PALAVROSSAVRVS REX: PAÍS DO NUNCA, DO ZERO, DO NADA

24-12-2009
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Simulacro de democracia, caricatura de legalidade, farsa completa em economia, o País mais órfão de si que imaginar se possa seguirá igual a si mesmo na sua dormente irrelevância. Decadente e mortiço, Portugal esfuma-se e em breve, da sua história milenar, restará um pífio e mesquinho epitáfio: «Aqui jaz Portugal ludibriado, morto, enterrado e acabado às mãos sornas de um FdP bem vestido.» Evidentemente que o PR, esfíngico como é, ao classificar como 'questão de estado' a questão Freeport, ou Portugal nas Minhas Mãos, a prova cabal da berlusconização do poder judicial e da paralisia estratégica e selectiva da justiça em Portugal deixa margem para muitas dúvidas conceptuais. E Jerónimo de Sousa simplesmente as enuncia como qualquer de nós as deve enunciar ao dizer hoje que o caso Freeport é uma questão de justiça, considerando que seria importante "descodificar" a expressão utilizada pelo Presidente da República de que se trata de um "assunto de Estado": «Neste momento é uma questão de Justiça, de apuramento da verdade». Nós tememos que, pelo paternalismo em lapso da PGA Cândida Almeida, o sacrifício da justiça e a rasura da verdade se tenham transformado em factos consumados ou Portugal no seu pior. Abjectamente, nem os agentes do sistema fazem o que devem para que o Regime não pareça resvalar para o abismo e para o mais irreversível apodrecimento. Resvala. E não o fará inodoramente. Não nos tratarão por estúpidos indefinidamente.lkj«MORRER NA PRAIA Mansamente, como quase tudo o que é "espectacular" em Portugal, o "caso Freeport" apresta-se a morrer na praia. Já foi "desviado" para coisas interessantíssimas como compras de andares, um tio que vota no PSD, um primo a caminho do budismo, umas declarações estapafúrdias de umas secretárias de Alcochete, uns e-mails surrealistas que só comprometem quem os escreveu. E até se descobriu que, afinal, o SFO britânico teve de despedir uma data de gente por "incompetência". Os ingleses, pelos vistos, não têm a sorte de possuir uma "justiça" como a nossa, de uma eficácia e de uma eficiência "mediáticas" à prova de bala. Saber o que é que o sobrinho daquele tio fez - aparentemente escandalizado depois de lhe ter dito que alguém queria "uns dinheiros" - quando se encontrou com os "promotores" da coisa, a pressa no licenciamento, a alteração da ZPE do estuário do Tejo para "caber" o trambolho, os EIA's e as voltas que deram, em suma, o tráfico de influências, tudo isso caminha para o costumeiro limbo processual. Sócrates, provavelmente já a partir do final do mês, após o seu congresso albanês, sucederá a Mário Soares como o novo "pai da pátria". Aliás, a pátria merece-o. Como disse Gore Vidal de Nixon, ele, Sócrates, é o que nós somos e nós somos o que ele é.»lkjJoão Gonçalves, in PdP


Simulacro de democracia, caricatura de legalidade, farsa completa em economia, o País mais órfão de si que imaginar se possa seguirá igual a si mesmo na sua dormente irrelevância. Decadente e mortiço, Portugal esfuma-se e em breve, da sua história milenar, restará um pífio e mesquinho epitáfio: «Aqui jaz Portugal ludibriado, morto, enterrado e acabado às mãos sornas de um FdP bem vestido.» Evidentemente que o PR, esfíngico como é, ao classificar como 'questão de estado' a questão Freeport, ou Portugal nas Minhas Mãos, a prova cabal da berlusconização do poder judicial e da paralisia estratégica e selectiva da justiça em Portugal deixa margem para muitas dúvidas conceptuais. E Jerónimo de Sousa simplesmente as enuncia como qualquer de nós as deve enunciar ao dizer hoje que o caso Freeport é uma questão de justiça, considerando que seria importante "descodificar" a expressão utilizada pelo Presidente da República de que se trata de um "assunto de Estado": «Neste momento é uma questão de Justiça, de apuramento da verdade». Nós tememos que, pelo paternalismo em lapso da PGA Cândida Almeida, o sacrifício da justiça e a rasura da verdade se tenham transformado em factos consumados ou Portugal no seu pior. Abjectamente, nem os agentes do sistema fazem o que devem para que o Regime não pareça resvalar para o abismo e para o mais irreversível apodrecimento. Resvala. E não o fará inodoramente. Não nos tratarão por estúpidos indefinidamente.lkj«MORRER NA PRAIA Mansamente, como quase tudo o que é "espectacular" em Portugal, o "caso Freeport" apresta-se a morrer na praia. Já foi "desviado" para coisas interessantíssimas como compras de andares, um tio que vota no PSD, um primo a caminho do budismo, umas declarações estapafúrdias de umas secretárias de Alcochete, uns e-mails surrealistas que só comprometem quem os escreveu. E até se descobriu que, afinal, o SFO britânico teve de despedir uma data de gente por "incompetência". Os ingleses, pelos vistos, não têm a sorte de possuir uma "justiça" como a nossa, de uma eficácia e de uma eficiência "mediáticas" à prova de bala. Saber o que é que o sobrinho daquele tio fez - aparentemente escandalizado depois de lhe ter dito que alguém queria "uns dinheiros" - quando se encontrou com os "promotores" da coisa, a pressa no licenciamento, a alteração da ZPE do estuário do Tejo para "caber" o trambolho, os EIA's e as voltas que deram, em suma, o tráfico de influências, tudo isso caminha para o costumeiro limbo processual. Sócrates, provavelmente já a partir do final do mês, após o seu congresso albanês, sucederá a Mário Soares como o novo "pai da pátria". Aliás, a pátria merece-o. Como disse Gore Vidal de Nixon, ele, Sócrates, é o que nós somos e nós somos o que ele é.»lkjJoão Gonçalves, in PdP

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