UMAR

02-06-2010
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A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta – é uma associação de mulheres constituída em 12 de Setembro de 1976. Como organização não governamental está representada no Conselho Consultivo da CIDM desde 1977. Nasceu da participação activa das mulheres com o 25 de Abril de 1974 e da necessidade sentida, por muitas delas, de criarem uma associação que lutasse pelos seus direitos, naquele novo contexto político. A UMAR inicialmente designava-se por União de Mulheres Antifascistas e Revolucionárias. Em 1989, em Encontro Nacional, passou a designar-se por Movimento pela Emancipação Social das Mulheres. Na última alteração de estatutos, realizada na segunda metade da década de 90, sempre mantendo o logotipo inicial, mudou o seu nome para União de Mulheres Alternativa e resposta. De um percurso de quase 30 anos, a UMAR conseguiu unir várias gerações de mulheres, abrir espaços de intervenção para as mais jovens e actualizar a sua intervenção com uma Agenda Feminista de novas e “velhas” causas, como seja o direito à contracepção e ao aborto, a luta contra a violência doméstica, a paridade nos órgãos de decisão política ou o envolvimento internacional em iniciativas como a da Marcha Mundial de Mulheres, tendo a sua presidente, Helena Pinto, estado presente em 1998, na 1ª reunião internacional da Marcha Mundial de Mulheres no Québec. Pode-se dizer que cinco grandes fases percorrem a vida da associação, surgidas da vida, das lutas das mulheres e entrelaçando-se com a própria história dos feminismos em Portugal. 1ª fase: (1976/77) - As movimentações gerais – por creches, casas, emprego, educação, pela qualidade de vida. 2ª fase: (1978/84) - “O pessoal é político” – o direito à contracepção e ao aborto. 3ª fase: (1985/1990) – A afirmação institucional – a acção comum no Conselho Consultivo da CIDM e na Coordenadora Nacional de Mulheres. 4ª fase: (1991/1996) – Pela afirmação social, profissional e política das mulheres – a época do empowerment 5ª fase: (1997/2003) – Uma agenda feminista de novas e “velhas” lutas. A UMAR é hoje uma associação que se reclama de um feminismo comprometido, socialmente empenhada em despertar a consciência feminista da sociedade portuguesa e que desenvolve actividade a nível nacional em diversas áreas, a saber: - Atendimento, apoio e acolhimento de mulheres vitimas de violência, através de Centros de Atendimento e de uma Casa Abrigo. - Projectos de intervenção social nos bairros junto de mulheres e populações excluídas - Cursos de formação profissional para mulheres. - Campanhas políticas sobre os direitos das mulheres. - Campanha pela descriminalização do aborto, em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos e pelo planeamento familiar. - Promoção e divulgação dos estudos sobre as mulheres, nomeadamente através de seminários e publicações. - A UMAR integra a Marcha Mundial de Mulheres desde o seu início e integra a Rede Lilás, assim como tem participado no Fórum Social Mundial, Europeu e Português. A UMAR é uma associação que vive intensamente as grandes causas da luta das mulheres; que incentiva e promove a participação de mais mulheres; que se reclama de um feminismo que impulsione a consciência activa das mulheres; que diz SIM às mulheres que a ela recorrem, que aspiram a romper amarras e a ter direito à sua realização profissional, pessoal e social. Que diz SIM à igualdade de direitos e à participação paritária das mulheres em todas as esferas de decisão. (Do Programa da UMAR) in “UMAR- Três Décadas de Feminismo” , Faces de Eva ,

N.º 10, 2003, pp. 141-151, Tavares, Manuela Página Principal

A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta – é uma associação de mulheres constituída em 12 de Setembro de 1976. Como organização não governamental está representada no Conselho Consultivo da CIDM desde 1977. Nasceu da participação activa das mulheres com o 25 de Abril de 1974 e da necessidade sentida, por muitas delas, de criarem uma associação que lutasse pelos seus direitos, naquele novo contexto político. A UMAR inicialmente designava-se por União de Mulheres Antifascistas e Revolucionárias. Em 1989, em Encontro Nacional, passou a designar-se por Movimento pela Emancipação Social das Mulheres. Na última alteração de estatutos, realizada na segunda metade da década de 90, sempre mantendo o logotipo inicial, mudou o seu nome para União de Mulheres Alternativa e resposta. De um percurso de quase 30 anos, a UMAR conseguiu unir várias gerações de mulheres, abrir espaços de intervenção para as mais jovens e actualizar a sua intervenção com uma Agenda Feminista de novas e “velhas” causas, como seja o direito à contracepção e ao aborto, a luta contra a violência doméstica, a paridade nos órgãos de decisão política ou o envolvimento internacional em iniciativas como a da Marcha Mundial de Mulheres, tendo a sua presidente, Helena Pinto, estado presente em 1998, na 1ª reunião internacional da Marcha Mundial de Mulheres no Québec. Pode-se dizer que cinco grandes fases percorrem a vida da associação, surgidas da vida, das lutas das mulheres e entrelaçando-se com a própria história dos feminismos em Portugal. 1ª fase: (1976/77) - As movimentações gerais – por creches, casas, emprego, educação, pela qualidade de vida. 2ª fase: (1978/84) - “O pessoal é político” – o direito à contracepção e ao aborto. 3ª fase: (1985/1990) – A afirmação institucional – a acção comum no Conselho Consultivo da CIDM e na Coordenadora Nacional de Mulheres. 4ª fase: (1991/1996) – Pela afirmação social, profissional e política das mulheres – a época do empowerment 5ª fase: (1997/2003) – Uma agenda feminista de novas e “velhas” lutas. A UMAR é hoje uma associação que se reclama de um feminismo comprometido, socialmente empenhada em despertar a consciência feminista da sociedade portuguesa e que desenvolve actividade a nível nacional em diversas áreas, a saber: - Atendimento, apoio e acolhimento de mulheres vitimas de violência, através de Centros de Atendimento e de uma Casa Abrigo. - Projectos de intervenção social nos bairros junto de mulheres e populações excluídas - Cursos de formação profissional para mulheres. - Campanhas políticas sobre os direitos das mulheres. - Campanha pela descriminalização do aborto, em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos e pelo planeamento familiar. - Promoção e divulgação dos estudos sobre as mulheres, nomeadamente através de seminários e publicações. - A UMAR integra a Marcha Mundial de Mulheres desde o seu início e integra a Rede Lilás, assim como tem participado no Fórum Social Mundial, Europeu e Português. A UMAR é uma associação que vive intensamente as grandes causas da luta das mulheres; que incentiva e promove a participação de mais mulheres; que se reclama de um feminismo que impulsione a consciência activa das mulheres; que diz SIM às mulheres que a ela recorrem, que aspiram a romper amarras e a ter direito à sua realização profissional, pessoal e social. Que diz SIM à igualdade de direitos e à participação paritária das mulheres em todas as esferas de decisão. (Do Programa da UMAR) in “UMAR- Três Décadas de Feminismo” , Faces de Eva ,

N.º 10, 2003, pp. 141-151, Tavares, Manuela Página Principal

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