Espanhóis votam nas eleições regionais e municipais a pensar nas gerais de Março

23-05-2011
marcar artigo

Foi assim que os principais partidos as encararam. A intervenção massiva dos líderes nacionais dos socialistas e dos conservadores, respectivamente Rodriguez Zapatero e Mariano Rajoy, em actos de campanha regional e local não tem outra interpretação possível. Neste ponto, a estratégia do Partido Popular saiu vencedora. Os socialistas do PSOE tiveram de se render à evidência. E assumir que a derrocada que as sondagens prognosticam, com a perda de praças-fortes como as cidades de Sevilha ou Barcelona, e de feudos históricos, como Extremadura e Castela-la-Mancha, é a factura, pesada, que têm de pagar.

Por isso não estranha que as duas semanas de campanha e a interminável pré-campanha tenham sido um deserto de propostas para uma rua, uma praça, uma cidade ou uma região. Pelo menos não houve enganos. À defensiva, os socialistas esgrimiram o voto do medo, argumentando que, com a vitória dos populares no escrutínio de hoje, a direita mais conservadora e reaccionária da Europa abre o caminho para o poder. Ao ataque, em pequenos municípios ou capitais de província, os “populares” falaram dos rigores da crise e prometeram emprego, emprego e mais emprego – que darão a partir de Março do próximo ano, quando começarem a governar a Espanha.

Não fosse a erupção do movimento dos indignados e as suas acampadas de denúncia, a campanha teria sido insípida e incolor. O desabafo dos descontentes, na sua maioria oriundos da esquerda, é mais uma confirmação da derrocada do PSOE. Se o movimento se aguentar até Março, será a verdadeira oposição aos conservadores.

Foi assim que os principais partidos as encararam. A intervenção massiva dos líderes nacionais dos socialistas e dos conservadores, respectivamente Rodriguez Zapatero e Mariano Rajoy, em actos de campanha regional e local não tem outra interpretação possível. Neste ponto, a estratégia do Partido Popular saiu vencedora. Os socialistas do PSOE tiveram de se render à evidência. E assumir que a derrocada que as sondagens prognosticam, com a perda de praças-fortes como as cidades de Sevilha ou Barcelona, e de feudos históricos, como Extremadura e Castela-la-Mancha, é a factura, pesada, que têm de pagar.

Por isso não estranha que as duas semanas de campanha e a interminável pré-campanha tenham sido um deserto de propostas para uma rua, uma praça, uma cidade ou uma região. Pelo menos não houve enganos. À defensiva, os socialistas esgrimiram o voto do medo, argumentando que, com a vitória dos populares no escrutínio de hoje, a direita mais conservadora e reaccionária da Europa abre o caminho para o poder. Ao ataque, em pequenos municípios ou capitais de província, os “populares” falaram dos rigores da crise e prometeram emprego, emprego e mais emprego – que darão a partir de Março do próximo ano, quando começarem a governar a Espanha.

Não fosse a erupção do movimento dos indignados e as suas acampadas de denúncia, a campanha teria sido insípida e incolor. O desabafo dos descontentes, na sua maioria oriundos da esquerda, é mais uma confirmação da derrocada do PSOE. Se o movimento se aguentar até Março, será a verdadeira oposição aos conservadores.

marcar artigo