Francisco Louçã diz que reforma laboral vai destruir a economia

19-12-2010
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Francisco Louçã contra as medidas do Governo Manuel de Almeida/Lusa

O líder do Bloco de Esquerda disse hoje que as medidas anunciadas pelo Governo em matéria de reforma laboral, nomeadamente "o fundo para facilitar os despedimentos", vão "destruir a economia nacional".

"A redução dos salários dos trabalhadores é que vai pagar hoje a indemnização do seu despedimento de amanhã e isso é destruidor da economia nacional", afirmou Francisco Louçã que, na conferência de imprensa, mostrou um pequeno vídeo do último debate parlamentar onde o primeiro-ministro diz que não vão haver despedimentos.

Para o líder do BE, "quando o primeiro-ministro anuncia que pode ainda vir a tomar medidas suplementares percebe-se que a solução da economia do medo, do abismo e do desemprego é uma destruição da resposta que o país precisa".

Um dos exemplos de desigualdade social é, segundo o BE, "a distribuição à pressa, já a seguir ao Natal, de dividendos por parte da Portucel e da PT para não pagarem impostos" e as centenas de despedimentos na CP.

"Epidemia de desemprego"

"O governo anunciou um fundo para facilitar os despedimentos e agora sabemos que esses fundos vêm dos salários e falou também dos 600 desempregados na CP, mas nós sabemos que pode chegar aos 971, um dos maiores despedimentos coletivos numa empresa pública, por isso as medidas do governo ainda estão por esclarecer", disse.

Caso o governo tome mais medidas para combater a crise económica e financeira, para Louçã isso significa que o executivo "vê o ano de 2011 como um epidemia de desemprego, um ataque a direitos fundamentais e como uma desistência de criar emprego".

Francisco Louçã contra as medidas do Governo Manuel de Almeida/Lusa

O líder do Bloco de Esquerda disse hoje que as medidas anunciadas pelo Governo em matéria de reforma laboral, nomeadamente "o fundo para facilitar os despedimentos", vão "destruir a economia nacional".

"A redução dos salários dos trabalhadores é que vai pagar hoje a indemnização do seu despedimento de amanhã e isso é destruidor da economia nacional", afirmou Francisco Louçã que, na conferência de imprensa, mostrou um pequeno vídeo do último debate parlamentar onde o primeiro-ministro diz que não vão haver despedimentos.

Para o líder do BE, "quando o primeiro-ministro anuncia que pode ainda vir a tomar medidas suplementares percebe-se que a solução da economia do medo, do abismo e do desemprego é uma destruição da resposta que o país precisa".

Um dos exemplos de desigualdade social é, segundo o BE, "a distribuição à pressa, já a seguir ao Natal, de dividendos por parte da Portucel e da PT para não pagarem impostos" e as centenas de despedimentos na CP.

"Epidemia de desemprego"

"O governo anunciou um fundo para facilitar os despedimentos e agora sabemos que esses fundos vêm dos salários e falou também dos 600 desempregados na CP, mas nós sabemos que pode chegar aos 971, um dos maiores despedimentos coletivos numa empresa pública, por isso as medidas do governo ainda estão por esclarecer", disse.

Caso o governo tome mais medidas para combater a crise económica e financeira, para Louçã isso significa que o executivo "vê o ano de 2011 como um epidemia de desemprego, um ataque a direitos fundamentais e como uma desistência de criar emprego".

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