Casamento gay: «Resultado eleitoral não chega»

10-01-2011
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D.Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa insistiu, esta quinta-feira, na necessidade de reflexão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, defendendo não ser suficiente o Governo ter levado a votos o seu programa, escreve a Lusa.

«Não basta o argumento de que as eleições já explicaram, já manifestaram o pensar do povo português. Era necessário reflectir, pensar um pouco», disse o responsável pela Conferência Episcopal, depois da aprovação em Conselho de Ministros do diploma que permite alterações ao Código Civil, no sentido de viabilizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

«Pessoalmente, também estou convencido de que assistimos a um défice de participação cívica, isto é, os portugueses assistem passivamente ao desenrolar de certos acontecimentos e de certas leis que marcam um ritmo na sociedade portuguesa, quando deviam ser convidados a reflectir e naturalmente a poder consciencializar-se daquilo que está em questão», considerou.

«Não é meramente uma questão religiosa»

Questionado sobre a questão do referendo, que tem sido defendida por cidadãos católicos, D. Jorge Ortiga afirmou que o que está em causa não é meramente uma questão religiosa.

«Penso tratar-se de uma questão antropológica e por isso mesmo há determinadas realidades que não são determinadas com os resultados do referendo. Valem por si, têm a verdade que elas próprias encerram e não é o facto de ter a maioria dos portugueses de acordo com esta ou aquela posição que vai determinar-se que a verdade do casamento está no número», defendeu.

«Daí que tenhamos insistido sempre, como Igreja, que era oportuno que se fosse reflectindo de tal modo que os governantes vissem qual era o pensar dos portugueses e que tomassem uma medida que considerasse o que pudessem ser os direitos das pessoas homossexuais, sem equiparar ao estatuto da família», advogou D. Jorge Ortiga.

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D.Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa insistiu, esta quinta-feira, na necessidade de reflexão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, defendendo não ser suficiente o Governo ter levado a votos o seu programa, escreve a Lusa.

«Não basta o argumento de que as eleições já explicaram, já manifestaram o pensar do povo português. Era necessário reflectir, pensar um pouco», disse o responsável pela Conferência Episcopal, depois da aprovação em Conselho de Ministros do diploma que permite alterações ao Código Civil, no sentido de viabilizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

«Pessoalmente, também estou convencido de que assistimos a um défice de participação cívica, isto é, os portugueses assistem passivamente ao desenrolar de certos acontecimentos e de certas leis que marcam um ritmo na sociedade portuguesa, quando deviam ser convidados a reflectir e naturalmente a poder consciencializar-se daquilo que está em questão», considerou.

«Não é meramente uma questão religiosa»

Questionado sobre a questão do referendo, que tem sido defendida por cidadãos católicos, D. Jorge Ortiga afirmou que o que está em causa não é meramente uma questão religiosa.

«Penso tratar-se de uma questão antropológica e por isso mesmo há determinadas realidades que não são determinadas com os resultados do referendo. Valem por si, têm a verdade que elas próprias encerram e não é o facto de ter a maioria dos portugueses de acordo com esta ou aquela posição que vai determinar-se que a verdade do casamento está no número», defendeu.

«Daí que tenhamos insistido sempre, como Igreja, que era oportuno que se fosse reflectindo de tal modo que os governantes vissem qual era o pensar dos portugueses e que tomassem uma medida que considerasse o que pudessem ser os direitos das pessoas homossexuais, sem equiparar ao estatuto da família», advogou D. Jorge Ortiga.

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