Depois de a empresa espanhola ter aumentado a oferta de 5,7 mil milhões para 6,5 mil milhões de euros, o primeiro-ministro mantém a reserva em falar mais abertamente sobre o assunto e diz que “este não é o momento para actuar”. Porquê?, perguntam os jornalistas no final do debate quinzenal no Parlamento. Sócrates disse-o duas vezes: “Está em curso um diálogo entre as duas empresas.”
De resto, durante o debate parlamentar o dossier PT-Telefónica foi levantado pelo líder do Bloco de Esquerda. Francisco Louçã anotou o facto de Sócrates ter admitido usar a golden share e que o banco do Estado, a Caixa Geral de Depósitos, abriu a porta a vender a sua participação.
“O senhor primeiro-ministro não espera por reuniões dos accionistas, pois não?”, ironizou Louçã, numa referência à assembleia de accionistas da PT para discutir o assunto.
O que levou Sócrates a explicar que não tinha dito que iria usar a golden share, mas sim que ela existe “para ser utilizada quando deve”.
Ontem no Parlamento, como na semana passada em São Paulo, o chefe do Governo admitiu utilizar a golden share e disse que a manutenção de uma empresa “estratégica” como a PT, com “dimensão e escala”, é importante para o país. “A dimensão e a escala são fundamentais para a investigação e desenvolvimento, para a inovação e para o projecto industrial. É isso que interessa a Portugal”, disse.
Francisco Louçã tinha deixado o aviso a Sócrates e ao Governo: “Não pode ser alegada uma golden share que não seja usada ou cuja utilização dependa de decisões de assembleias de accionistas”.
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Depois de a empresa espanhola ter aumentado a oferta de 5,7 mil milhões para 6,5 mil milhões de euros, o primeiro-ministro mantém a reserva em falar mais abertamente sobre o assunto e diz que “este não é o momento para actuar”. Porquê?, perguntam os jornalistas no final do debate quinzenal no Parlamento. Sócrates disse-o duas vezes: “Está em curso um diálogo entre as duas empresas.”
De resto, durante o debate parlamentar o dossier PT-Telefónica foi levantado pelo líder do Bloco de Esquerda. Francisco Louçã anotou o facto de Sócrates ter admitido usar a golden share e que o banco do Estado, a Caixa Geral de Depósitos, abriu a porta a vender a sua participação.
“O senhor primeiro-ministro não espera por reuniões dos accionistas, pois não?”, ironizou Louçã, numa referência à assembleia de accionistas da PT para discutir o assunto.
O que levou Sócrates a explicar que não tinha dito que iria usar a golden share, mas sim que ela existe “para ser utilizada quando deve”.
Ontem no Parlamento, como na semana passada em São Paulo, o chefe do Governo admitiu utilizar a golden share e disse que a manutenção de uma empresa “estratégica” como a PT, com “dimensão e escala”, é importante para o país. “A dimensão e a escala são fundamentais para a investigação e desenvolvimento, para a inovação e para o projecto industrial. É isso que interessa a Portugal”, disse.
Francisco Louçã tinha deixado o aviso a Sócrates e ao Governo: “Não pode ser alegada uma golden share que não seja usada ou cuja utilização dependa de decisões de assembleias de accionistas”.