Na passada 6ª feira o Gabinete de Imprensa do PCP emitiu um Comunicado «em resposta a vários pedidos de diferentes órgãos de Comunicação Social», hoje o DN publica uma entrevista ao candidato presidencial Francisco Lopes.
Sobre a decisão do governo cubano transferir, repentinamente, centenas de milhares de trabalhadores do sector público para o privado, dizem o que é de tal modo expectável que nem me detenho a comentar: o dito governo «enfrentará com êxito novos problemas surgidos no seu desenvolvimento e as exigências de afirmação do seu projecto de construção do socialismo», «perspectivando uma experiência que é de grande utilidade, não apenas para aquele povo mas para o mundo». Sem dúvidas nem pestanejos. Cá estaremos para ver.
Em geral, nada de inesperado ou de surpreendente, talvez apenas um Francisco Lopes um pouco mais papista do que o papa ou menos cauteloso do que a direcção do seu partido: enquanto esta afirma que «é ao povo cubano que compete, soberanamente, tomar as decisões que considere mais adequadas para prosseguir a construção do socialismo (…)», FL diz que «os dirigentes cubanos têm todo o direito de pensar em cada momento quais são as formas de organização do seu Estado e dar resposta aos interesses do povo».
Totalmente de acordo com a primeira afirmação, excepto que não é honesta: o povo cubano não tem liberdade para «tomar as decisões que considere mais adequadas» e construir o que quer que seja para o futuro do país e a direcção do PCP sabe-o muito bem. Será necessário recordar as constantes condenações por restrições à liberdade de expressão, para já não falar da existência de presos de consciência, por demais referida nos últimos meses? Há eleições em Cuba? Sim, tanto para as Assembleias Municipais como para as Provinciais e Nacionais. Mas, durante as respectivas campanhas eleitorais, estão proibidas quaisquer candidaturas ou actividades partidárias. Assim sendo…
Francisco Lopes é mais certeiro: atribui «aos dirigentes cubanos» todo o direito de se substituírem ao povo na defesa dos seus interesses. Bingo! É o que estão a fazer.
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Na passada 6ª feira o Gabinete de Imprensa do PCP emitiu um Comunicado «em resposta a vários pedidos de diferentes órgãos de Comunicação Social», hoje o DN publica uma entrevista ao candidato presidencial Francisco Lopes.
Sobre a decisão do governo cubano transferir, repentinamente, centenas de milhares de trabalhadores do sector público para o privado, dizem o que é de tal modo expectável que nem me detenho a comentar: o dito governo «enfrentará com êxito novos problemas surgidos no seu desenvolvimento e as exigências de afirmação do seu projecto de construção do socialismo», «perspectivando uma experiência que é de grande utilidade, não apenas para aquele povo mas para o mundo». Sem dúvidas nem pestanejos. Cá estaremos para ver.
Em geral, nada de inesperado ou de surpreendente, talvez apenas um Francisco Lopes um pouco mais papista do que o papa ou menos cauteloso do que a direcção do seu partido: enquanto esta afirma que «é ao povo cubano que compete, soberanamente, tomar as decisões que considere mais adequadas para prosseguir a construção do socialismo (…)», FL diz que «os dirigentes cubanos têm todo o direito de pensar em cada momento quais são as formas de organização do seu Estado e dar resposta aos interesses do povo».
Totalmente de acordo com a primeira afirmação, excepto que não é honesta: o povo cubano não tem liberdade para «tomar as decisões que considere mais adequadas» e construir o que quer que seja para o futuro do país e a direcção do PCP sabe-o muito bem. Será necessário recordar as constantes condenações por restrições à liberdade de expressão, para já não falar da existência de presos de consciência, por demais referida nos últimos meses? Há eleições em Cuba? Sim, tanto para as Assembleias Municipais como para as Provinciais e Nacionais. Mas, durante as respectivas campanhas eleitorais, estão proibidas quaisquer candidaturas ou actividades partidárias. Assim sendo…
Francisco Lopes é mais certeiro: atribui «aos dirigentes cubanos» todo o direito de se substituírem ao povo na defesa dos seus interesses. Bingo! É o que estão a fazer.
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