Ministra da Cultura já sabe quem quer para substituir Christoph Dammann à frente do São Carlos

01-04-2010
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Gabriela Canavilhas quer tudo resolvido em Abril. Actual director "não se coaduna" com o que o público espera do teatro nacional

A ministra da Cultura considera necessário substituir o director artístico do Teatro Nacional de São Carlos, Christoph Dammann, e disse-o ontem numa entrevista que deu à Antena 2. "Do meu ponto de vista, a direcção artística já provou que a sua linha estratégica e o seu conceito estético não se coadunam com aquilo que o público português espera" do São Carlos, disse Gabriela Canavilhas.

A ministra foi peremptória e considerou que "a insatisfação do público, da crítica, dos intervenientes, é cada vez mais notória". Disse que este "é, aliás, um processo que já vem de trás" e que "neste momento já não há qualquer dúvida de que é necessário substituir o director artístico" do Teatro Nacional de São Carlos.

Estão a decorrer conversações entre a tutela, a OPART, e o actual director artístico no sentido de se rescindir o contrato por "mútuo acordo", acrescentou, o que evitaria o pagamento das indemnizações previstas. Canavilhas disse ainda que já tem uma ideia de quem pretende para substituir Dammann, mas só quando as negociações estiverem terminadas é que o divulgará. A ministra espera que tudo se resolva durante o mês de Abril.

O alemão Christoph Dammann, doutorado em Musicologia, entrou para o Teatro Nacional de São Carlos no dia 1 de Junho de 2007. Nos primeiros tempos ainda dirigia simultaneamente a Ópera de Colónia. Mas entrou em regime de exclusividade no São Carlos como director artístico a 31 de Agosto de 2008. O seu contrato termina no dia 31 de Agosto de 2012.

O crítico e autor do blogue Letra de Forma, Augusto M. Seabra, também considera que a gestão de Dammann representa "o momento mais negro da história" do São Carlos desde a sua reabertura. "Pela escolha dos cantores e dos maestros, pelas aberrações de programação, pela obstinação dos mesmos nomes de amplas provas de mediocridade já dadas." Lembra que estatutariamente o teatro tem que apresentar uma programação de elevado nível artístico e os espectáculos apresentados pela gestão Dammann caracterizam-se por serem "péssimos". Substituí-lo é, pois, "imperioso", diz Seabra.

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Na mesma entrevista, Gabriela Canavilhas colocou a hipótese de afastar também o director do Museu Nacional de Arqueologia (MNA), Luís Raposo, mas acrescentou que "tudo depende do director". Considerou ser necessário fazer obras na Cordoaria para garantir que o edifício resiste à intervenção que vai ser feita e ao uso que lhe vai ser dado. Ao director caberá desenhar e projectar o novo modelo expositivo e adaptar o seu acervo ao novo espaço.

Luís Raposo continua a dizer aquilo que tem dito nos últimos dias: que não tem qualquer posição de princípio contra a transferência do MNA dos Jerónimos para a Cordoaria, mas não concorda com o timing escolhido e continua à espera que o ministério divulgue os estudos geotécnicos ou que dê um sinal de que os vai fazer. "Só me compete defender o acervo", disse ontem ao PÚBLICO, lembrando que é director do museu há 14 anos e que a sua nomeação não foi política, mas por concurso público. Raposo diz ainda que a sua primeira obrigação é a de fazer tudo para que o acervo do museu esteja seguro.

Gabriela Canavilhas quer tudo resolvido em Abril. Actual director "não se coaduna" com o que o público espera do teatro nacional

A ministra da Cultura considera necessário substituir o director artístico do Teatro Nacional de São Carlos, Christoph Dammann, e disse-o ontem numa entrevista que deu à Antena 2. "Do meu ponto de vista, a direcção artística já provou que a sua linha estratégica e o seu conceito estético não se coadunam com aquilo que o público português espera" do São Carlos, disse Gabriela Canavilhas.

A ministra foi peremptória e considerou que "a insatisfação do público, da crítica, dos intervenientes, é cada vez mais notória". Disse que este "é, aliás, um processo que já vem de trás" e que "neste momento já não há qualquer dúvida de que é necessário substituir o director artístico" do Teatro Nacional de São Carlos.

Estão a decorrer conversações entre a tutela, a OPART, e o actual director artístico no sentido de se rescindir o contrato por "mútuo acordo", acrescentou, o que evitaria o pagamento das indemnizações previstas. Canavilhas disse ainda que já tem uma ideia de quem pretende para substituir Dammann, mas só quando as negociações estiverem terminadas é que o divulgará. A ministra espera que tudo se resolva durante o mês de Abril.

O alemão Christoph Dammann, doutorado em Musicologia, entrou para o Teatro Nacional de São Carlos no dia 1 de Junho de 2007. Nos primeiros tempos ainda dirigia simultaneamente a Ópera de Colónia. Mas entrou em regime de exclusividade no São Carlos como director artístico a 31 de Agosto de 2008. O seu contrato termina no dia 31 de Agosto de 2012.

O crítico e autor do blogue Letra de Forma, Augusto M. Seabra, também considera que a gestão de Dammann representa "o momento mais negro da história" do São Carlos desde a sua reabertura. "Pela escolha dos cantores e dos maestros, pelas aberrações de programação, pela obstinação dos mesmos nomes de amplas provas de mediocridade já dadas." Lembra que estatutariamente o teatro tem que apresentar uma programação de elevado nível artístico e os espectáculos apresentados pela gestão Dammann caracterizam-se por serem "péssimos". Substituí-lo é, pois, "imperioso", diz Seabra.

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Na mesma entrevista, Gabriela Canavilhas colocou a hipótese de afastar também o director do Museu Nacional de Arqueologia (MNA), Luís Raposo, mas acrescentou que "tudo depende do director". Considerou ser necessário fazer obras na Cordoaria para garantir que o edifício resiste à intervenção que vai ser feita e ao uso que lhe vai ser dado. Ao director caberá desenhar e projectar o novo modelo expositivo e adaptar o seu acervo ao novo espaço.

Luís Raposo continua a dizer aquilo que tem dito nos últimos dias: que não tem qualquer posição de princípio contra a transferência do MNA dos Jerónimos para a Cordoaria, mas não concorda com o timing escolhido e continua à espera que o ministério divulgue os estudos geotécnicos ou que dê um sinal de que os vai fazer. "Só me compete defender o acervo", disse ontem ao PÚBLICO, lembrando que é director do museu há 14 anos e que a sua nomeação não foi política, mas por concurso público. Raposo diz ainda que a sua primeira obrigação é a de fazer tudo para que o acervo do museu esteja seguro.

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