Francisco Louçã acusa Cavaco de obter “favor” no negócio do BPN

26-01-2011
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“Esse negócio foi um favor. Ora, um responsável político não faz favores nem recebe favores. E este foi um favor raro”, disse Louçã, no plenário da Assembleia da República, no início do debate sobre alterações à lei das nacionalizações.

Louçã anunciou a distribuição de uma cópia de um contrato do mesmo tipo daquele que foi celebrado por Cavaco Silva, embora mais recente, em que a SLN garante a outra pessoa a recompra das acções, “mas só lhes atribui cinco por cento de valorização”.

A resposta não se fez esperar e veio pelo líder da bancada do PSD. “Ficou claro que era o Bloco de Esquerda que faria o lado negro da campanha do candidato Manuel Alegre”, disse Miguel Macedo. Louçã subiu o tom e dirigiu-se à bancada laranja: “Campanha negra é o que aconteceu no BPN, um buraco negro na democracia portuguesa. Foram os senhores que o assaltaram”.

Louçã acentuou as críticas a Cavaco Silva. “A realidade deste buraco negro é quem com o seu poder político pode obter uma vantagem patrimonial que os portugueses não podem obter, uma vantagem patrimonial que decorre de um favor”, apontou o líder bloquisra, concluindo que “um candidato que não é capaz de responder pela transparência não tem condições políticas para o ser”.

Miguel Macedo qualificou como “indecente” a intervenção do líder bloquista. “Não faço parte de nenhum gang que assaltou o BPN. Nem eu nem o meu partido não somos responsáveis”, respondeu, sem ignorar os apartes vindos da bancada bloquista. "Esteja caladinho", disse, dirigindo-se a um dos deputados do BE.

Notícia corrigida às 16h50

“Esse negócio foi um favor. Ora, um responsável político não faz favores nem recebe favores. E este foi um favor raro”, disse Louçã, no plenário da Assembleia da República, no início do debate sobre alterações à lei das nacionalizações.

Louçã anunciou a distribuição de uma cópia de um contrato do mesmo tipo daquele que foi celebrado por Cavaco Silva, embora mais recente, em que a SLN garante a outra pessoa a recompra das acções, “mas só lhes atribui cinco por cento de valorização”.

A resposta não se fez esperar e veio pelo líder da bancada do PSD. “Ficou claro que era o Bloco de Esquerda que faria o lado negro da campanha do candidato Manuel Alegre”, disse Miguel Macedo. Louçã subiu o tom e dirigiu-se à bancada laranja: “Campanha negra é o que aconteceu no BPN, um buraco negro na democracia portuguesa. Foram os senhores que o assaltaram”.

Louçã acentuou as críticas a Cavaco Silva. “A realidade deste buraco negro é quem com o seu poder político pode obter uma vantagem patrimonial que os portugueses não podem obter, uma vantagem patrimonial que decorre de um favor”, apontou o líder bloquisra, concluindo que “um candidato que não é capaz de responder pela transparência não tem condições políticas para o ser”.

Miguel Macedo qualificou como “indecente” a intervenção do líder bloquista. “Não faço parte de nenhum gang que assaltou o BPN. Nem eu nem o meu partido não somos responsáveis”, respondeu, sem ignorar os apartes vindos da bancada bloquista. "Esteja caladinho", disse, dirigindo-se a um dos deputados do BE.

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