A temporada lírica e sinfónica possível?

16-09-2010
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Apesar disso a temporada lírica e sinfónica 2010/2011 do teatro, em Lisboa, foi ontem apresentada com pomba e circunstância: a soprano Ana Franco acompanhada ao piano, cantou a famosa ária O mio babbino caro de Puccini e à conferência de imprensa, que decorreu no Salão Nobre do São Carlos, não faltaram convidados ilustres.

"Este teatro tem de facto problemas muito sérios mas posso garantir-vos que nunca virão para a praça pública: serão discutidos na intimidade do meu gabinete e do da senhora ministra da Cultura", avisou Jorge Salavisa referindo-se também à dificuldade que tiveram em programar a temporada em três meses, devido à rescisão do contrato com o anterior director artístico do São Carlos, Christoph Dammann, em Abril.

Só com "a entrega" das pessoas que ali trabalham é que foi possível pôr de pé a programação que foi ontem apresentada, disse Salavisa ressalvando que não se tratava de "um lamento" mas de "uma constatação". A programação foi feita em sete semanas, com Martin André muitas vezes ausente, através de vídeo-conferência. E foi herdada do anterior director artístico que já a tinha concebido à volta de três ilhas: os espectáculos D. Branca, Kátìa Kabanová e Banksters. Apesar de a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, ter dito que esta era uma temporada "ampliada, consistente e credível" em conformidade com o que é esperado da instituição, o tom da conferência de imprensa foi quase de desculpa.

Salavisa esclareceu que foi convidado pela ministra da Cultura "sobretudo" para estabelecer diálogo com os directores artísticos. E que "isso tem sido um prazer". Disse já ter iniciado diálogo com Luísa Taveira, que será a próxima directora da Companhia Nacional de Bailado (apesar de a tutela continuar a não o confirmar). Anunciou o regresso de Giovanni Andreoli, que tinha estado em conflito com o ex-director artístico, como maestro titular do coro. E disse que Julia Jones se mantém como maestrina titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa e que uma nova estratégia fará com que a Orquestra esteja permanentemente a tocar.

Nesta temporada a ópera D. Branca, de Alfredo Keill (Comemorações da República) que já tinha sido adiada será feita em versão concerto porque não houve tempo para se fazer uma encenação. La Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni, também será apresentada em versão concerto recorrendo a "um novo conceito" da ópera contada. E Hansel e Gretel, de Humperdinck, será vista no Teatro Camões, em português. Paint Me, de Luís Tinoco, com libreto de Stephen Plaice será uma co-produção com a Culturgest, e Kátìa Kabanová, de Janacek, uma co-produção com a English National Opera. Com direcção musical de Martin André, Gianni Schicchi & Blue Monday, respectivamente de Puccini e Gershwin, irão ter encenação de André Teodósio. E a ópera "burlesca, satírica e irónica" Banksters, de Nuno Corte-Real, com libreto de Vasco Graça Moura, terá encenação de João Botelho.

Em colaboração com a Cinemateca Portuguesa e no âmbito da Quinzena Nino Rota, o São Carlos apresentará Il Capello di Paglia di Firenze, de Nino Rota. Por fim, Carmen de Bizet - que esteve para ser feita em versão concerto pela anterior direcção - terá encenação de Ricardo Pais. Encerrará a temporada lírica do Teatro Nacional de São Carlos.

Nos próximos anos Martin André espera ter Verdi, Puccini e Mozart como pilares principais. Em 2013 comemora-se o nascimento de Wagner e Verdi e o director artístico pensa já na temporada que deve ser feita a longo prazo. Como acontece em qualquer teatro europeu.

Apesar disso a temporada lírica e sinfónica 2010/2011 do teatro, em Lisboa, foi ontem apresentada com pomba e circunstância: a soprano Ana Franco acompanhada ao piano, cantou a famosa ária O mio babbino caro de Puccini e à conferência de imprensa, que decorreu no Salão Nobre do São Carlos, não faltaram convidados ilustres.

"Este teatro tem de facto problemas muito sérios mas posso garantir-vos que nunca virão para a praça pública: serão discutidos na intimidade do meu gabinete e do da senhora ministra da Cultura", avisou Jorge Salavisa referindo-se também à dificuldade que tiveram em programar a temporada em três meses, devido à rescisão do contrato com o anterior director artístico do São Carlos, Christoph Dammann, em Abril.

Só com "a entrega" das pessoas que ali trabalham é que foi possível pôr de pé a programação que foi ontem apresentada, disse Salavisa ressalvando que não se tratava de "um lamento" mas de "uma constatação". A programação foi feita em sete semanas, com Martin André muitas vezes ausente, através de vídeo-conferência. E foi herdada do anterior director artístico que já a tinha concebido à volta de três ilhas: os espectáculos D. Branca, Kátìa Kabanová e Banksters. Apesar de a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, ter dito que esta era uma temporada "ampliada, consistente e credível" em conformidade com o que é esperado da instituição, o tom da conferência de imprensa foi quase de desculpa.

Salavisa esclareceu que foi convidado pela ministra da Cultura "sobretudo" para estabelecer diálogo com os directores artísticos. E que "isso tem sido um prazer". Disse já ter iniciado diálogo com Luísa Taveira, que será a próxima directora da Companhia Nacional de Bailado (apesar de a tutela continuar a não o confirmar). Anunciou o regresso de Giovanni Andreoli, que tinha estado em conflito com o ex-director artístico, como maestro titular do coro. E disse que Julia Jones se mantém como maestrina titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa e que uma nova estratégia fará com que a Orquestra esteja permanentemente a tocar.

Nesta temporada a ópera D. Branca, de Alfredo Keill (Comemorações da República) que já tinha sido adiada será feita em versão concerto porque não houve tempo para se fazer uma encenação. La Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni, também será apresentada em versão concerto recorrendo a "um novo conceito" da ópera contada. E Hansel e Gretel, de Humperdinck, será vista no Teatro Camões, em português. Paint Me, de Luís Tinoco, com libreto de Stephen Plaice será uma co-produção com a Culturgest, e Kátìa Kabanová, de Janacek, uma co-produção com a English National Opera. Com direcção musical de Martin André, Gianni Schicchi & Blue Monday, respectivamente de Puccini e Gershwin, irão ter encenação de André Teodósio. E a ópera "burlesca, satírica e irónica" Banksters, de Nuno Corte-Real, com libreto de Vasco Graça Moura, terá encenação de João Botelho.

Em colaboração com a Cinemateca Portuguesa e no âmbito da Quinzena Nino Rota, o São Carlos apresentará Il Capello di Paglia di Firenze, de Nino Rota. Por fim, Carmen de Bizet - que esteve para ser feita em versão concerto pela anterior direcção - terá encenação de Ricardo Pais. Encerrará a temporada lírica do Teatro Nacional de São Carlos.

Nos próximos anos Martin André espera ter Verdi, Puccini e Mozart como pilares principais. Em 2013 comemora-se o nascimento de Wagner e Verdi e o director artístico pensa já na temporada que deve ser feita a longo prazo. Como acontece em qualquer teatro europeu.

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