Em declarações à TSF esta manhã, Paulo Machado garantiu que “a decisão de não notificar [os eleitores] não foi uma decisão unilateral, foi uma decisão participada”, acrescentando que trabalhou directamente com a secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo. “Não foi sobretudo uma manobra minha à revelia das outras pessoas, não sou um delinquente”, acrescentou àquela rádio. “Não trabalhei sozinho, nem sou um insubordinado”, garantiu.
Ontem, na audição de Rui Pereira na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, tanto o ministro como a secretária de Estado descartaram quaisquer responsabilidades, remetendo toda a culpa para Paulo Machado, cujo pedido de demissão foi aceite terça-feira pelo ministro.
Em resposta à deputada Heloísa Apolónia, do partido Os Verdes, Dalila Araújo garantiu ontem que só soube que o seu despacho de Agosto – para notificar as pessoas cujo número de eleitor sofreu alterações - não fora cumprido “no dia das eleições”. Por seu lado, Rui Pereira garantiu que a Direcção-Geral da Administração Interna sempre lhe disse que o processo estava a andar. “Vi a minuta das notificações e o programa para que as cartas fossem geradas automaticamente. Não podia ir fazer de carteiro.”
PSD quer ouvir Paulo Machado no Parlamento
Em reacção às declarações de hoje de Paulo Machado – que diz querer defender a sua dignidade, que está em causa – o PSD já manifestou interesse em levar o ex-director-geral ao Parlamento.
O social-democrata Fernando Negrão disse hoje à TSF que, “a confirmar-se este desmentido, a ser verdade,” aquilo que está em causa é um “facto da maior gravidade, que deve ser apurado até às últimas consequências”, nomeadamente no Parlamento. No caso de as palavras de Paulo Machado corresponderem à verdade, “a demissão do ministro é mais do que justificada, é imperiosa”.
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Em declarações à TSF esta manhã, Paulo Machado garantiu que “a decisão de não notificar [os eleitores] não foi uma decisão unilateral, foi uma decisão participada”, acrescentando que trabalhou directamente com a secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo. “Não foi sobretudo uma manobra minha à revelia das outras pessoas, não sou um delinquente”, acrescentou àquela rádio. “Não trabalhei sozinho, nem sou um insubordinado”, garantiu.
Ontem, na audição de Rui Pereira na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, tanto o ministro como a secretária de Estado descartaram quaisquer responsabilidades, remetendo toda a culpa para Paulo Machado, cujo pedido de demissão foi aceite terça-feira pelo ministro.
Em resposta à deputada Heloísa Apolónia, do partido Os Verdes, Dalila Araújo garantiu ontem que só soube que o seu despacho de Agosto – para notificar as pessoas cujo número de eleitor sofreu alterações - não fora cumprido “no dia das eleições”. Por seu lado, Rui Pereira garantiu que a Direcção-Geral da Administração Interna sempre lhe disse que o processo estava a andar. “Vi a minuta das notificações e o programa para que as cartas fossem geradas automaticamente. Não podia ir fazer de carteiro.”
PSD quer ouvir Paulo Machado no Parlamento
Em reacção às declarações de hoje de Paulo Machado – que diz querer defender a sua dignidade, que está em causa – o PSD já manifestou interesse em levar o ex-director-geral ao Parlamento.
O social-democrata Fernando Negrão disse hoje à TSF que, “a confirmar-se este desmentido, a ser verdade,” aquilo que está em causa é um “facto da maior gravidade, que deve ser apurado até às últimas consequências”, nomeadamente no Parlamento. No caso de as palavras de Paulo Machado corresponderem à verdade, “a demissão do ministro é mais do que justificada, é imperiosa”.