por Célia Domingues. Fotografia Orlando Almeida/Global Imagens
A Associação do Bordado de Castelo Branco lançou um concurso público para admissão de bordadeiras. É o primeiro passo para salvaguardar a produção do bordado.
Castelo Branco prepara-se para relançar o bordado de Castelo Branco com a abertura da Escola Oficina, na qual será produzido e comercializado este produto genuíno da cidade albicastrense. «Trata-se de autênticas peças de arte, que podem ter um valor económico para a nossa região, sejam colchas, painéis ou outros artigos, diz o presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Morão. Para isso, sublinha o autarca, «tem de haver quem o produza com qualidade».
Recentemente constituída, a Associação do Bordado de Castelo Branco tem como associados a câmara, o Instituto Politécnico de Castelo Branco e a Associação para o Desenvolvimento da Raia Pinhal (Adraces). Esta última tem concluído um caderno de certificação destas peças, mas o selo de autenticidade nunca existiu.
A Escola Oficina funcionará com 12 postos de trabalho para bordadeiras e alunas que queiram aprender a arte de bordar. A Associação do Bordado abriu concurso público para a admissão de pessoal e, logo que o processo de selecção esteja concluído, o espaço de produção, exposição e venda dos primeiros bordados de Castelo Branco com certificação abrirá as portas no centro da cidade.
Desta forma, o município dá seguimento a um projecto aprovado na Assembleia da República mas ao qual o governo nunca deu seguimento.
Trata-se da lei para a promoção, valorização e certificação do bordado de Castelo Branco, elaborada e apresentada pelo ex-deputado do PS Fernando Serrasqueiro, nas vésperas da queda do governo presidido por Santana Lopes, subscrita também pelos restantes deputados do PS pelo distrito de Castelo Branco, entre os quais, na altura, José Sócrates. Com a eleição de um novo governo, a matéria foi depois recuperada pela deputada do mesmo partido Hortense Martins, que, passados quatro meses após a sua tomada de posse, conseguia a aprovação, por unanimidade, na Assembleia da República do projecto de lei em 26 de Março de 2006. Nos pressupostos do Projecto de Lei 132/2006 estava a criação de um centro para a promoção e valorização dos bordados de Castelo Branco. Este centro, tutelado pelo Ministério da Segurança Social e do Trabalho, teria a seu cargo a responsabilidade da promoção, do controlo, da certificação, da fiscalização e da qualidade dos bordados.
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por Célia Domingues. Fotografia Orlando Almeida/Global Imagens
A Associação do Bordado de Castelo Branco lançou um concurso público para admissão de bordadeiras. É o primeiro passo para salvaguardar a produção do bordado.
Castelo Branco prepara-se para relançar o bordado de Castelo Branco com a abertura da Escola Oficina, na qual será produzido e comercializado este produto genuíno da cidade albicastrense. «Trata-se de autênticas peças de arte, que podem ter um valor económico para a nossa região, sejam colchas, painéis ou outros artigos, diz o presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Morão. Para isso, sublinha o autarca, «tem de haver quem o produza com qualidade».
Recentemente constituída, a Associação do Bordado de Castelo Branco tem como associados a câmara, o Instituto Politécnico de Castelo Branco e a Associação para o Desenvolvimento da Raia Pinhal (Adraces). Esta última tem concluído um caderno de certificação destas peças, mas o selo de autenticidade nunca existiu.
A Escola Oficina funcionará com 12 postos de trabalho para bordadeiras e alunas que queiram aprender a arte de bordar. A Associação do Bordado abriu concurso público para a admissão de pessoal e, logo que o processo de selecção esteja concluído, o espaço de produção, exposição e venda dos primeiros bordados de Castelo Branco com certificação abrirá as portas no centro da cidade.
Desta forma, o município dá seguimento a um projecto aprovado na Assembleia da República mas ao qual o governo nunca deu seguimento.
Trata-se da lei para a promoção, valorização e certificação do bordado de Castelo Branco, elaborada e apresentada pelo ex-deputado do PS Fernando Serrasqueiro, nas vésperas da queda do governo presidido por Santana Lopes, subscrita também pelos restantes deputados do PS pelo distrito de Castelo Branco, entre os quais, na altura, José Sócrates. Com a eleição de um novo governo, a matéria foi depois recuperada pela deputada do mesmo partido Hortense Martins, que, passados quatro meses após a sua tomada de posse, conseguia a aprovação, por unanimidade, na Assembleia da República do projecto de lei em 26 de Março de 2006. Nos pressupostos do Projecto de Lei 132/2006 estava a criação de um centro para a promoção e valorização dos bordados de Castelo Branco. Este centro, tutelado pelo Ministério da Segurança Social e do Trabalho, teria a seu cargo a responsabilidade da promoção, do controlo, da certificação, da fiscalização e da qualidade dos bordados.