Nova vítima mortal por violência doméstica

11-08-2010
marcar artigo

Com o homicídio de uma mulher romena, na sexta-feira, em Loures, aumenta para 16 o número de mulheres assassinadas este ano em Portugal, vítimas de violência doméstica. Depois de a ter esfaqueado e morto, o companheiro, também imigrante romeno, ter-se-á suicidado.

O corpo da mulher, de 20 anos, foi encontrado por uma vizinha no átrio do prédio e o do homem, de 45, no interior do apartamento, ambos ensanguentados e com ferimentos aparentemente provocados por uma faca.

Segundo testemunhos de alguns vizinhos, os episódios de agressões eram muito frequentes por parte do homem, cujos hábitos de consumo de álcool eram conhecidos. Não foi possível determinar o que terá estado na origem do confronto. A Polícia de Segurança Pública tomou conta da ocorrência mas a investigação foi depois entregue à Polícia Judiciária, que inspeccionou o local e recolheu vestígios de provas.

Este foi o caso mais recente a juntar às estatísticas negras da violência doméstica em Portugal. Os últimos números referentes ao ano passado indicam que, apesar de terem sido registadas 30.543 participações de agressões às forças de segurança, apenas uma ínfima minoria é levada a julgamento. Menos casos ainda acabam na cadeia. Dados dos Serviços Prisionais noticiados ontem pelo PÚBLICO referem que apenas 59 pessoas cumprem pena de prisão por violência doméstica.

O melhor do Público no email Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público. Subscrever ×

Na passada quinta-feira, a deputada do Bloco de Esquerda Helena Pinto apelou à criação de um programa de policiamento específico para o combate à violência doméstica e a uma "mobilização nacional" para "travar" este tipo de crimes.

Helena Pinto questionou ainda o Ministério da Administração Interna sobre as "orientações" que deu aos agentes das várias forças de segurança no que respeita à violência doméstica. A deputada quer saber se "estão capacitados para avaliar o grau de risco das denúncias que lhes chegam às mãos" e se, em termos do "policiamento de proximidade", foi desenvolvido um policiamento regular junto das habitações onde se sabe que vivem mulheres vítimas de violência doméstica.

Com o homicídio de uma mulher romena, na sexta-feira, em Loures, aumenta para 16 o número de mulheres assassinadas este ano em Portugal, vítimas de violência doméstica. Depois de a ter esfaqueado e morto, o companheiro, também imigrante romeno, ter-se-á suicidado.

O corpo da mulher, de 20 anos, foi encontrado por uma vizinha no átrio do prédio e o do homem, de 45, no interior do apartamento, ambos ensanguentados e com ferimentos aparentemente provocados por uma faca.

Segundo testemunhos de alguns vizinhos, os episódios de agressões eram muito frequentes por parte do homem, cujos hábitos de consumo de álcool eram conhecidos. Não foi possível determinar o que terá estado na origem do confronto. A Polícia de Segurança Pública tomou conta da ocorrência mas a investigação foi depois entregue à Polícia Judiciária, que inspeccionou o local e recolheu vestígios de provas.

Este foi o caso mais recente a juntar às estatísticas negras da violência doméstica em Portugal. Os últimos números referentes ao ano passado indicam que, apesar de terem sido registadas 30.543 participações de agressões às forças de segurança, apenas uma ínfima minoria é levada a julgamento. Menos casos ainda acabam na cadeia. Dados dos Serviços Prisionais noticiados ontem pelo PÚBLICO referem que apenas 59 pessoas cumprem pena de prisão por violência doméstica.

O melhor do Público no email Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público. Subscrever ×

Na passada quinta-feira, a deputada do Bloco de Esquerda Helena Pinto apelou à criação de um programa de policiamento específico para o combate à violência doméstica e a uma "mobilização nacional" para "travar" este tipo de crimes.

Helena Pinto questionou ainda o Ministério da Administração Interna sobre as "orientações" que deu aos agentes das várias forças de segurança no que respeita à violência doméstica. A deputada quer saber se "estão capacitados para avaliar o grau de risco das denúncias que lhes chegam às mãos" e se, em termos do "policiamento de proximidade", foi desenvolvido um policiamento regular junto das habitações onde se sabe que vivem mulheres vítimas de violência doméstica.

marcar artigo