"Estou certo que esse pedido de suspensão ou anulação do investimento na alta velocidade para a ligação à Europa não tem qualquer condição de viabilidade parlamentar", declarou o dirigente bloquista em conferência de imprensa no Parlamento, a propósito do agendamento, solicitado pela bancada do CDS, de uma apreciação parlamentar sobre o decreto-lei sobre a concessão Poceirão-Caia da ligação ferroviária de alta velocidade, marcada para dia 28 deste mês.
Louçã sublinhou que "o projecto do CDS morreu, não tem coerência, viabilidade nem nenhuma resposta à economia nacional", pelo que terá o voto contra da bancada bloquista, uma posição que o Bloco de Esquerda já transmitiu ao Governo, adiantou o líder partidário, sem no entanto esclarecer qual foi a reacção do Executivo a esta posição.
O responsável do BE justifica a sua posição com dois argumentos: o país "precisa de um reforço de investimento que crie emprego, controlado, qualificado, ponderado, mas que seja decisivo na animação económica" e necessita da ferrovia, "por razões ambientais, económicas e por uma estratégia de desenvolvimento do sistema de transportes.
Citando números do boletim da primavera do Banco de Portugal que apontam para uma redução do investimento em 2009 e 2010 na ordem dos 6400 milhões de euros e uma queda de 6300 milhões de euros no próximo ano, Francisco Louçã referiu que "Portugal está a ser estrangulado pela falta de investimento, pela falta de estratégia de desenvolvimento, pela falta de criação de emprego".
Se, na actual "situação de incerteza, não há investimento privado", o Bloco de Esquerda considera que "a única resposta coerente para uma economia que responde às suas prioridades é um investimento público, que tem de ser muito controlado".
"Estamos a tomar decisões em nome da economia nacional, não fazemos discussões políticas pondo no prato da balança a criação de desemprego, que é o que a direita está a fazer. A direita quer fazer disto uma zaragata política para discutir estratégicas económicas que conduzem à criação de desemprego. O PSD e o CDS dão-se muito bem com uma economia que promove o desemprego, porque é uma economia de salários baixos e de grandes negócios", sustentou Francisco Louçã.
O Bloco de Esquerda coloca três condições à construção do TGV: exige "um bom investimento na ferrovia", rejeitando "concessões de ramais da CP a privados, o que prejudicaria os consumidores e a economia nacional"; o projecto deve ter uma incorporação pela indústria nacional na ordem de 75 por cento, pelo menos, e, finalmente, reclama poupanças na obra, propondo nomeadamente que a linha sirva simultaneamente para transporte de passageiros e para mercadorias, poupando assim 250 milhões de euros.
O BE defende ainda o adiamento para 2022 da conclusão do novo aeroporto de Lisboa (prevista para 2017), considerando que esta obra não é prioritária, uma vez que "a crise económica reduz a procura de voos internacionais e altera também o prazo em relação ao qual a Portela poderia ficar com dificuldades na gestão do tráfego".
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"Estou certo que esse pedido de suspensão ou anulação do investimento na alta velocidade para a ligação à Europa não tem qualquer condição de viabilidade parlamentar", declarou o dirigente bloquista em conferência de imprensa no Parlamento, a propósito do agendamento, solicitado pela bancada do CDS, de uma apreciação parlamentar sobre o decreto-lei sobre a concessão Poceirão-Caia da ligação ferroviária de alta velocidade, marcada para dia 28 deste mês.
Louçã sublinhou que "o projecto do CDS morreu, não tem coerência, viabilidade nem nenhuma resposta à economia nacional", pelo que terá o voto contra da bancada bloquista, uma posição que o Bloco de Esquerda já transmitiu ao Governo, adiantou o líder partidário, sem no entanto esclarecer qual foi a reacção do Executivo a esta posição.
O responsável do BE justifica a sua posição com dois argumentos: o país "precisa de um reforço de investimento que crie emprego, controlado, qualificado, ponderado, mas que seja decisivo na animação económica" e necessita da ferrovia, "por razões ambientais, económicas e por uma estratégia de desenvolvimento do sistema de transportes.
Citando números do boletim da primavera do Banco de Portugal que apontam para uma redução do investimento em 2009 e 2010 na ordem dos 6400 milhões de euros e uma queda de 6300 milhões de euros no próximo ano, Francisco Louçã referiu que "Portugal está a ser estrangulado pela falta de investimento, pela falta de estratégia de desenvolvimento, pela falta de criação de emprego".
Se, na actual "situação de incerteza, não há investimento privado", o Bloco de Esquerda considera que "a única resposta coerente para uma economia que responde às suas prioridades é um investimento público, que tem de ser muito controlado".
"Estamos a tomar decisões em nome da economia nacional, não fazemos discussões políticas pondo no prato da balança a criação de desemprego, que é o que a direita está a fazer. A direita quer fazer disto uma zaragata política para discutir estratégicas económicas que conduzem à criação de desemprego. O PSD e o CDS dão-se muito bem com uma economia que promove o desemprego, porque é uma economia de salários baixos e de grandes negócios", sustentou Francisco Louçã.
O Bloco de Esquerda coloca três condições à construção do TGV: exige "um bom investimento na ferrovia", rejeitando "concessões de ramais da CP a privados, o que prejudicaria os consumidores e a economia nacional"; o projecto deve ter uma incorporação pela indústria nacional na ordem de 75 por cento, pelo menos, e, finalmente, reclama poupanças na obra, propondo nomeadamente que a linha sirva simultaneamente para transporte de passageiros e para mercadorias, poupando assim 250 milhões de euros.
O BE defende ainda o adiamento para 2022 da conclusão do novo aeroporto de Lisboa (prevista para 2017), considerando que esta obra não é prioritária, uma vez que "a crise económica reduz a procura de voos internacionais e altera também o prazo em relação ao qual a Portela poderia ficar com dificuldades na gestão do tráfego".