Providência cautelar é apresentada hoje pela Liga. Gilberto Madaíl só avança com novas regras em vigor
Apresentar hoje uma providência cautelar para suspender as eleições de 5 de Fevereiro e forçar, ao mesmo tempo, a realização de uma assembleia geral (AG) para aprovar os novos estatutos. É esta a estratégia dos sócios da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que defendem que a instituição se adeque ao novo Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD), antes de escolherem os novos órgãos sociais. Estes são os recentes episódios da guerra pelo poder no órgão máximo do futebol nacional. O actual presidente, Gilberto Madaíl, aguarda o resultado destas diligências para avançar para um novo mandato.
As posições estão cada vez mais extremadas. De um lado, a grande maioria das associações distritais de futebol, que rejeitam a proposta de novos estatutos argumentando que estes prejudicam o futebol não profissional (que perderá o actual controlo que tem na assembleia geral da FPF); do outro, os restantes sócios, encabeçados pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que defendem a adaptação estatutária do RJFD e, só posteriormente, a realização de eleições. Do lado destes últimos está ainda Gilberto Madaíl, que está disponível para um novo mandato, mas só com o novo quadro legal.
Esta possibilidade foi recentemente comprometida pela decisão do presidente da AG, Avelino Ribeiro, de indeferir uma convocatória para a realização de uma reunião magna estatutária, alegando que já tinha desencadeado o processo eleitoral. Uma justificação que poderá ser esvaziada caso o tribunal concorde com os argumentos dos sócios pró-estatutos e defira a providência cautelar (que terá por base a actual situação de desconformidade estatutária da FPF com a lei), suspendendo as eleições de dia 5 de Fevereiro. Deixaria de haver incompatibilidade entre as duas reuniões magnas.
Para já, nem o presidente da AG nem a maioria das associações admitem qualquer adiamento ou suspensão das eleições. "Podem preparar as providências cautelares que entenderem", avisou Avelino Ribeiro, em declarações ao PÚBLICO: "Não sei por que falam em ilegalidade. Os actuais estatutos já existem há muitos anos. Garanto que não vou convocar AG nenhuma antes de decorrido o processo eleitoral."
Entretanto, a grande maioria das associações de futebol anunciou publicamente, anteontem, em Leiria, o seu apoio a Horácio Antunes, presidente da Associação de Futebol de Coimbra, que é o único candidato à liderança da FPF confirmado até ao momento. O ex-governador civil de Coimbra e actual deputado convidou Gilberto Madaíl a integrar a sua lista (num lugar que garantisse a manutenção dos seus cargos na UEFA), assim como Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores (que respondeu ontem negando o seu apoio), e Silveira Ramos, da Associação Nacional de Treinadores.
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Providência cautelar é apresentada hoje pela Liga. Gilberto Madaíl só avança com novas regras em vigor
Apresentar hoje uma providência cautelar para suspender as eleições de 5 de Fevereiro e forçar, ao mesmo tempo, a realização de uma assembleia geral (AG) para aprovar os novos estatutos. É esta a estratégia dos sócios da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que defendem que a instituição se adeque ao novo Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD), antes de escolherem os novos órgãos sociais. Estes são os recentes episódios da guerra pelo poder no órgão máximo do futebol nacional. O actual presidente, Gilberto Madaíl, aguarda o resultado destas diligências para avançar para um novo mandato.
As posições estão cada vez mais extremadas. De um lado, a grande maioria das associações distritais de futebol, que rejeitam a proposta de novos estatutos argumentando que estes prejudicam o futebol não profissional (que perderá o actual controlo que tem na assembleia geral da FPF); do outro, os restantes sócios, encabeçados pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que defendem a adaptação estatutária do RJFD e, só posteriormente, a realização de eleições. Do lado destes últimos está ainda Gilberto Madaíl, que está disponível para um novo mandato, mas só com o novo quadro legal.
Esta possibilidade foi recentemente comprometida pela decisão do presidente da AG, Avelino Ribeiro, de indeferir uma convocatória para a realização de uma reunião magna estatutária, alegando que já tinha desencadeado o processo eleitoral. Uma justificação que poderá ser esvaziada caso o tribunal concorde com os argumentos dos sócios pró-estatutos e defira a providência cautelar (que terá por base a actual situação de desconformidade estatutária da FPF com a lei), suspendendo as eleições de dia 5 de Fevereiro. Deixaria de haver incompatibilidade entre as duas reuniões magnas.
Para já, nem o presidente da AG nem a maioria das associações admitem qualquer adiamento ou suspensão das eleições. "Podem preparar as providências cautelares que entenderem", avisou Avelino Ribeiro, em declarações ao PÚBLICO: "Não sei por que falam em ilegalidade. Os actuais estatutos já existem há muitos anos. Garanto que não vou convocar AG nenhuma antes de decorrido o processo eleitoral."
Entretanto, a grande maioria das associações de futebol anunciou publicamente, anteontem, em Leiria, o seu apoio a Horácio Antunes, presidente da Associação de Futebol de Coimbra, que é o único candidato à liderança da FPF confirmado até ao momento. O ex-governador civil de Coimbra e actual deputado convidou Gilberto Madaíl a integrar a sua lista (num lugar que garantisse a manutenção dos seus cargos na UEFA), assim como Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores (que respondeu ontem negando o seu apoio), e Silveira Ramos, da Associação Nacional de Treinadores.