A notícia que a seguir se transcreve foi publicada ontem no jornal Correio da Manhã, pela violência que aqui é descrita eu diria que é, no mínimo, preocupante, mas da sua leitura cada um tirará as suas ilações.O que eu aqui quero desfazer é um dos muitos mitos que abundam na já chamada "República Socialista do Seixal" que é o de que os seus governantes (leia-se autarcas) conhecem muito bem o território... É que sempre que eu falo em bairros degradados e insegurança no Seixal oiço em resposta que não, que no Seixal, fruto das magnificas politicas de integração social (Seixal grafitti e outras que tais), No Pasa Nada... É tudo tranquilidade como se vê! Ora leiam:"Bairro da Jamaica e Quinta da Princesa, Seixal, pouco antes das 06h00. Mais de 200 inspectores da Polícia Judiciária, com equipas do Grupo de Operações Especiais e do Corpo de Intervenção da PSP, entraram ontem em 40 casas à procura de 15 homens. Apanharam dez, suspeitos de sequestro a traficantes e aos respectivos clientes, a quem roubaram largos milhares de euros em dinheiro e droga.Esta megaoperação foi liderada pela Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ, na sequência de uma investigação que já se prolonga desde 2006, apurou o CM. "Chegaram aqui, partiram a porta e entraram à procura de pessoas que eu nem sequer conheço", garantia pouco depois ao nosso jornal Catarina Correia, uma moradora do bairro da Jamaica alvo das buscas domiciliárias. "Foi um susto muito grande. Acordei com as armas dos agentes apontadas à cara."À mesma hora, outro grupo de inspectores da PJ, com agentes da PSP, entrava de rompante pela Quinta da Princesa, mais um bairro problemático do Seixal, na Margem Sul do Tejo. Os moradores foram apanhados de surpresa pelas dezenas de buscas – a polícia passou as casas a pente-fino e, além de encontrar os suspeitos, o objectivo era procurar meios de prova: armas, droga, dinheiro e telemóveis utilizados para a organização de vários sequestros."Nada lhes escapou. Até deram cabo de garagens para encontrar o que procuravam", adianta um morador. Com um total de 250 homens envolvidos, a polícia deteve dez dos 15 suspeitos – que deverão ser hoje presentes a tribunal. Este grupo, considerado perigoso, tem ligações a um outro, que durante anos também se dedicou a sequestrar e a roubar dinheiro e droga a traficantes e compradores de droga. Actuavam a partir de bairros da Amadora, até que a PJ os prendeu. Mas mantiveram contactos no exterior a partir da cadeia – e os sequestros continuaram, com outros elementos. VÍTIMA ABATIDA E CORPO REGADO A GASOLINAEm Fevereiro deste ano, o CM noticiou a detenção de um grupo de onze homens, que se dedicava igualmente à prática de sequestros de traficantes de droga para pedirem resgates às famílias. Uma das vítimas do gang acabou mesmo por ser abatida a tiro – e, após regarem o corpo com gasolina, ainda lançaram fogo ao cadáver, isto depois do pedido de resgate ter sido denunciado à Polícia Judiciária.A investigação da PJ aponta para que, passados nove meses, os dez homens, que foram ontem detidos na sequência das buscas domiciliárias nos bairros da Quinta da Princesa e da Jamaica, no Seixal, estejam ligados ao grupo que em Fevereiro foi julgado no Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa. Tudo passa por conversas e instruções dadas da cadeia para o exterior. "AQUELES BAIRROS DEVIAM SER DESTRUÍDOS"Durante todo o dia de ontem, a megaoperação da Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ, com a cooperação do GOE e Corpo de Intervenção da PSP, dominou as conversas no Seixal. O CM falou com vizinhos dos bairros problemáticos da Jamaica e Quinta da Princesa e todos foram unânimes: "Aqueles bairros deviam ser destruídos." Vários problemas são apontados, como o uso de armas, o tráfico, consumo de droga e os roubos. "Quantas vezes somos acordados com os tiros que eles mandam. São um verdadeiro desassossego. Não fazem aqui falta nenhuma." SAIBA MAISASSOCIADOS AO TRÁFICOJamaica e Quinta da Princesa são dois dos bairros mais problemáticos da Margem Sul do Tejo. Localizados no concelho do Seixal, respectivamente nas freguesias do Fogueteiro e Amora, estão associados ao tráfico de droga.30 é o número de anos que estes dois bairros, de carácter social (realojamento), têm de existência. Estão bastante degradados e ambos são habitados, essencialmente, por africanos provenientes das ex-colónias."Magali Pinto/Henrique MachadoP.S: E que tal um workshop de manuseamento de armas de fogo Srs Vereadores comunistas? A malta agradecia...Ou estão à espera que a construção do novo hospital resolva o problema?
