Como roubar votos ao PS

17-01-2011
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O líder parlamentar do Bloco de Esquerda afirmou, este domingo, que as convergências «não são um catálogo de oportunidades» e que é na «defesa dos direitos sociais e dos serviços públicos» que o partido vai roubar votos ao PS, resume a Lusa.

Num discurso que levantou toda a sala da Convenção do Bloco de Esquerda, Luís Fazenda lançou críticas às contradições da oposição interna e falou de um programa do Bloco de Esquerda que será «debatido com a sociedade portuguesa».

«Nós apoiamo-nos na defesa dos direitos sociais e dos serviços públicos, é ai que roubamos base social de apoio ao Governo, enfraquecemos os partidos da direita e cavamos a sepultura das políticas liberais», afirmou, acrescentando que o programa e a acção política do Bloco irá centrar-se nas «respostas à crise social e económica».

«As elites só se querem salvar a elas próprias, não têm um projecto para Portugal nem qualquer forma de mobilização nacional, estão na podridão total, aparecemos como um factor de esperança e o que é absorvido do Bloco são as causas, o programa, os valores, a luta política. As pessoas sabem que está ali uma saída, somos um projecto de ruptura e alternativa e temos esse projecto que as elites não têm!», advogou.

«[A oposição] Apresentaram algumas propostas que se as levarmos a sério são no mínimo contraditórias e confusas. Falam de alianças e convergência, mas logo a seguir nenhum dos eventuais parceiros presta», atirou na resposta à oposição interna.

Críticas das outras moções

Já a Moção C, de João Delgado, a segunda mais votada à Convenção, defendeu que devia ser o Bloco de Esquerda a «tomar a iniciativa» numa convergência das esquerdas. «O Bloco de Esquerda não pode renunciar aos seus princípios, não deve ter uma atitude auto-contemplativa mas sim promover a transformação social», referiu.

Por seu lado, Ferreira dos Santos, da Moção B, criticou a direcção bloquista pelo «decréscimo da criatividade e acomodação». «Não queremos um Bloco de tipo “yuppie”, de fatinho cinzento e gravata rosa choque, queremos um movimento de cidadãos que se integram nas lutas sociais, buscando aí convergências possíveis, é aí que se constroem as convergências e a maioria social de esquerda», acrescentou.

Os resultados

A lista de Francisco Louçã reforçou a presença na Mesa Nacional do BE elegendo 63 elementos, mais um do que em 2007.

A lista afecta à moção C, de João Delgado e Gil Garcia, «perdeu» um elemento face a 2007, elegendo 11 dirigentes.

A lista da moção B, que junta Helena Carmo e Paulo Silva, manteve os seis elementos na Mesa Nacional, o órgão máximo do BE entre Convenções, com 80 elementos.

Os delegados aprovaram a moção de estratégia política afecta a Francisco Louçã, intitulada «Toda a luta de esquerda socialista para 2009», com 424 votos a favor.

A moção B obteve apenas 19 votos e a moção C, de João Delgado e Gil Garcia, obteve 61 votos.

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O líder parlamentar do Bloco de Esquerda afirmou, este domingo, que as convergências «não são um catálogo de oportunidades» e que é na «defesa dos direitos sociais e dos serviços públicos» que o partido vai roubar votos ao PS, resume a Lusa.

Num discurso que levantou toda a sala da Convenção do Bloco de Esquerda, Luís Fazenda lançou críticas às contradições da oposição interna e falou de um programa do Bloco de Esquerda que será «debatido com a sociedade portuguesa».

«Nós apoiamo-nos na defesa dos direitos sociais e dos serviços públicos, é ai que roubamos base social de apoio ao Governo, enfraquecemos os partidos da direita e cavamos a sepultura das políticas liberais», afirmou, acrescentando que o programa e a acção política do Bloco irá centrar-se nas «respostas à crise social e económica».

«As elites só se querem salvar a elas próprias, não têm um projecto para Portugal nem qualquer forma de mobilização nacional, estão na podridão total, aparecemos como um factor de esperança e o que é absorvido do Bloco são as causas, o programa, os valores, a luta política. As pessoas sabem que está ali uma saída, somos um projecto de ruptura e alternativa e temos esse projecto que as elites não têm!», advogou.

«[A oposição] Apresentaram algumas propostas que se as levarmos a sério são no mínimo contraditórias e confusas. Falam de alianças e convergência, mas logo a seguir nenhum dos eventuais parceiros presta», atirou na resposta à oposição interna.

Críticas das outras moções

Já a Moção C, de João Delgado, a segunda mais votada à Convenção, defendeu que devia ser o Bloco de Esquerda a «tomar a iniciativa» numa convergência das esquerdas. «O Bloco de Esquerda não pode renunciar aos seus princípios, não deve ter uma atitude auto-contemplativa mas sim promover a transformação social», referiu.

Por seu lado, Ferreira dos Santos, da Moção B, criticou a direcção bloquista pelo «decréscimo da criatividade e acomodação». «Não queremos um Bloco de tipo “yuppie”, de fatinho cinzento e gravata rosa choque, queremos um movimento de cidadãos que se integram nas lutas sociais, buscando aí convergências possíveis, é aí que se constroem as convergências e a maioria social de esquerda», acrescentou.

Os resultados

A lista de Francisco Louçã reforçou a presença na Mesa Nacional do BE elegendo 63 elementos, mais um do que em 2007.

A lista afecta à moção C, de João Delgado e Gil Garcia, «perdeu» um elemento face a 2007, elegendo 11 dirigentes.

A lista da moção B, que junta Helena Carmo e Paulo Silva, manteve os seis elementos na Mesa Nacional, o órgão máximo do BE entre Convenções, com 80 elementos.

Os delegados aprovaram a moção de estratégia política afecta a Francisco Louçã, intitulada «Toda a luta de esquerda socialista para 2009», com 424 votos a favor.

A moção B obteve apenas 19 votos e a moção C, de João Delgado e Gil Garcia, obteve 61 votos.

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