Eco e Saviano pedem demissão de Silvio Berlusconi

06-02-2011
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Milhares de pessoas em Itália saíram ontem à rua para pedir a demissão do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, envolvido num escândalo sexual. "Il Cavaliere" já respondeu, dizendo ter "a pele dura" e lembrando a sondagem do início da semana segundo a qual continua a ser o preferido de 51 por cento para governar o país.

Nos arredores de Milão, mais de 9000 mil pessoas encheram uma sala de concertos e algumas centenas ficaram no exterior do edifício a assistir às intervenções através de televisores.

Foi aqui que os escritores Umberto Eco e Roberto Saviano (autor de Gomorra e perseguido pela máfia de Nápoles) apelaram à demissão do presidente do Conselho. "A nossa democracia vive refém", disse Saviano, pedindo uma revolta "contra a imagem de um país corrupto" e afirmando "o direito a sonhar com uma Itália mais limpa". "Estamos aqui para defender a honra de Itália", disse, por seu turno, o autor de O Nome da Rosa. O ex-Presidente Oscar Luigi Scalfaro também esteve no encontro, onde pediu que "cada cidadão actue para fazer triunfar a democracia sobre a antidemocracia".

Houve outros protestos ainda em Milão, de onde é natural Berlusconi, e noutras cidades. Em Florença, no Centro do país, 3000 pessoas juntaram-se para defender a dignidade das mulheres e protestar contra o "comportamento machista" do primeiro-ministro.

Milhares de pessoas em Itália saíram ontem à rua para pedir a demissão do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, envolvido num escândalo sexual. "Il Cavaliere" já respondeu, dizendo ter "a pele dura" e lembrando a sondagem do início da semana segundo a qual continua a ser o preferido de 51 por cento para governar o país.

Nos arredores de Milão, mais de 9000 mil pessoas encheram uma sala de concertos e algumas centenas ficaram no exterior do edifício a assistir às intervenções através de televisores.

Foi aqui que os escritores Umberto Eco e Roberto Saviano (autor de Gomorra e perseguido pela máfia de Nápoles) apelaram à demissão do presidente do Conselho. "A nossa democracia vive refém", disse Saviano, pedindo uma revolta "contra a imagem de um país corrupto" e afirmando "o direito a sonhar com uma Itália mais limpa". "Estamos aqui para defender a honra de Itália", disse, por seu turno, o autor de O Nome da Rosa. O ex-Presidente Oscar Luigi Scalfaro também esteve no encontro, onde pediu que "cada cidadão actue para fazer triunfar a democracia sobre a antidemocracia".

Houve outros protestos ainda em Milão, de onde é natural Berlusconi, e noutras cidades. Em Florença, no Centro do país, 3000 pessoas juntaram-se para defender a dignidade das mulheres e protestar contra o "comportamento machista" do primeiro-ministro.

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