Lopes responde

14-01-2011
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"Extremistas foram as promulgações" do PR

O comício do arranque oficial da campanha eleitoral de Francisco Lopes ficou ontem marcada pela resposta aos avisos de Cavaco Silva contra os radicais e extremistas. No Palácio de Cristal, Porto, Francisco Lopes retribuiu a acusação, considerando o "maior radicalismo e extremismo" o cadastro político do actual Presidente da República (PR), onde elencou a "liquidação de Portugal como nação soberana e independente". "Não há mais radicalismo e extremismo que esta opção contra o país e este povo", rematou o comunista.

O ataque ao candidato apoiado pelo PSD e CDS implicou ainda a referência ao BPN e BPP, acusando-o de "responsabilidade em decisões políticas" que trouxeram "para o erário público a factura de milhares de milhões de euros".

Lopes atacou ainda a "instrumentalização ruidosa da pobreza", por parte do candidato apoiado pela direita, acusando-o de manter um "silêncio de chumbo" perante os "privilégios fiscais concedidos ao capital".

Também o secretário-geral, Jerónimo de Sousa, havia apontado baterias ao actual Presidente. "Cavaco Silva nunca foi nem é o salvador da pátria que a propaganda de auto-elogio sem limites quer fazer crer. Apenas acrescenta arrogância à arrogância de José Sócrates."

Os ataques a Cavaco pesam mais, por exemplo, que aos adversários directos da candidatura. Ainda que surjam referências para tentar colar Alegre, Nobre e Defensor às medidas de austeridade do Governo, a maior parte das intervenções serve para verbalizar a estratégia definida pelo PCP: "Contribuir para a derrota de Cavaco Silva", frisou Jerónimo de Sousa. N.S.L.

"Extremistas foram as promulgações" do PR

O comício do arranque oficial da campanha eleitoral de Francisco Lopes ficou ontem marcada pela resposta aos avisos de Cavaco Silva contra os radicais e extremistas. No Palácio de Cristal, Porto, Francisco Lopes retribuiu a acusação, considerando o "maior radicalismo e extremismo" o cadastro político do actual Presidente da República (PR), onde elencou a "liquidação de Portugal como nação soberana e independente". "Não há mais radicalismo e extremismo que esta opção contra o país e este povo", rematou o comunista.

O ataque ao candidato apoiado pelo PSD e CDS implicou ainda a referência ao BPN e BPP, acusando-o de "responsabilidade em decisões políticas" que trouxeram "para o erário público a factura de milhares de milhões de euros".

Lopes atacou ainda a "instrumentalização ruidosa da pobreza", por parte do candidato apoiado pela direita, acusando-o de manter um "silêncio de chumbo" perante os "privilégios fiscais concedidos ao capital".

Também o secretário-geral, Jerónimo de Sousa, havia apontado baterias ao actual Presidente. "Cavaco Silva nunca foi nem é o salvador da pátria que a propaganda de auto-elogio sem limites quer fazer crer. Apenas acrescenta arrogância à arrogância de José Sócrates."

Os ataques a Cavaco pesam mais, por exemplo, que aos adversários directos da candidatura. Ainda que surjam referências para tentar colar Alegre, Nobre e Defensor às medidas de austeridade do Governo, a maior parte das intervenções serve para verbalizar a estratégia definida pelo PCP: "Contribuir para a derrota de Cavaco Silva", frisou Jerónimo de Sousa. N.S.L.

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