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A notícia que a seguir se transcreve foi publicada ontem no jornal Correio da Manhã, pela violência que aqui é descrita eu diria que é, no mínimo, preocupante, mas da sua leitura cada um tirará as suas ilações.O que eu aqui quero desfazer é um dos muitos mitos que abundam na já chamada "República Socialista do Seixal" que é o de que os seus governantes (leia-se autarcas) conhecem muito bem o território... É que sempre que eu falo em bairros degradados e insegurança no Seixal oiço em resposta que não, que no Seixal, fruto das magnificas politicas de integração social (Seixal grafitti e outras que tais), No Pasa Nada... É tudo tranquilidade como se vê! Ora leiam:"Bairro da Jamaica e Quinta da Princesa, Seixal, pouco antes das 06h00. Mais de 200 inspectores da Polícia Judiciária, com equipas do Grupo de Operações Especiais e do Corpo de Intervenção da PSP, entraram ontem em 40 casas à procura de 15 homens. Apanharam dez, suspeitos de sequestro a traficantes e aos respectivos clientes, a quem roubaram largos milhares de euros em dinheiro e droga.Esta megaoperação foi liderada pela Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ, na sequência de uma investigação que já se prolonga desde 2006, apurou o CM. "Chegaram aqui, partiram a porta e entraram à procura de pessoas que eu nem sequer conheço", garantia pouco depois ao nosso jornal Catarina Correia, uma moradora do bairro da Jamaica alvo das buscas domiciliárias. "Foi um susto muito grande. Acordei com as armas dos agentes apontadas à cara."À mesma hora, outro grupo de inspectores da PJ, com agentes da PSP, entrava de rompante pela Quinta da Princesa, mais um bairro problemático do Seixal, na Margem Sul do Tejo. Os moradores foram apanhados de surpresa pelas dezenas de buscas – a polícia passou as casas a pente-fino e, além de encontrar os suspeitos, o objectivo era procurar meios de prova: armas, droga, dinheiro e telemóveis utilizados para a organização de vários sequestros."Nada lhes escapou. Até deram cabo de garagens para encontrar o que procuravam", adianta um morador. Com um total de 250 homens envolvidos, a polícia deteve dez dos 15 suspeitos – que deverão ser hoje presentes a tribunal. Este grupo, considerado perigoso, tem ligações a um outro, que durante anos também se dedicou a sequestrar e a roubar dinheiro e droga a traficantes e compradores de droga. Actuavam a partir de bairros da Amadora, até que a PJ os prendeu. Mas mantiveram contactos no exterior a partir da cadeia – e os sequestros continuaram, com outros elementos. VÍTIMA ABATIDA E CORPO REGADO A GASOLINAEm Fevereiro deste ano, o CM noticiou a detenção de um grupo de onze homens, que se dedicava igualmente à prática de sequestros de traficantes de droga para pedirem resgates às famílias. Uma das vítimas do gang acabou mesmo por ser abatida a tiro – e, após regarem o corpo com gasolina, ainda lançaram fogo ao cadáver, isto depois do pedido de resgate ter sido denunciado à Polícia Judiciária.A investigação da PJ aponta para que, passados nove meses, os dez homens, que foram ontem detidos na sequência das buscas domiciliárias nos bairros da Quinta da Princesa e da Jamaica, no Seixal, estejam ligados ao grupo que em Fevereiro foi julgado no Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa. Tudo passa por conversas e instruções dadas da cadeia para o exterior. "AQUELES BAIRROS DEVIAM SER DESTRUÍDOS"Durante todo o dia de ontem, a megaoperação da Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ, com a cooperação do GOE e Corpo de Intervenção da PSP, dominou as conversas no Seixal. O CM falou com vizinhos dos bairros problemáticos da Jamaica e Quinta da Princesa e todos foram unânimes: "Aqueles bairros deviam ser destruídos." Vários problemas são apontados, como o uso de armas, o tráfico, consumo de droga e os roubos. "Quantas vezes somos acordados com os tiros que eles mandam. São um verdadeiro desassossego. Não fazem aqui falta nenhuma." SAIBA MAISASSOCIADOS AO TRÁFICOJamaica e Quinta da Princesa são dois dos bairros mais problemáticos da Margem Sul do Tejo. Localizados no concelho do Seixal, respectivamente nas freguesias do Fogueteiro e Amora, estão associados ao tráfico de droga.30 é o número de anos que estes dois bairros, de carácter social (realojamento), têm de existência. Estão bastante degradados e ambos são habitados, essencialmente, por africanos provenientes das ex-colónias."Magali Pinto/Henrique MachadoP.S: E que tal um workshop de manuseamento de armas de fogo Srs Vereadores comunistas? A malta agradecia...Ou estão à espera que a construção do novo hospital resolva o problema?