Vitalino Canas, inútil repeti-lo, é pouco mais que um político ridículo. Canas, com a sua sobranceria estalinista, permitiu que se desse importância a um rancho folclórico serôdio e a um fogacho político-musical sem a menor relevância. Canas é daquelas "vozes do dono" que só prejudicam o dono. Manuel Alegre, inspirado pela sua própria pessoa - estes trinta e quatro anos têm-nos, graças a Deus, dado de tudo -, sentenciou que ser de esquerda é "ser imprudente". E o PS de Sócrates, pela voz pífia e embotada de Canas, para mostrar que não é "imprudente", deu corda a esta pequena escaramuça. Se as coisas voltarem ao seu lugar "natural" no PSD, isto é, se a direita que se consolou magramente com Sócrates preferir o original (Ferreira Leite) ao "pretty boy" da não esquerda (Alegre serve justamente para "explicar" isto), o PS terá muito com que se "coçar". Os "três tristes tigres" do PSD que se degladiaram recentemente para "salvar" o partido do interregno "menezista", são pouca coisa comparados com a balbúrdia que espera o PS, ainda com e depois de Sócrates. É que o vazio é algo que, mais tarde ou mais cedo, se paga caro.
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Vitalino Canas, inútil repeti-lo, é pouco mais que um político ridículo. Canas, com a sua sobranceria estalinista, permitiu que se desse importância a um rancho folclórico serôdio e a um fogacho político-musical sem a menor relevância. Canas é daquelas "vozes do dono" que só prejudicam o dono. Manuel Alegre, inspirado pela sua própria pessoa - estes trinta e quatro anos têm-nos, graças a Deus, dado de tudo -, sentenciou que ser de esquerda é "ser imprudente". E o PS de Sócrates, pela voz pífia e embotada de Canas, para mostrar que não é "imprudente", deu corda a esta pequena escaramuça. Se as coisas voltarem ao seu lugar "natural" no PSD, isto é, se a direita que se consolou magramente com Sócrates preferir o original (Ferreira Leite) ao "pretty boy" da não esquerda (Alegre serve justamente para "explicar" isto), o PS terá muito com que se "coçar". Os "três tristes tigres" do PSD que se degladiaram recentemente para "salvar" o partido do interregno "menezista", são pouca coisa comparados com a balbúrdia que espera o PS, ainda com e depois de Sócrates. É que o vazio é algo que, mais tarde ou mais cedo, se paga caro.