AO VOLANTE DO PODER: JN ENTREVISTA PEDRO FARIA NA EDIÇÃO DE HOJE

23-12-2009
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"O poder sobe à cabeça de alguns políticos" (Entrevista realizada pelo jornalista Sérgio Almeida)O seu trajecto de vida é invulgar. Olhando para trás, que sensações o assaltam? Tomaria exactamente as mesmas opções, sobretudo a de servir o Estado português em Nova Iorque com dedicação e empenho. Não me arrependo de ter ajudado toda aquela multidão de políticos e personalidades nas mais diversas visitas e orgulho-me de ter participado em momentos-chave da vida política portuguesa. É frequente dizer-se que o poder sobe à cabeça de quem ocupa lugares públicos. Sentiu esse deslumbramento nos políticos? Senti uma grande dose de profissionalismo e seriedade em muitos casos e posso citar Jaime Gama, Freitas do Amaral, Cavaco Silva, João de Deus Pinheiro, Maria de Lourdes Pintasilgo, Teixeira dos Santos, Júlio Vasconcelos, Sousa Franco, João Quintela Paixão ou Fernando Nogueira, só para citar alguns. É evidente que havia outros que deixavam que o poder lhes subisse à cabeça.Atendendo às dificuldades económicas de milhões de portugueses, não podem ser considerados como luxos as mordomias que rodeiam a estadia dos políticos?Podem. Cabe agora aos leitores e à opinião pública em geral avaliar certos episódios narrados. Como trabalhei com muitos políticos, não gostaria de ver as pessoas a generalizar sobre toda a classe política.Gostaria que lessem o livro como um todo e tirassem as suas ilações em relação a esta ou aquela personalidade menos honesta.Pôde comprovar que o exercício do poder é solitário? O político, por norma, é um ser solitário e que tem de lidar com as pressões, os pedidos, as invejas do meio. Manter-se firme, sério, honesto e íntegro na política não é fácil. Daí eu sentir orgulho de ter privado na intimidade com muitas dessas pessoas.Regressou de vez? Vivo entre Portugal e os Estados Unidos. Ainda recentemente, em Junho e Setembro, transportei a comitiva de José Sócrates e Cavaco Silva em Nova Iorque e em Washington.


"O poder sobe à cabeça de alguns políticos" (Entrevista realizada pelo jornalista Sérgio Almeida)O seu trajecto de vida é invulgar. Olhando para trás, que sensações o assaltam? Tomaria exactamente as mesmas opções, sobretudo a de servir o Estado português em Nova Iorque com dedicação e empenho. Não me arrependo de ter ajudado toda aquela multidão de políticos e personalidades nas mais diversas visitas e orgulho-me de ter participado em momentos-chave da vida política portuguesa. É frequente dizer-se que o poder sobe à cabeça de quem ocupa lugares públicos. Sentiu esse deslumbramento nos políticos? Senti uma grande dose de profissionalismo e seriedade em muitos casos e posso citar Jaime Gama, Freitas do Amaral, Cavaco Silva, João de Deus Pinheiro, Maria de Lourdes Pintasilgo, Teixeira dos Santos, Júlio Vasconcelos, Sousa Franco, João Quintela Paixão ou Fernando Nogueira, só para citar alguns. É evidente que havia outros que deixavam que o poder lhes subisse à cabeça.Atendendo às dificuldades económicas de milhões de portugueses, não podem ser considerados como luxos as mordomias que rodeiam a estadia dos políticos?Podem. Cabe agora aos leitores e à opinião pública em geral avaliar certos episódios narrados. Como trabalhei com muitos políticos, não gostaria de ver as pessoas a generalizar sobre toda a classe política.Gostaria que lessem o livro como um todo e tirassem as suas ilações em relação a esta ou aquela personalidade menos honesta.Pôde comprovar que o exercício do poder é solitário? O político, por norma, é um ser solitário e que tem de lidar com as pressões, os pedidos, as invejas do meio. Manter-se firme, sério, honesto e íntegro na política não é fácil. Daí eu sentir orgulho de ter privado na intimidade com muitas dessas pessoas.Regressou de vez? Vivo entre Portugal e os Estados Unidos. Ainda recentemente, em Junho e Setembro, transportei a comitiva de José Sócrates e Cavaco Silva em Nova Iorque e em Washington.

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