Polícias dizem "até já" aos protestos no Terreiro do Paço

09-10-2010
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Dois dos sete sindicatos que aderiram à concentração agora suspensa prometem mais protestos neste mês

A Direcção Nacional da PSP comprometeu-se ontem de manhã a publicar, já na segunda-feira, a lista dos polícias a promover e a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), que havia sido a responsável pela convocatória dos agentes para uma acção de protesto por tempo indeterminado, em frente ao Ministério da Administração Interna (MAI), desconvocou a concentração. A decisão, tomada ontem de manhã, não agrada a pelo menos dois dos sete sindicatos inicialmente envolvidos. Responsáveis dessas duas estruturas já anunciaram que, a partir do dia 30, vão continuar a manifestar-se no Terreiro do Paço.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, obteve durante a manhã garantias do director nacional da PSP de que, já a partir de segunda-feira, serão tornadas públicas as listas contendo os nomes de cerca de 1500 polícias que há ano e meio aguardam promoção. O desbloqueamento de 3,1 milhões de euros necessários foi obtido após negociações do MAI com o Ministério das Finanças, tendo sido anunciado na tarde de quinta-feira, primeiro e único dia dos protestos que juntaram mais de 500 polícias em frente ao ministério.

"Foi uma batalha ganha", disse o sindicalista à saída da reunião realizada na manhã de ontem com o director nacional da PSP, Oliveira Pereira. O sindicalista elogiou ainda a conduta do Governo na atitude assumida para fazer face às reivindicações.

A "vitória" reclamada por Paulo Rodrigues parece, no entanto, ser apenas parcial. É que tanto o Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) como o Sindicato Unificado da Polícia (SUP) reagiram negativamente à desconvocação dos protestos e já anunciaram que vão desencadear, por conta própria, novas concentrações.

"Ninguém nos comunicou nada. Tanto quanto sabemos, apenas a ASPP e o SPP se deslocaram à direcção nacional. Os restantes sindicatos não foram tidos nem achados", disse ao PÚBLICO o presidente do Sinapol. Armando Ferreira adiantou ainda que o seu sindicato, assim como o SUP, já acordaram em desencadear nova onda de protestos, devendo dar entrada no Governo Civil de Lisboa, no início da próxima semana, o pedido para a realização de concentrações de polícias, no Terreiro do Paço, entre as 9h00 e as 19h00 de cada dia.

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"O acordo obtido entre a ASPP e o MAI e a Direcção Nacional da PSP deixa-nos satisfeitos. Mas, na prática, tratou-se apenas de resolver um problema que estava a afectar seis por cento do efectivo. A verdade é que continuam por resolver problemas que afectam não só estes seis por cento [os que agora serão promovidos], mas também os restantes 94 por cento dos polícias", disse Armando Ferreira.

Tanto o presidente do Sinapol como o do SUP entendem que questões como os horários de serviço ou as avaliações têm de ser negociadas e resolvidas com urgência, uma vez que, dizem, afectam os polícias tanto como têm estado a afectar os atrasos nas promoções.

A concentração inédita realizada durante um só dia no Terreiro do Paço, porque envolveu representantes de sete dos nove sindicatos existentes na PSP, deveria manter-se por tempo indeterminado, com piquetes a ocuparem a área até às 00h30.

Dois dos sete sindicatos que aderiram à concentração agora suspensa prometem mais protestos neste mês

A Direcção Nacional da PSP comprometeu-se ontem de manhã a publicar, já na segunda-feira, a lista dos polícias a promover e a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), que havia sido a responsável pela convocatória dos agentes para uma acção de protesto por tempo indeterminado, em frente ao Ministério da Administração Interna (MAI), desconvocou a concentração. A decisão, tomada ontem de manhã, não agrada a pelo menos dois dos sete sindicatos inicialmente envolvidos. Responsáveis dessas duas estruturas já anunciaram que, a partir do dia 30, vão continuar a manifestar-se no Terreiro do Paço.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, obteve durante a manhã garantias do director nacional da PSP de que, já a partir de segunda-feira, serão tornadas públicas as listas contendo os nomes de cerca de 1500 polícias que há ano e meio aguardam promoção. O desbloqueamento de 3,1 milhões de euros necessários foi obtido após negociações do MAI com o Ministério das Finanças, tendo sido anunciado na tarde de quinta-feira, primeiro e único dia dos protestos que juntaram mais de 500 polícias em frente ao ministério.

"Foi uma batalha ganha", disse o sindicalista à saída da reunião realizada na manhã de ontem com o director nacional da PSP, Oliveira Pereira. O sindicalista elogiou ainda a conduta do Governo na atitude assumida para fazer face às reivindicações.

A "vitória" reclamada por Paulo Rodrigues parece, no entanto, ser apenas parcial. É que tanto o Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) como o Sindicato Unificado da Polícia (SUP) reagiram negativamente à desconvocação dos protestos e já anunciaram que vão desencadear, por conta própria, novas concentrações.

"Ninguém nos comunicou nada. Tanto quanto sabemos, apenas a ASPP e o SPP se deslocaram à direcção nacional. Os restantes sindicatos não foram tidos nem achados", disse ao PÚBLICO o presidente do Sinapol. Armando Ferreira adiantou ainda que o seu sindicato, assim como o SUP, já acordaram em desencadear nova onda de protestos, devendo dar entrada no Governo Civil de Lisboa, no início da próxima semana, o pedido para a realização de concentrações de polícias, no Terreiro do Paço, entre as 9h00 e as 19h00 de cada dia.

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"O acordo obtido entre a ASPP e o MAI e a Direcção Nacional da PSP deixa-nos satisfeitos. Mas, na prática, tratou-se apenas de resolver um problema que estava a afectar seis por cento do efectivo. A verdade é que continuam por resolver problemas que afectam não só estes seis por cento [os que agora serão promovidos], mas também os restantes 94 por cento dos polícias", disse Armando Ferreira.

Tanto o presidente do Sinapol como o do SUP entendem que questões como os horários de serviço ou as avaliações têm de ser negociadas e resolvidas com urgência, uma vez que, dizem, afectam os polícias tanto como têm estado a afectar os atrasos nas promoções.

A concentração inédita realizada durante um só dia no Terreiro do Paço, porque envolveu representantes de sete dos nove sindicatos existentes na PSP, deveria manter-se por tempo indeterminado, com piquetes a ocuparem a área até às 00h30.

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