A longa-metragem do realizador tailandês Apichatpong Weerasethakul, que recebeu a Palma de Ouro no domingo no Festival de Cannes, está a causar perplexidade.
Uncle Boonmee Who can Recall his Past Lives, em que um homem que está a morrer se senta à mesa com os fantasmas dos seus mortos e com as vidas que viveu em outras encarnações, deu origem a opiniões extremas e não deixou ninguém indiferente. A crítica divide-se: para uns trata-se de uma obra de arte; para outros, são duas horas de tédio.
"Mágico e desconcertante", considerou o jornal francês Libération, enquanto o espanhol El País só se lembrou de chamar à decisão do júri presidido por Tim Burton uma "grotesca Palma d"Ouro". O britânico The Times considera Uncle Boonmee "bizarro" mas também "fantástico". E para o Independent o júri "deixou-se seduzir por uma obra comovente que resiste a qualquer classificação". Num mundo dominado pelos grandes nomes de Hollywood, escreve-se no Independent, "ninguém negará a Uncle Boonmee... o seu lugar ao sol em Cannes".
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Pelo contrário, para Olivier Delcroix, do Le Figaro, esta Palma de Ouro devia passar a "Palma do aborrecimento". E mais: o júri recompensou "um filme hermético, lento e com um simbolismo obscuro, um castigo de duas horas que não se sabe a quem se dirige: uma bela Palma de Chumbo".
Também Carlos Boyero, do El País, considera que o júri partilhou do fascínio por "um hermetismo rebuscado, uma poética que não se vislumbra, uma linguagem patética". Para Boyero, o filme é "um conto absurdo e soporífero".
Em 2004, Apichatpong recebeu em Cannes o Prémio do Júri por Tropical Malady.
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A longa-metragem do realizador tailandês Apichatpong Weerasethakul, que recebeu a Palma de Ouro no domingo no Festival de Cannes, está a causar perplexidade.
Uncle Boonmee Who can Recall his Past Lives, em que um homem que está a morrer se senta à mesa com os fantasmas dos seus mortos e com as vidas que viveu em outras encarnações, deu origem a opiniões extremas e não deixou ninguém indiferente. A crítica divide-se: para uns trata-se de uma obra de arte; para outros, são duas horas de tédio.
"Mágico e desconcertante", considerou o jornal francês Libération, enquanto o espanhol El País só se lembrou de chamar à decisão do júri presidido por Tim Burton uma "grotesca Palma d"Ouro". O britânico The Times considera Uncle Boonmee "bizarro" mas também "fantástico". E para o Independent o júri "deixou-se seduzir por uma obra comovente que resiste a qualquer classificação". Num mundo dominado pelos grandes nomes de Hollywood, escreve-se no Independent, "ninguém negará a Uncle Boonmee... o seu lugar ao sol em Cannes".
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Pelo contrário, para Olivier Delcroix, do Le Figaro, esta Palma de Ouro devia passar a "Palma do aborrecimento". E mais: o júri recompensou "um filme hermético, lento e com um simbolismo obscuro, um castigo de duas horas que não se sabe a quem se dirige: uma bela Palma de Chumbo".
Também Carlos Boyero, do El País, considera que o júri partilhou do fascínio por "um hermetismo rebuscado, uma poética que não se vislumbra, uma linguagem patética". Para Boyero, o filme é "um conto absurdo e soporífero".
Em 2004, Apichatpong recebeu em Cannes o Prémio do Júri por Tropical Malady.