FPF chumba estatutos e espera reacções do Governo e da FIFA

06-02-2011
marcar artigo

Mudança de posição da Associação de Futebol de Braga a meio da semana impediu a aprovação do novo regimento jurídico

Foi por poucos votos, mas voltou ontem a ser chumbada a proposta de novos estatutos na assembleia-geral (AG) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Uma mudança de posição de última hora da Associação de Futebol de Braga (ver caixa) acabou por garantir a vitória dos contestatários à proposta de alteração do quadro jurídico. E agora? Agora resta saber se a FIFA ou o Governo serão consequentes com as ameaças e penalizam (mais) severamente o organismo que tutela o futebol nacional, chamuscando definitivamente os clubes e selecção, nomeadamente com a suspensão total ou parcial da sua actividade desportiva.

Surpreendida a meio da semana com o anúncio de Carlos Coutada, líder associativo bracarense, de que iria votar contra o projecto estatutário, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), um dos principais promotores dos novos estatutos, ainda procurou minimizar os estragos que esta decisão provocaria na votação final na AG da FPF, mas, mesmo amealhando mais alguns aliados, já foi tarde de mais para impedir o inevitável. Os 25 votos minhotos foram suficientes para reprovar o documento, que necessitava de uma maioria qualificada de 75 por cento. No total, votaram a favor 70,6 por cento (353 votos) dos sócios ordinários, contra 29,4 por cento (147) contra.

Uma votação que levou Fernando Gomes, presidente da LPFP, a declarar esta AG "uma grande vitória". Foi, no entanto, um "triunfo" amargo e que manteve o futebol português fora do enquadramento legal do Regime Jurídico das Federações Desportivas, publicado pelo Governo no final de 2008.

O melhor do Público no email Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público. Subscrever ×

Manobras de bastidores

Vai prosseguir a guerra pelo poder na FPF, mantendo-se irredutíveis uma parte das associações distritais e regionais, lideradas por Lourenço Pinto, presidente da Associação de Futebol do Porto (ontem também apoiado pelas associações de classe dos enfermeiros e massagistas), em não aceitar qualquer alteração estaturária que comprometa a maioria que detém actualmente na composição da AG, órgão que, entre outras competências, elege o presidente federativo.

Como se calculava, os dias que antecederam a assembleia magna federativa foram pródigos em pressões e incursões de ambas as posições em confronto nas barricadas adversárias. Manobras de bastidores que não deixaram de produzir surpresas dos dois lados, mas, no final, voltaram a sorrir as associações contestatárias, que demonstraram não sentir nenhum tipo de receio de uma intervenção mais contundente por parte do Governo ou da FIFA, nomeadamente face às ameaças do organismo que gere o futebol mundial de suspender os clubes e selecções nacionais das competições europeias em que estão inseridos.

Mudança de posição da Associação de Futebol de Braga a meio da semana impediu a aprovação do novo regimento jurídico

Foi por poucos votos, mas voltou ontem a ser chumbada a proposta de novos estatutos na assembleia-geral (AG) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Uma mudança de posição de última hora da Associação de Futebol de Braga (ver caixa) acabou por garantir a vitória dos contestatários à proposta de alteração do quadro jurídico. E agora? Agora resta saber se a FIFA ou o Governo serão consequentes com as ameaças e penalizam (mais) severamente o organismo que tutela o futebol nacional, chamuscando definitivamente os clubes e selecção, nomeadamente com a suspensão total ou parcial da sua actividade desportiva.

Surpreendida a meio da semana com o anúncio de Carlos Coutada, líder associativo bracarense, de que iria votar contra o projecto estatutário, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), um dos principais promotores dos novos estatutos, ainda procurou minimizar os estragos que esta decisão provocaria na votação final na AG da FPF, mas, mesmo amealhando mais alguns aliados, já foi tarde de mais para impedir o inevitável. Os 25 votos minhotos foram suficientes para reprovar o documento, que necessitava de uma maioria qualificada de 75 por cento. No total, votaram a favor 70,6 por cento (353 votos) dos sócios ordinários, contra 29,4 por cento (147) contra.

Uma votação que levou Fernando Gomes, presidente da LPFP, a declarar esta AG "uma grande vitória". Foi, no entanto, um "triunfo" amargo e que manteve o futebol português fora do enquadramento legal do Regime Jurídico das Federações Desportivas, publicado pelo Governo no final de 2008.

O melhor do Público no email Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público. Subscrever ×

Manobras de bastidores

Vai prosseguir a guerra pelo poder na FPF, mantendo-se irredutíveis uma parte das associações distritais e regionais, lideradas por Lourenço Pinto, presidente da Associação de Futebol do Porto (ontem também apoiado pelas associações de classe dos enfermeiros e massagistas), em não aceitar qualquer alteração estaturária que comprometa a maioria que detém actualmente na composição da AG, órgão que, entre outras competências, elege o presidente federativo.

Como se calculava, os dias que antecederam a assembleia magna federativa foram pródigos em pressões e incursões de ambas as posições em confronto nas barricadas adversárias. Manobras de bastidores que não deixaram de produzir surpresas dos dois lados, mas, no final, voltaram a sorrir as associações contestatárias, que demonstraram não sentir nenhum tipo de receio de uma intervenção mais contundente por parte do Governo ou da FIFA, nomeadamente face às ameaças do organismo que gere o futebol mundial de suspender os clubes e selecções nacionais das competições europeias em que estão inseridos.

marcar artigo