando a ideia da «mudança»... mas, paciência, atrasou-se e agora adeus «mudança» laranja...O raciocínio de Marcelo é um exemplo perfeito de como funciona a lógica politiqueira dominante, segundo a qual as palavras não contam pelo seu verdadeiro significado mas sim por um significado instrumentalista que lhes é imposto - e que acaba por vingar à custa da sua exaustiva e intensiva repetição, designadamente através de comentadores como Marcelo.A palavra «mudança», atirada como promessa eleitoral (seja pelo PS, seja pelo PSD) é uma mentira, uma fraude, uma flagrante manifestação do conto do vigário.Na verdade, nenhum desses partidos quer «mudança» nenhuma, bem pelo contrário.Recorde-se que PS e PSD são os protagonistas essenciais da velha e inalterável política de direita que há 32 anos têm vindo a praticar em síncrona alternância - política que ambos querem continuar após as eleições de 2009.No que respeita aos 4 deputados do PS (entre eles Manuel Alegre) que votaram contra o Código do Trabalho, Marcelo considera que «dá jeito ao PS ter alguém que se demarque à esquerda».Claro que dá jeito ao PS: ó se dá!Todos nos lembramos de como esta «demarcação à esquerda» (que, no caso do deputado Alegre já conta com 32 anos...) tem dado jeito ao PS...Todavia é bom não esquecer que, dando jeito ao PS, dá um jeitão à política de direita.Essa política em relação à qual nem o PS nem o PSD querem ouvir falar de mudança...Essa política que Marcelo, enquanto comentador independente, vem defender todas as semanas na televisão dita pública - e que é a sua escolha primeira e fundamental.

marcar artigo