Direcção de informação da TVI prepara "reposicionamento editorial" da estação

09-04-2011
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José Alberto Carvalho, actual director de informação da TVI, confessa que não sentiu que devia entrar mais cedo na TVI quando, no passado dia 23 assistiu, dos bastidores, à demissão do primeiro-ministro. E a sua adjunta, Judite de Sousa, confessa que nem sequer estava no país. A primeira conversa do director de informação com a redacção da TVI aconteceu só esta segunda-feira, dia 4 de Abril, à noite, afirmaram hoje num primeiro encontro com jornalistas.

“Quando saí da SIC para a RTP também rebentou a guerra no Afeganistão”, recorda José Alberto Carvalho sobre outro momento de transição em que foi obrigado a ver as notícias acontecerem enquanto estava nos bastidores.

“Havia pessoas em plenitude de funções. Estas alterações são muito perturbadoras numa empresa. Mas olhando para trás acho que correu tudo bastante bem e não podia ter sido mais bem recebido. Todos temos respeito pessoal e profissional uns pelos outros”.

E Judite de Sousa confessa que foi fácil, em plena crise nacional e num momento crucial para o jornalismo, apanhar o comboio: “Não senti profissionalmente uma grande perda porque rapidamente se apanha o comboio, como se depreende pelo trabalho que temos realizado nos últimos dias”, diz, em alusão às entrevistas com o ministro das Finanças, no dia 31 de Março, e com os principais banqueiros portugueses que tem realizado esta semana e que têm marcado a actualidade.

Sobre o futuro, o director de informação lança as primeiras cartas: “Preparamos um reposicionamento editorial que permita trazer ainda mais portugueses à TVI e reforçar a sua liderança”. Trabalho, responsabilidade e ousadia” são palavras que usa para descrever o que planeia para a informação da estação.

“Queremos transmitir aos portugueses o melhor jornalismo que somos capazes de fazer. Foi esta frase que transmiti á redacção, em forma de resumo”, afirmou, recusando falar do passado e das críticas feitas ao posicionamento da informação da TVI, protagonizadas pelo Jornal de Sexta de Manuela Moura Guedes.

António Vitorino na mira

“Estamos a preparar um trabalho surpreendente para os portugueses. Qualquer analogia com o que se faz hoje em televisão será errada. Será um projecto cenográfico e de conteúdos diferente do que temos no ar em Portugal. E José Alberto Carvalho não levanta mais nenhuma ponta do véu.

Judite de Sousa resume aquele que é o objectivo da equipa que integra: “Marcar a opinião, a agenda nacional, é o ponto. De certa forma isso já está a acontecer na TVI”.

A equipa directiva da informação do canal de Queluz não põe de lado o regresso de António Vitorino ao comentário político televisivo, ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa.

“António Vitorino tem um conjunto de características que o demarcam. E foram cinco anos de óptimos resultados na RTP”, refere Judite de Sousa. “Se for possível teremos o dr. António Vitorino na TVI. Disso não tenho nenhuma dúvida”.

Mas José Alberto Carvalho reconhece que a mudança da informação da TVI, com destaque para já para a informação do canal generalista, será uma corrida de fundo. “Trata-se de alterações a longo prazo. Não vamos chegar e dizer que somos os maiores. As coisas não são assim.”

Já Judite de Sousa frisa: “O importante é gerar influência com a informação da TVI. O país está ao rubro na informação. Serão dois meses muito importantes, um desafio grande para a comunicação social. Temos de ter a capacidade de chegar a pessoas que não são fáceis, temos de usar o nosso capital profissional para chegar até elas”.

José Alberto Carvalho, actual director de informação da TVI, confessa que não sentiu que devia entrar mais cedo na TVI quando, no passado dia 23 assistiu, dos bastidores, à demissão do primeiro-ministro. E a sua adjunta, Judite de Sousa, confessa que nem sequer estava no país. A primeira conversa do director de informação com a redacção da TVI aconteceu só esta segunda-feira, dia 4 de Abril, à noite, afirmaram hoje num primeiro encontro com jornalistas.

“Quando saí da SIC para a RTP também rebentou a guerra no Afeganistão”, recorda José Alberto Carvalho sobre outro momento de transição em que foi obrigado a ver as notícias acontecerem enquanto estava nos bastidores.

“Havia pessoas em plenitude de funções. Estas alterações são muito perturbadoras numa empresa. Mas olhando para trás acho que correu tudo bastante bem e não podia ter sido mais bem recebido. Todos temos respeito pessoal e profissional uns pelos outros”.

E Judite de Sousa confessa que foi fácil, em plena crise nacional e num momento crucial para o jornalismo, apanhar o comboio: “Não senti profissionalmente uma grande perda porque rapidamente se apanha o comboio, como se depreende pelo trabalho que temos realizado nos últimos dias”, diz, em alusão às entrevistas com o ministro das Finanças, no dia 31 de Março, e com os principais banqueiros portugueses que tem realizado esta semana e que têm marcado a actualidade.

Sobre o futuro, o director de informação lança as primeiras cartas: “Preparamos um reposicionamento editorial que permita trazer ainda mais portugueses à TVI e reforçar a sua liderança”. Trabalho, responsabilidade e ousadia” são palavras que usa para descrever o que planeia para a informação da estação.

“Queremos transmitir aos portugueses o melhor jornalismo que somos capazes de fazer. Foi esta frase que transmiti á redacção, em forma de resumo”, afirmou, recusando falar do passado e das críticas feitas ao posicionamento da informação da TVI, protagonizadas pelo Jornal de Sexta de Manuela Moura Guedes.

António Vitorino na mira

“Estamos a preparar um trabalho surpreendente para os portugueses. Qualquer analogia com o que se faz hoje em televisão será errada. Será um projecto cenográfico e de conteúdos diferente do que temos no ar em Portugal. E José Alberto Carvalho não levanta mais nenhuma ponta do véu.

Judite de Sousa resume aquele que é o objectivo da equipa que integra: “Marcar a opinião, a agenda nacional, é o ponto. De certa forma isso já está a acontecer na TVI”.

A equipa directiva da informação do canal de Queluz não põe de lado o regresso de António Vitorino ao comentário político televisivo, ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa.

“António Vitorino tem um conjunto de características que o demarcam. E foram cinco anos de óptimos resultados na RTP”, refere Judite de Sousa. “Se for possível teremos o dr. António Vitorino na TVI. Disso não tenho nenhuma dúvida”.

Mas José Alberto Carvalho reconhece que a mudança da informação da TVI, com destaque para já para a informação do canal generalista, será uma corrida de fundo. “Trata-se de alterações a longo prazo. Não vamos chegar e dizer que somos os maiores. As coisas não são assim.”

Já Judite de Sousa frisa: “O importante é gerar influência com a informação da TVI. O país está ao rubro na informação. Serão dois meses muito importantes, um desafio grande para a comunicação social. Temos de ter a capacidade de chegar a pessoas que não são fáceis, temos de usar o nosso capital profissional para chegar até elas”.

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